Olá amigos do caminho,
Ontem fiz uma regressão (dia 27 de Julho 2008 para que fique registado), vou tentar dar uma ideia de como as coisas acontecem.
Uma das coisas que se começa logo a pensar é "Isto comigo não vai resultar", depois com vontade que realmente aconteça, deixamos-nos ir na voz de quem nos encaminha na regressão, seguindo o protocolo estabelecido, respira-se descontrai-se. Dei por mim a projectar o corpo, conseguia ver um corpo igual à matéria todo cinzento, não era carne, mas quase que se torna, pensei para mim, não é essa a experiência de hoje, vá deixa-te de coisas, e concentra-te nesta experiência.
Sente-se a mente a fazer ruído, a mente não quer que se conheça, inunda-nos com pensamentos constantes e adversos, quer quebrar a confiança, grita dentro de nós "É tudo mentira!", "Estás a imaginar!", "A inventar!", "Não abras essa boca, não digas uma palavra, vais ser gozado, palhaçito!!!"
Agora entendo o que o amigo Kunti e Cascais, querem dizer com o "Silencio" que se faça silencio para que tudo seja claro. Temos que educar a mente, nós somos os donos dela e não o contrário, ela é uma obreira com a função de nos servir. Deve silenciar-se à nossa ordem. Meditemos.
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Nesta altura enquanto ouvia a mente, era orientado a criar a minha máquina do tempo, minha, eu a conduziria de livre vontade no tempo, foi-me pedido para visualizar a máquina do tempo e ouvir os sons a mim conhecidos e relaxantes; Com o barulho dos autocarros imaginava um motor em corte lateral, via tudo a mexer como se estivesse dentro daquele motor, acompanhava até os cilindros no seu movimento via as explosões que impulsionavam os cilindros para baixo. Sempre que me era perguntado se já estava a ver alguma máquina, ui... "Não digas nada! Agora vais dizer que vês um motor cortado transversalmente e a trabalhar, está na hora Discovery? Não sejas palhaço, vão se rir de ti, palhaço! Cala-te... Cala-te"
No entanto desejava ver algo, quem teria sido noutra vida, quem fui perguntava a mim mesmo, onde andei?
Muito perguntava a orientadora "O que vês? O que sentes!" Eu claro nada, nem um som emitia! "Não fales, não digas nada, nada!" Passou-me as pirâmides do Egipto e uma daquelas estátuas cabeça de lobo ou cão preto com lança na mão. "Não digas isto! Tu nem gostas do Egipto, aquilo é só areia, vais comer areia?"
Foi então sugerido para avançar... visualizava então, formações de pontos violeta que se alargavam em círculos até que pareciam cobrir toda a parte visual do globo ocular, estilo "StarTrek em warp 5", vão se rir eu sei mas é a verdade...

lá está aquela coisa do palhaço. Mas não me importa, à que dizer as coisas, quem quiser que veja as setas no caminho, quem não quiser finja que não as vê!

Era constantemente perguntado "O que vê? O que sente?" O Egipto já tinha sido removido, restava agora uns cumes brancos, e por baixo tudo negro. Mais uma vez "Diga o que vê? O que sente?"
Onurb : "É branco, é tudo branco!"
Terapeuta : "E sente que? Percebe que?"
O: "Árvores altas, muito altas, ...", calei-me... era uma floresta verde de grandes árvores
T: "Visualize uma escada... vamos subir essa escada"

Escada qual escada....
T: "A escada é?"
O: "Bem é uma escada de madeira, uma parte espinhas em madeira! bem na vertical!"
T: "Suba o que vê o que sente?"
O: "Uma casa de campo, com um telhado bem inclinado, toda de madeira"
T: "O que faz? O que sente?"
O: "Sou lenhador! Corto as árvores maiores!" Não dito -> Tenho muita lenha cortada perto de casa!
T: "Vamos entrar na casa, como é? o que sente?"
O: "É tudo tosco, uma mesa..."
Não dito mas visualizado, a casa era pequena tinha um alpendre com um banco de madeira, aspecto rijo para caraças, ao entrar na porta tinha logo a mesa, uma árvore serrada a meio, com uns pés tipo cruzeta, era mesa de jantar, balcão de cozinha e mesa de trabalho, 3 em 1 giro!

. Havia panelas e tachos pendurados na parede, não me lembro de ver fogão, mas a lareira era de pedra preta, servia para tudo também..., havia algo no andar de cima mas não sei!
T: "Está à mesa! O que janta? O que sente? O que vê?"
O: "Sopa!"
T: "Que idade pensa ter? O que vê? O que sente?"
O: "Não sei, sou grande!" Não dito -> Era grande e forte, muitos contavam comigo no trabalho, era o mais forte, forte como um urso castanho claro, grande... quase que fazia o trabalho sozinho, era o maior o mais robusto. Sempre que era preciso força chamavam-me, não negava o braço ao trabalho.
T: "Vamos avançar! Vamos envelhecer o homem! O que sente? O que vê?"
O: "Estou sentado à porta de casa!" - Estava sentado no banco rijo que nem um raio, é duro, nada confortável, mas sou forte mais duro que o banco, duas crianças brincam na neve são fortes também, vão ser grandes, e são logo dois...
T: "Avance! Avance! Avance! Vamos envelhecer mais o homem! O que sente? O que vê?"
O: "A árvore vai cair!" - Sentia uma enorme pressão no peito! A árvore não parava de cair e ficava a 45º, voltava a trás voltava a cair! volta e cai! volta e cai! volta e cai! Ponho a mão no peito! E sinto uma enorme pressão...
T: "A árvore vai cair!" "A árvore vai cair!" "A árvore vai cair!" "A árvore vai cair!" "A árvore vai cair!"
O: "A árvore caiu-me em cima!" - Não dito - Correram para mim, tentavam levantar a árvore, era tarde, a minha árvore era sempre a maior... ali fiquei.
T: "Para onde vai o homem? O que sente? O que vê?"
O: "Vai para o céu!" - Via-me envolvido numa luz branca que me elevava eu rodava de felicidade, a missão tinha sido cumprida, estava orgulhoso, dançava de braços abertos no meio da luz feliz... estava cumprida a missão.
T: "Aproveite que está no meio dessa luz, e vitalize o seu corpo, sinta a energia!"
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T: "Vamos agora viajar no tempo para onde desejares!"
Bem que velocidade deslocava-me naquela luz à procura à procura!!!
T: "O que vê? Onde está?"
O: "Estou no Egipto!" - Bolas! Eu nem gosto do Egipto, que estou eu a fazer aqui, bem já agora deixa ver!
T: "Diga o que vê? O que sente?"
O: "Estou de vigia! Estou num sitio alto! Vejo a cidade toda!" - Era tudo em tons de areia casas quadradas baixas.
T: "Está de vigia? O que vê? Como é?"
O: "É um dia normal!" Não dito -> As pessoas andavam pelas ruas daquela cidade, falavam, iam à água, teciam, vendiam coisas, tratavam das casas, as crianças corriam pelas ruas felizes, estava tudo bem...
T: "Algo vai acontecer! O que vê? O que sente?"
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T: "Algo vai acontecer! O que vê? O que sente?"
Começava a sentir algo.... alguma coisa está mal! Os olhos fixavam o horizonte, na duna a uns 100 metros da cidade, vem ai alguma coisa... sentia-me estremecer, sentia um formigueiro como um corte que ia desde a frente até às costas do lado esquerdo.
T: "Algo vai acontecer! Algo vai acontecer! Algo vai acontecer! Algo vai acontecer! Algo vai acontecer! O que vê? O que sente?"
O: "Não sobrou ninguém! Morreu tudo!" Não dito - Uma nuvem de vapor desce a duna, eram muitos nessa onda de vapor, passa a cidade não fica ninguém vivo, nem uma osga na parede! Nada! Nada mexe! Sinto as lágrimas a correr... como soldado era a minha função defende-los, entretanto não vejo sangue nem corpos, sinto apenas a impressão que foram todos mortos...
T: "Vamos avançar! Avance! Para onde vai o homem?"
O: "Subi a duna!" Não dito - No topo da duna caia de joelhos e pedia perdão a todos por não os conseguir salvar, rezava a um Deus egípcio, pedia perdão...
T: "Vamos avançar!!! Onde está? O que vê? "
O: "Estou num oásis!" Não dito - Estava de barriga para o ar, olhava o céu esperava que me viessem buscar!
T: "Onde está? O que vê? "
O: "Estou num oásis!"
T: "Vamos avançar!!! Come é esse oásis? O que vê? "
O: "Estou num oásis!"
T: "Vamos então regressar ao dia de hoje!"
Entra o protocolo de regresso! Cá estamos... em mais uma vida! A cumpri a missão aceite, e a caminhar para o templo.
Tudo de bom para todos
Om Mani Padme Hum