Olá,
Visitante
. Por favor
Entre
ou
registe-se
se ainda não for membro.
1 Hora
1 Dia
1 Semana
1 Mês
Para sempre
Entrar com nome de utilizador, password e duração da sessão
Abril 17, 2026, 00:01:35 am
Início
Forum
Ajuda
Pesquisa
Calendário
Entrar
Registe-se
A Caminho do Templo
»
O Caminho do Discípulo / The Disciples Path
»
Livros, Artigos, Resumos / Books, Articles, Summaries
»
O Amor
« anterior
seguinte »
Imprimir
Páginas: [
1
]
Ir para o fundo
Autor
Tópico: O Amor (Lida 7991 vezes)
maria
Full Member
Mensagens: 182
Karma: +2/-0
O Amor
«
em:
Abril 17, 2008, 01:26:42 am »
Olá a todos
O AMOR
As pessoas que têm veia poética - os poetas -muitas vezes falam de amor, mas falam através da sua mente.É a sua interpretação do amor.
E a mente interpreta continuadamente as coisas. A mente é um comentador constante do que vê e ouve.E isso nunca permite que a realidade,tal qual como ela é chegue até nós. Porque a mente, comentando e analisando (limitada como é) distorce a realidade.Pode até envernizá-la com camadas,que não deixam depois ver a própria Realidade.a mente altera a Realidade,torna-a de acordo com as suas próprias ideias, dá-lhes coloridos até que muitas vezes não correspondem a essa Realidade; dá-lhe formas de acordo com as suas próprias ideias.
Claro que, para que isso aconteça, alguma parte da Realidade é captada.Mas é fragmentada. Acontece isso da mesma forma como quando um poeta sonha: ele tem um sonho lindo e tenta transcrever isso num poema, tenta escrever o que sonhou, tenta transmiti-lo aos outros.Mas....é apenas um sonho. É bonito, será lindo até, mas é apenas um sonho.
Mas um "místico" conhece directamente a REALIDADE! Conhece "imediatamente a REALIDADE! Não faz interpretações. Porque ele está no estado de "não-mente".A Existência e o místico estão em profunda comunhão. o poeta só de vez em quando é que consegue estar num certo tipo de comunicação, o que é diferente de estar em comunhão!
Na comunicação nós ficamos separados daquilo com que comunicamos; é como se nós estabelecêssemos uma ponte com quem (ou com aquilo)que comunicamos, mas estamos separados da pessoa ou do objecto.
Na comunhão nós não existimos - há uma fusão que se dá na comunhão! Nem sequer existe a ponte na comunhão -porque existe uma fusão total! Não é preciso criar pontes. A comunhão dá-se como uma fusão natural, como uma consequência dum transbordar. Como se nós estivéssemos imersos, totalmente sintonizados, num estado de REALIDADE que só tem um momento: O PRESENTE!
Os poetas não vêm a Realidade. Sonham com ela - mas os sonhos são apenas sonhos. Mesmo que esses sonhos reflictam a Realidade, apenas são um reflexo dessa Realidade.Estão muito longe dela.
Quando nós lemos, em poesia,algo sobre o amor, ou quando as pessoas tentam transmitir por palavras algo sobre o amor,é como se fosse uma coisa exterior a nós. De facto a maioria das pessoas funciona assim.
Dá-se um fenómeno no exterior de nós, na periferia, na circunferência e o nosso centro tem que acompanhar a circunferência.
Em quase todas as línguas existe o termo "apaixonar" - com variações do termo, mas a ideia é "apaixonar".
Realmente apaixonar vem de "paixão" , e isto é um rebaixamento do ser humano. O rebaixamento ao nível de paixão, ao nível instintivo, biológico,fisiológico, psicológico - é o que se quiser chamar. mas é um rebaixamento!
O "apaixonar" é instintivo! Talvez se possa explicar pela Biologia,pela Química, ou até pela Psicologia.Talvez seja o instinto; talvez seja a luxúria mascarada de Amor, fingindo que é o Amor - no entanto é perfeitamente animal.
Porque quando o AMOR existe, aquele que ama deixa de existir, porque se dá a comunhão, porque se dá a fusão total. Eu não existo mais! É a comunhão daquela energia que transborda.
Normalmente, muitas pessoas são dominadas pelo "apaixonar", são dominadas pela própria natureza, pelos próprios impulsos, pelos próprios instintos. Têm que seguir alguém (ou perseguir).
Um homem apaixona-se por uma mulher, uma mulher apaixona-se por um homem. Então o homem tem que seguir a mulher,ou a mulher seguir o homem. É como se nós tivéssemos que,por necessidade,sermos possuídos por alguém para sentirmos que alguém nos dá valor, para sentirmos que alguém nos encara como um tesouro - mas um tesouro não tem consciência.
Portanto ,este amor é possessivo, mas também quer ser possuído. Então dá-se uma dicotomia. Porque as pessoas apaixonam-se, estabelecem uma relação instintiva que chamam amor em que cada um dos parceiros quer possuir o outro e ser possuído. Possuir pela posse em si; ser possuído para se sentir valorizado, para sentir que alguém toma conta de si, para sentir que alguém lhe dá valor.
Mas isto só preenche uma parte do individuo, porque é uma prisão, a outra parte quer ser livre. Dá-se então o sofrimento provocado pela dicotomia. Muitas pessoas vivem assim: uma parte que quer ser possuída e possuir o outro; a outra parte quer ser livre.
Quando se ama verdadeiramente,quando o Amor acontece é DE DENTRO! Não de fora!O AMOR é um compartilhar! Não há que seguir ninguém, não há que lutar por ninguém, não há que possuir ninguém, porque o
AMOR É em si mesmo
;é de tal maneira grandioso,que o amor não é suficiente em si próprio; o AMOR tem que transbordar para ser compartilhado.
As pessoas vão vivendo juntas, mutuamente, não compartilhando! Nem sequer comunicando! Não conseguem construir "pontes", vão lutando por uma liberdade que não têm;por uma possessão que não têm; e por serem possuídos de uma maneira que não são. É inevitável que estas pessoas sofram,as que viverem desta forma.
Esta forma de amor, é a forma mais baixa, a forma animal. Acontece com os animais, acontece com as plantas. Não faz parte da dignidade do homem; por isso não há nada de especial nesta forma de amor!Por isso as pessoas são infelizes!
O fenómeno do AMOR é multidimensional. É interessante notar que, nesta relação de ser possuído e possuir o outro, e de ter uma parte dentro de nós que luta por ser livre, o ser humano perde a sua subjectividade, e, esta perda de subjectividade é a perda da LIBERDADE!
Como é que alguém pode ser feliz, pode ter paz, se viver com outro ser humano nestas circunstancias? O nosso ser interior começa cada vez mais a lutar: A lutar por ser livre; a lutar por ser cada vez mais possuído, porque cada vez mais se sente mais frustrado e tem mais necessidade que a outra pessoa lhe preste mais atenções e lhe dê mais valor, por outro lado a ânsia de liberdade também vai aumentando; e como os dois vão funcionando exactamente da mesma maneira, cada vez se vão distanciando mais.O casal acaba por nem sequer ter diálogo. ISTO não começou por ser Amor,não é Amor!
Em nome do Amor ,as pessoas sofrem. É a mente que distorce a Realidade.
Se estivermos despertos para este fenómeno, as coisas modificam-se. Pela observação, todos podem começar a elevar-se dentro do Amor.
(continua.....)
Um Abraço
maria
«
Última modificação: Abril 17, 2008, 11:55:29 am por maria
»
Registado
maria
Full Member
Mensagens: 182
Karma: +2/-0
O AMOR continuando....
«
Responder #1 em:
Abril 18, 2008, 00:30:00 am »
Olá a Todos
O AMOR ----(continuação)
Um segundo tipo de Amor é aquele que é um "crescendo" dentro de nós.É aquele que se atinge quando não há nada a atingir. É aquele que nasce espontaneamente; é aquele que é de dentro. Já não vem da periferia.
Já não há ninguém a perseguir. Já não temos que seguir o ser amado. É de dentro que começa a florescer.
Como, quando retirados no silêncio, através do processo alquímico da meditação, a flor dentro de nós começa
a crescer.É como se a Primavera florescesse aquela flor. E, como as arvores precisam de sol para o seu esplendor
e precisam do vento para espalhar a sua fragrância, esse Amor necessita ser compartilhado para transbordar, porque é impossível aprisioná-lo dentro de nós: é impossível não compartilhar.
Mas é no silêncio; é na meditação; é no estado de "não-mente" que essa flor cresce. É aí que o AMOR atinge o "crescendo" que depois é impossível
não dar
.Um dos maiores sofrimentos do ser humano é querer dar e não ter ninguém para receber. Esse Amor já é de nível mais elevado. Enquanto o primeiro amor é egoísta, este segundo é uma chama que começa a arder dentro da pessoa e tem que transbordar.
Uma das razões por que as pessoas se têm tornado egoístas ,é o ensino que algumas religiões têm feito ao longo de séculos, porque têm ensinado sempre uma frase errada. Fragmentaram uma das frases atribuídas a Jesus.Ele disse:"Amai os vossos inimigos como vos amais a vós próprios".
"Como vos amais a vós próprios!" Condição primordial: NÓS TEMOS QUE NOS AMAR A NÓS PRÓPRIOS! E, depois, amar os nossos inimigos. Então e os nossos amigos? E a nossa família?
Mas a igreja corta esta frase a meio e diz: "Não te ames a ti próprio, porque assim és egoísta!" Eles distorcem o ensinamento do próprio Jesus. Primeiro temos que amar a nós próprios, porque quem não se ama a si mesmo é uma pessoa amarga, revoltada, frustrada, infeliz. Não ama ninguém!
Primeiro temos que nos amar a nós próprios; temos que estar atentos a nós mesmos; temos que entrar no silêncio, temos que querer evoluir; temos que meditar, entrar no estado de "não-mente". Ver a Realidade! Não distorcê-la com a mente.Então o Amor começa a fluir. Então a Primavera vem! A flor desabrocha! E nós podemos amar os outros!
A mente é tão possessiva, é tão ditatorial,que quer governar até aquilo que só outros fazem à nossa volta.
A mente é canibal! A mente come, distorce, aglutina e sintetiza e transforma tudo. Até as frases daqueles que nós consideramos Mestres! E assim se dá a adulteração na igreja e nos seus ensinamentos. Acontece com todas as religiões. Porque depois dos Mestres partirem, os discípulos transformam, porque não estão no mesmo estado dos Mestres, não sabem o que Eles queriam dizer; aproveitam o que lhes interessa mentalmente, segundo o seu ponto de vista, para depois transmitir esses ensinamentos fragmentados e distorcidos, às gerações posteriores.
Primeiro amar a nós próprios: através da meditação; através do silêncio, através da observação; através do "estar atento"; através do Serviço; através da Instrução. Porque o Centro da mente é o Ego,e para o ego qualquer coisa serve de "cavalo de batalha": O Poder, O Dinheiro; O Sexo, até uma pseudo-liberdade. O ego consegue converterem "cavalo de batalha" até a virtude e o pecado, que não tem nada a ver com o s conceitos cósmicos de bem e de mal. Tudo serve para a mente comer, transformar e digerir - e o centro da atenção é ela própria.
Quando se AMA não existe o Eu, porque há uma fusão. Enquanto não estivermos atentos, enquanto não entrarmos no silêncio, enquanto não chegarmos ao estado de "não - mente", ninguém pode AMAR! O que existe é: eu + a pessoa que vive comigo". Como posso exigir à pessoa que vive comigo que ela me Ame? Se ela está no mesmo ponto em que eu estou e eu também não sei Amar? Então as pessoas agridem. É inevitável. O sofrimento tem que surgir, inevitavelmente. Em nome da mente. Provocado unicamente pela mente.
(continua...)
Um abraço
maria
«
Última modificação: Junho 07, 2009, 20:38:16 pm por maria
»
Registado
maria
Full Member
Mensagens: 182
Karma: +2/-0
O AMOR (outro tipo de Amor)
«
Responder #2 em:
Abril 22, 2008, 00:01:13 am »
Olá a Todos
Um dos mestres Zen que vivia numa montanha, recusava sistematicamente dar a iniciação a qualquer pessoa que lha fosse pedir. E as pessoas insistiam.Quanto mais discípulos ele recusava dar a iniciação, mais conhecido se tornava. Ele exigia condições tão difíceis, que ninguém conseguía preencher. Durante 30 anos aquele homem negou dar a iniciação a qualquer ser humano. Quando ele já estava decadente, veio ter com ele um rapaz que lhe disse: " Mestre sei que não me vais dar a iniciação, mas por favor, deixa-me viver ao pé de ti. Tratarei de ti, pois estás velho, o teu corpo vai ficando depauperado, não me importo que não me inicies no Caminho, mas deixa-me ficar para cuidar de ti. E assim foi.
Um dia quando o Mestre estava para morrer chamou-o e disse-lhe: Vai a correr à aldeia e diz a todos que quiserem ser iniciados por mim que venham, porque eu dar-lhes-hei a Iniciação, a toda a gente!o rapaz admirado perguntou-lhe: Como é possível? De repente tu dizeres que vais dar a Iniciação a qualquer pessoa que queira?
O Mestre respondeu-lhe:" quando o sol se puser eu vou deixar este corpo! Temos poucas horas. E vou explicar-te: as condições que eu impus durante toda a vida para recusar a Iniciação foram um estratagema, que eu arranjei, porque não tinha atingido a Realidade. Eu achava que era desnecessário, inútil, mostrar ás pessoas o meu vazio!. Agora vai a correr à aldeia , buscar as pessoas, porque temos poucas horas!"
O rapaz foi a correr à aldeia e começou a dizer às pessoas que o Mestre ia dar a Iniciação facilmente a todos quantos quisessem . Começaram logo a juntarem-se as pessoas pois não podiam perder aquela oportunidade! Quem sabe se ele tem algum conselho para mim, dizia um. Outro pensava numa consolação para a sua tristeza,e assim lá foram em peregrinação.
O rapaz que tratava do Mestre ia pelo caminho a pensar: "isto é uma loucura! Então ele nunca deu a Iniciação e agora vai dá-la com facilidade? Nem percebo o que é que toda esta gente lá vai fazer! E o rapaz começou a analisar a razão, o porquê da ida de cada uma daquelas pessoas. A mente dele começou a julgar as pessoas. E havia razões absurdas: Um porque tinha morrido a mulher; outro porque estava desempregado, outro porque estava de folga do emprego e não tinha nada para fazer. Nenhum tinha uma razão realmente válida para procurar e receber a Iniciação.
E ia pensando. "Não! Isto não é possível! Não é verdade! Isto não pode acontecer assim!" Mas cumpriu a sua missão.
Quando aquela multidão chegou ao pé do Mestre, o rapaz voltou a perguntar-lhe: "Mestre, mas como é possível? como é que vais fazer isto?"
E o Mestre respondeu-lhe." É muito simples.
Agora eu tenho para dar!
Dantes eu não tinha nada para dar, porque nada havia dentro de mim para dar. E por isso eu fingia que tinha e impunha aquelas condições tão rígidas, para poder recusar a Iniciação. Mas esta manhã atingi o ABSOLUTO! Estou tão carregado por dentro, que tenho que me libertar, tenho que descarregar. É como uma nuvem, quando está demasiado carregada, tem que derramar a água. E derrama-a, indiferentemente, sobre as rochas e sobre o solo - sem se importar se o solo é fértil ou não."
Quando uma pessoa atinge, ainda que por momentos fugazes, a REALIDADE, o ABSOLUTO, ela fica de tal maneira plena e carregada, que tem de transmitir. Tem que partilhar. Tem que derramar. Tem acontecido sempre isto com todos os Mestres.
Com o amor também é assim. Quando nos amamos a nós próprios, quando o nosso amor explode, quando se torna uma realidade dentro de nós, temos que compartilhar esse amor.Não é perseguir ninguém. É compartilhar.
Porque o amor explode; tem que ser derramado. Esse derramar surge naturalmente, como uma necessidade.
A Verdade e o Amor estão intimamente relacionados. O estado de Buda precisa de ser compartilhado. A Verdade do Cristo tem que ser compartilhada. É uma coisa irresistível. Não é possível evitá-lo! Por isso Buda aos 80 anos continuava a viajar, a pregar. Os discípulos pediam-lhe: Mestre, estás velho, doente e fraco(ele já estava tremente), por favor pára!.
Buda respondia: "Não posso. Tenho de dar.Até ao meu último suspiro, eu tenho que dar" E assim aconteceu realmente.
No dia em que Ele estava a morrer, os discípulos estavam reunidos , pois sabiam que o Mestre ia desencarnar.
Buda estava deitado, e perguntou aos discípulos se lhe queriam fazer mais alguma pergunta pois até ao ultimo suspiro queria Dar! Os discípulos recusaram pois sabiam do estado do Mestre.
Entretanto chegou um comerciante a correr pois soube que Buda estava a morrer e precisava de fazer-lhe uma pergunta. Os discípulos tentavam impedir o comerciante dizendo -lhe: Buda foi tantas vezes à aldeia porque nunca lhe fizeste a pergunta?O homem lá deu as desculpas do costume ; o negócio , a família ,etc. Enfim
"nem sempre nós estamos disponíveis para ver um Buda não é?
" Sobretudo as pessoas atarefadas, têm sempre falta de tempo para a espiritualidade!...
Buda de olhos fechados, deitado, já tinha deixado o corpo, a mente e ia entrar no 3º estado (do coração), ouviu o que se estava a passar, abriu os olhos e disse: Isso não está certo. Até ao meu ultimo suspiro estou vivo. Deixem-no perguntar! E RESPONDEU!Até ao ultimo suspiro ELE COMPARTILHOU!
AMOR- VERDADE! Há um laço intrinseco entre eles. Necessitam ser compartilhados. Não são suficientes em si mesmo.Compartilhar é partilhar, mas não possuir! E a razão é porque o Amor, basicamente, dá Liberdade. Dá Liberdade a nós próprios e aos outros.
Um Amor que se torna uma corrente,uma atadura, não é Amor! É luxuria, é animal, não é humano. O AMOR DÁ LIBERDADE. Então torna-se humano. Mas continua a ser relativo.
Há outra dimensão do Amor.
No 1º - o Amor é uma necessidade biológica
No 2º -o Amor é uma partilha psicológica.
No3º - é o estado em que "TU MESMO ÉS O AMOR"
O 1º é uma relação de posse
o 2º é uma relação fraternal, amigável
O 3º: Vocês próprios são o AMOR. O vosso Ser é o próprio AMOR.
Vocês irradiam Amor. Só então o Amor chegou realmente ao "crescendo", atingiu o último estado. Podemos chamar-lhe Deus.Jesus chama Deus ao seu Amor, chama-lhe PAI.
Deus é AMOR! O AMOR é DEUS!
A meditação é um processo alquimista para lá chegar!
O AMOR não tem desejo.
A mente é que tem desejos.Só no estado de "não-mente" é que atingimos o AMOR.
O AMOR é um preenchimento em si mesmo. Nesse estado nada falta. Nada se necessita. Nada precisa ser preenchido neste AMOR. Nem há preenchimento futuro. O AMOR não tem carências. Quem AMA não tem carências, porque o AMOR em si próprio é um preenchimento total. É uma totalidade! Nada falta. Não necessita de nada. Não há carências no presente. Não há carências no futuro, porque nada está por preencher no presente, nem no futuro.
No AMOR não há passado, porque não há memória. A mente é que tem memória e instintos. A mente é que sofre; a mente é que deseja.
Quando falo em Amor, falo no verdadeiro Amor. Nesse AMOR não há futuro.
Ele existe num Presente Continuado!
No AMOR não há Futuro! Só há o presente. O Agora. O AMOR é o meio e o fim. O AMOR é contentamento, e fora deste preenchimento, tudo o que existe é apenas uma fragrância
Isto é transcender a mente. Isto é Evolução!
Escapem à vossa mente e não terão desejos, nem recordações, nem sofrimento, nem imaginação, nem fantasias, nem futuro, nem passado. Tentem escapar à vossa mente, tentem escapar aos desejos, tentem escapar às recordações do passado, tentem escapar às necessidades de preenchimento do futuro!
Meditem, para atingir o estado de "não-mente", para que o AMOR floresça dentro de vocês. Para que não sofram Para que não possuam, nem queiram ser possuídos.
Para que sejam LIVRES!
Meditem! Entrem no silêncio. Deixem o AMOR florescer! Como a Primavera vem através do Silêncio e da Meditação a Primavera fará florir dentro de vocês esse AMOR transbordante, que vocês terão que compartilhar, e não sofrer como um fardo. Mas vivê-lo como uma necessidade contínua de dar. Compartilhar!
Vocês existem aqui e agora! Não é no futuro. Não é no passado.
Vocês existem agora aqui
neste corpo de Buda
neste Amor de Cristo
neste espaço que é o Paraíso.
Não adiem mais como o comerciante!
E para terminar :
As últimas palavras de BUDA. A pergunta que o homem fez, não interessa, porque as perguntas são da mente. O que importa é que Buda deu até ao ultimo momento, depois despediu-se dos discípulos dizendo :
"Adeus! Posso finalmente fechar os meus olhos e começar a desaparecer. 1º desaparecerei do corpo, depois da mente; depois do coração; depois da minha alma. E como uma vela que se extingue, vocês não me encontrarão mais em sitio nenhum, porque eu estarei em toda a parte"
Um abraço
maria
«
Última modificação: Abril 22, 2008, 23:47:37 pm por maria
»
Registado
hermes
Full Member
Mensagens: 181
Karma: +5/-0
O Amor
«
Responder #3 em:
Junho 26, 2009, 23:20:21 pm »
Amigos do caminho
Por considerar que o Amor é o Maior Arcano do Universo envio aqui um texto de Paulo de Tarso que já é conhecido mas que não perdeu actualidade espiritual.
O A M O R
Paulo de Tarso (I Cor 13. 1-13)
“Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, sou como um bronze que soa ou um címbalo que retine. Ainda que eu tenha o dom da profecia e conheça todos os mistérios e toda a ciência, ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas, se não tiver amor, nada sou. Ainda que eu distribua todos os meus bens e entregue o meu corpo para ser queimado, se não tiver amor, de nada me aproveita.
O amor é paciente, o amor é prestável, não é invejoso, não é arrogante nem orgulhoso, nada faz de inconveniente, não procura o seu próprio interesse, não se irrita nem guarda ressentimento. Não se alegra com a injustiça, mas rejubila com a verdade. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais passará. As profecias terão o seu fim, o dom das línguas terminará e a ciência vai ser inútil. Pois o nosso conhecimento é imperfeito e também imperfeita é a nossa profecia. Mas, quando vier o que é perfeito, o que é imperfeito desaparecerá. Quando eu era criança, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança.
Mas, quando me tornei homem, deixei o que era próprio de criança. Agora, vemos como num espelho, de maneira confusa; depois, veremos face a face. Agora, conheço de modo imperfeito; depois, conhecerei como sou conhecido. Agora permanecem estas três coisas: a fé, a esperança e o amor; mas a maior de todas é o amor"
Com um abraço do Hermes
Registado
hermes
Full Member
Mensagens: 181
Karma: +5/-0
Re: O Amor
«
Responder #4 em:
Junho 26, 2009, 23:31:05 pm »
Amigos do caminho
Embora não seja nenhum tesouro envio-vos também uma opinião do Abrame sobre o Amor.
O Amor.
Na verdade o Amor é o grande arcano do Universo. Deus é Amor. Nós somos Amor, só que ainda não temos a consciência intrínseca desse imenso poder.
No prosseguimento evolutivo a obtenção do conhecimento espiritual leva-nos à vivência do Amor, que engloba vários outros sentimentos que fazem parte dele, como: a caridade, a fraternidade, a compaixão, a amizade, a gratidão, o respeito pelo próximo, o socorro ao desvalido, a dádiva desinteressada, etc,etc.
Jesus nos esclareceu: " Amarás o senhor teu Deus com toda a tua alma, com toda a tua mente, com todo o teu coração e com todas as tuas forças, e amarás o teu próximo como a ti mesmo.
Ele não disse só, demonstrou-o em diversos episódios da sua vida terrena. Todo o Mundo conhece esta frase lapidar, mas o conhecimento tem duas vertentes. A intelectual e aquela em que a inteligência se une ao coração e é aqui nesta última que o conhecimento se completa, transformando-se em sabedoria.
O intelecto é frio e, isolado, serve apenas o ego físico, mental e emocional, a personalidade humana, não passa de uma ferramenta da inteligência, secundado pela mente.
Todo o conhecimento para fazer parte da consciência tem que ser vivido no mais íntimo da nossa alma. Viver é Amar.
A Doutrina Espírita também tem essa valência, que lhe proporciona o conhecimento, não só teórico mas também prático, pela vivência no âmbito da dor e do sofrimento, tanto seu como o do seu próximo.
Amar é viver. É factor imprescindível que é pela sua conduta exemplar que o Espírita demonstra o valor da Doutrina Espírita que a torna acreditada e respeitada, para além da sua credibilidade científica e filosófica.
E Allan Kardec disse: Fora da Caridade não há Salvação.-arvorai-a bem alto-
Isto é apenas o nosso conceito.
Fraternidade.
Abrame
Do vosso amigo Hermes
Registado
ajce1962
Sr. Member
Mensagens: 284
Karma: +4/-0
Re: O Amor
«
Responder #5 em:
Junho 27, 2009, 02:38:40 am »
Boas noites ao universo
AMOR
O mundo é um espelho de Beleza Infinita, mas ninguém o vê. É um Templo de Majestade, mas ninguém o olha. É uma região de Luz e Paz, se os homens não o inquietassem. É o paraíso de Deus. É mais para o homem, desde que caiu, que não antes. É o lugar dos Anjos e a Porta do Céu.
Quando Jacob despertou de seu sonho, disse: Deus está aqui, e não sabia. Quão pavoroso é este lugar! Não é outro que a Cara de Deus e a Porta do Céu.
Thomas Traherne
Adeus bons amigos
Registado
ajce1962
Sr. Member
Mensagens: 284
Karma: +4/-0
Re: O Amor
«
Responder #6 em:
Julho 20, 2009, 00:44:32 am »
Olá
"A atitude"
De dois homens que compartilham com um bezerro o leite da mãe deste, um olha para o bezerro com o pensamento de que a sua carne tenra daria um bom assado para ele e seus amigos comemorarem o seu próximo aniversário; o outro pensa no bezerro como seu irmão de leite e está repleto de amor pelo animalzinho e por sua mãe.
O livro de Mirdad
Mikhail Naimy
Adeus amigos
Registado
ajce1962
Sr. Member
Mensagens: 284
Karma: +4/-0
Re: O Amor
«
Responder #7 em:
Setembro 03, 2009, 01:01:43 am »
Olá a todo mundo
O verdadeiro amante de Deus não busca milagres, nem reza pela cura de suas enfermidades ou por seu bem-estar.
Ama a Deus por amor a Ele.
Tenta desenvolver o gosto por levar esta vida, sem ostentação.
Não espera nem sequer o reconhecimento das pessoas.
Sabe que o amor por Deus que ele busca é em si mesmo a recompensa de suas duras práticas e austeridades.
Luta com suas paixões e sentidos, os quais querem arrastá-lo para o caminho da escuridão.
E ao final chega a ter uma paz que mesmo a duras penas só alguns poucos alcançam.
Sente a proximidade do Senhor e não se sente abandonado em nenhum momento ainda que o mundo inteiro esteja contra ele
Sri Krishna disse sobre isto:
"A suprema Bem-Aventurança com certeza vem a este yogui, cuja mente se tranquilizou, cuja paixão se aquietou e que se tornou Brahman, havendo-O realizado e que não tem mancha."
*****
Fernando Pessoa amigos:
E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.
Adeus amigos
Registado
ajce1962
Sr. Member
Mensagens: 284
Karma: +4/-0
Re: O Amor
«
Responder #8 em:
Setembro 11, 2009, 15:18:49 pm »
Olá
Um texto de SAINT GERMAIN " Lei do Amor"
“Amor e glorificação ao Grande Eu Interior e a atenção mantida
focalizada sobre a Verdade, a saúde, a liberdade, a paz, a fartura, ou
qualquer outra coisa que desejardes para correto uso, trarão à
manifestação para o vosso proveito e de vosso mundo — se com
persistência os conservardes em vossa consciência (pensamento e
sentimento). Isto é tão certo como existe uma Grande Lei de Atração
Magnética no Universo”.
“O pensamento construtivo e o sentimento harmonioso dentro da
mente e do corpo humano, são as atividades do Amor e da Ordem. Estes
permitem que a Perfeita Proporção e Velocidade dos elétrons dentro do
átomo se mantenham permanentes; desse modo, eles buscam o seu
caminho inteligentemente até o Grande Sol Central, para repolarizar-se
sempre que houver dispersão e perda da polaridade e enquanto for
mantida a duração do Alento de Deus dentro do seu núcleo — pela
Vontade da Inteligência Diretora Auto-Consciente, que utiliza o corpo no
qual eles existem. Desse modo, a qualidade de Perfeição e a manutenção
da Vida num corpo humano estão sempre sob o controle consciente da
Vontade do indivíduo que o ocupa.A Vontade do indivíduo é suprema com
relação ao seu templo e, mesmo em caso de acidente, ninguém deixa seu
corpo-templo enquanto não o quiser. Muitas vezes os padecimentos do
corpo, o medo, a incerteza e muitas outras coisas influenciam a
personalidade para mudar suas decisões, acerca do que decidiu no
passado, mas tudo o que acontece ao corpo está e estará sempre sob o
controle da livre vontade individual.
“Para compreender a explicação acima, concernente ao elétron e ao
controle consciente que o indivíduo tem para governar a estrutura atômica
do próprio corpo, através do seu pensamento e sentimento, deve
compreender o Princípio Uno que governa a forma por toda a Imensidade.
Quando o homem fizer o esforço necessário para provar isto a si mesmo,
ou dentro do seu próprio corpo atômico de carne, então tratará de se
dominar. Quando tiver feito isso, tudo no Universo será voluntário
cooperador seu, para realizar o que desejar através do Amor.
“Todo aquele que se faz voluntariamente obediente à ‘Lei do Amor’,
tem a Perfeição em sua mente e em seu mundo permanentemente
mantida. A ele e só a ele pertence Toda Autoridade e Mestria, Só ele tem o
direito de ordenar, porque aprendeu primeiro a obedecer. Quando tiver
conseguido a obediência da estrutura atômica dentro de sua própria mente
e corpo, toda a estrutura atômica fora de sua mente e de seu corpo
também lhe obedecerá.
“Assim, a humanidade, através do pensamento e do sentimento,
tem o poder — cada indivíduo dentro de si mesmo — de se elevar à maior
altura, ou submergir na maior profundeza. Cada um, por si só, determina
seu próprio caminho de experiência. Pelo controle consciente de sua
atenção, quanto àquilo que permite à própria mente aceitar, pode andar e
falar com Deus — Face a Face — ou, desviando-se de Deus, tornar-se
inferior aos animais, mergulhando sua consciência humana no mais
profundo esquecimento. Neste último caso, a Chama de Deus Dentro dele
se retira de sua habitação humana. Depois de eóns de tempo, ela tenta de
novo uma jornada humana no mundo da matéria física, até que a vitória
final seja alcançada conscientemente e por sua Livre Vontade”.
Adeus amigos
Registado
ajce1962
Sr. Member
Mensagens: 284
Karma: +4/-0
Re: O Amor
«
Responder #9 em:
Setembro 11, 2009, 21:18:59 pm »
Olá companheiros, as obras de Carlos Castaneda e Saint Germain,
foram as únicas que me revelaram a essência da vida, todo o restante que conheço contêm boas frases mas muita palha, é só a minha opinião!
Deixo aqui a essência, para mim, de Saint Germain.
*****
"A questão do conhecimento de Deus e Seu Universo se resume em restabelecer
contato com os anais da Vida em todas as formas. Todas as formas
contêm Vida, e dentro da emanação de Luz de cada forma está
registrado seu passado inteiro, que qualquer um pode exercitar-se em
descobrir e compreender, desde que esteja disposto a dedicar atenção e
tempo na auto-disciplina necessária a aquietar a confusão na atividade
externa da vida diária. Esse registro eterno dentro de todas as coisas
existiu desde o princípio.
“Em épocas passadas, a humanidade manifestou Perfeição em
todos os aspectos. Essa condição anterior da raça foi narrada pelos
historiadores como o Jardim do Éden -Éden ou E-Don - significando
Divina Sabedoria. À medida que a atenção consciente ou atividade externa
da mente tinha permissão para pousar no mundo dos sentidos físicos, a
‘Divina Sabedoria’ - a CONSCIÊNCIA ONISAPIENTE - tornava-se nublada
ou encoberta e o ‘Divino Plano Cósmico’ da vida do indivíduo veio a
submergir. Foram-se embora a Perfeição e o domínio consciente da
humanidade sobre todas as formas, que ficaram ocultas e esquecidas daí
por diante.
“O homem passou a ter consciência sensorial em vez de
consciência Divina, e desse modo, a manifestar aquilo para que se
dirigia sua atenção e em que mais pensava. Deliberada e
conscientemente voltou as costas à Perfeição e ao Domínio de que fora
dotado pelo Pai, no princípio Criou suas próprias experiências de
penúria, limitação e discórdia de toda categoria. Identificou-se com a
parte em vez do todo e o resultado disso foi, naturalmente, a
imperfeição.
“Toda limitação da humanidade é o resultado do mau emprego que
o indivíduo faz do Atributo Divino do LIVRE ARBÍTRIO. Ele se obriga a
viver dentro de suas próprias criações até que, pela direta volição da
atividade externa da mente, olha de novo para trás, com toda a
consciência, para a sua origem Real - para DEUS, a GRANDE ORIGEM DE
TUDO. Quando isso ocorre, começa o homem a recordar Aquilo que foi um
dia, e que poderá ainda vir a ser - a qualquer tempo que decidir olhar,
uma vez mais, para a ‘Grande Cópia Cósmica’ de Si Mesmo.
Adeus amigos
Registado
ajce1962
Sr. Member
Mensagens: 284
Karma: +4/-0
Re: O Amor
«
Responder #10 em:
Outubro 27, 2009, 14:14:44 pm »
Olá amigos, o entendimento do Amor!
Jiddu Krishnamurti
O amor" do livro:
"Liberte-se do passado"
Que é o amor? Esta palavra está tão carregada e corrompida, que quase não tenho vontade de empregá-la. Todo o mundo fala de amor - toda a revista e jornal e todo missionário discorre interminavelmente sobre o amor. Amo a minha pátria, amo o prazer, amo a minha esposa, amo a Deus. O amor é uma idéia? Se é, pode então ser cultivado, nutrido, conservado com carinho, moldado, torcido de todas as maneiras possíveis. Quando dizeis que amais a Deus, que significa isso ? Significa que amais uma projeção de vossa própria imaginação, uma projeção de vós mesmo, revestida de certas formas de respeitabilidade, conforme o que pensais ser nobre e sagrado; o dizer "Amo a Deus" é puro contra-senso. Quando adorais a Deus, estais adorando a vós mesmo; e isso não é amor.
O amor não é produto de pensamento, que é o passado. O pensamento não pode de modo nenhum cultivar o amor. O amor não se deixa cercar e enredar pelo ciúme; porque o ciúme vem do passado. O amor é sempre o presente ativo. Não é "amarei" ou "amei". Se conheceis o amor, não seguireis ninguém. O amor não obedece. Quando se ama, não há respeito nem desrespeito.
Não sabeis o que significa amar realmente alguém - amar sem ódio, sem ciúme, sem raiva, sem procurar interferir no que o outro faz ou pensa, sem condenar, sem comparar - não sabeis o que isto significa? Quando há amor, há comparação? Quando amais alguém de todo o coração, com toda a vossa mente, todo o vosso corpo, todo o vosso ser, existe comparação? Quando vos abandonais completamente a esse amor, não existe "o outro".
O amor tem responsabilidades e deveres, e emprega tais palavras? Quando fazeis alguma coisa por dever, há nisso amor? No dever não há amor. A estrutura do dever, na qual o ente humano se vê aprisionado, o está destruindo. Enquanto sois obrigado a fazer uma coisa, porque é vosso dever fazê-la, não amais a coisa que estais fazendo. Quando há amor, não há dever nem responsabilidade.
Namasté
Registado
Imprimir
Páginas: [
1
]
Ir para o topo
« anterior
seguinte »
A Caminho do Templo
»
O Caminho do Discípulo / The Disciples Path
»
Livros, Artigos, Resumos / Books, Articles, Summaries
»
O Amor
Início
Forum
Ajuda
Pesquisa
Calendário
Entrar
Registe-se