Autor Tópico: SEXO, UMA TRANSFORMAÇÃO  (Lida 2489 vezes)

Offline teresinha

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SEXO, UMA TRANSFORMAÇÃO
« em: Novembro 12, 2008, 11:08:58 am »
Olá, amigos

Vamos falar de sexo ;D


   O sexo nada mais é do que uma oportunidade para uma transformação mais elevada da energia da vida. Nada há de mal com o sexo em si. Mas quando o sexo se torna a única e total energia da vida, ele torna-se destrutivo. Quando o sexo se torna o centro supremo da vida, como se tornou, então estão a ser mudados os seus fins.

   O sexo é para criar um fundamento biológico para que haja vida, para que a vida continue. O sexo está certo, quando usado como um meio. Não deve tornar-se um fim. No momento em que o sexo se torna um fim, um único alvo a ser alcançado, desaparece a dimensão espiritual.

  Só quando o sexo se torna meditativo, então é que ele está a ser dirigido para dimensões espirituais; transforma-se num degrau para subir, numa prancha de onde se pode dar o salto no cósmico, na dimensão espiritual.

  Então o sexo torna-se um acto comtemplativo e de comunhão entre a dualidade homem-mulher, rumo á unificação homem-mulher-Divino, Amor puro!

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  No momento culminante da relação sexual toda a dualidade desaparece para dar lugar á unificação. Homem e mulher são um só, são uma energia sómente, estão em comunhão, mas no final tudo se perde. Tudo volta á anormalidade, o homem volta a ser o homem e a mulher a ser a mulher, tudo não passou de uma experiência, foi só um fenómeno passageiro de energia, só o factor biológico ficou. O sexo não foi contemplativo, foi um acto sem direcção, sem qualquer sentido; não passou de uma necessidade fisiológica. Um acto tão lindo, tão belo, normalmente é transformado num simples acto fruto do lazer, ou de necessidade.

  As coisas belas, têm sempre um fim belo, é uma questão de amor e dimensão espiritual.

  Assim a primeira coisa a ser compreendida, é que o sexo é a base necessária para que a vida biológica exista. È fundamental. È fundamental como um meio não um fim. Não deve, portanto sobrepor-se à estrutura total da vida.

  Em segundo lugar, sempre que falo em sexo, refiro-me aquela dimensão sexual a que todos estão habituados a ouvir e a referir. Assim, toda a outra dimensão do sexo que está para além da relação sexual, que passa por ela, mas está para além dela, chamo-lhe "Comunhão de Energia". Toda a energia sexual, não possui qualquer significado. É ela própria. Só a sua transcendencia é significativa.

  Em terceiro lugar, não há sublimação, há transcendencia para outra dimensão, porque a energia, como tal, não é nem sexual nem espiritual. A energia é sempre neutra. Em si mesma não tem nome. O nome vem pela porta, pelo canal, pelo qual ela flui. O nome é sempre o da manifestação. O nome não é o da própria energia. È da forma da energia.

 

  Não existe nenhuma energia conhecida como "energia sexual". A energia é só uma. O sexo é uma saída que pode ser criadora; um veículo para a saída da energia. O sexo é uma direcção para ela. È uma das aplicações da energia. A energia da via, a energia vital é uma só. Ela pode manifestar.se em muitas direcções. O sexo é uma das direcções. Quando essa energia se torna biológica, ela transforma-se em energia sexual, mas não existe nenhuma energia que seja sexual. O sexo é uma aplicação da energia vital. Não existe, portanto, a questão da sublimação. Mas é de facto, uma sublimação. É antes, uma transformação. Então não existe sexo. O sexo é o fluxo natural e biológico da energia da vida, da energia vital. É o mais baixo, o mais inferior. Ele é natural, porque não há vida sem ele; e é o mais baixo, porque o sexo é um fundamento, é uma base. Não é o maximo, é somente a base, o alicerce, a fundação. Quando a vida nada mais é do que um desperdício, equivale a fazer um alicerce, e continuar a fazer camadas de alicerces, sem a casa para aqual o alicerce se destina.

  Assim quando se diz "energia sexual", significa energia que flui através dos canais sexuais, dos veículos do sexo, através das zonas biológicas. Quando se fala em "energia espiritual", é quando ela flui para dentro do Divino. A energia é pura, neutra. Ela é não-violenta. Ela pode tomar muitas formas, muitas modalidades. Infinitas formas são possíveis. Quando expressa biológicamente, ela é sexo. Quando expressa emocionalmente, pode tornar-se amor, pode tornar-se ódio, raiva, ira. Quando expressa intelectualmente, pode tornar-se matemática, pode tornar-se científica, pode tornar-se literária. Quando ela usa o corpo e se expressa através do corpo, ela pode tornar-se física, quando através da mente, torna-se mental. As diferenças não são da própria energia, mas das manifestações utilizadas. Quando dizemos: "sublimação da energia sexual", não acho correcta essa expressão. Se o veículo da manifestação, de saída, não for o sexo, a energia torna-se pura novamente; a energia em si, é pura e simples. Quando se manifestar através da porta Divina, então torna-se espiritual. Os nomes e as formas são sempre levados em consideração com a aptidão manifestada. Nomes e formas não são aplicáveis à energia pura tal como ela é.

  A palavra "sublimação" sofreu e sofre, péssimas associações. Em primeiro lugar, os tipos de teoria a respeito da sublimação são teorias de supressão, de recalque, de inibição. Sempre que se fala em sublimação do sexo, cria-se uma atitude negativa em relação ao mesmo. Adotou-se e adota-se uma atitude inimiga do sexo. Atitude da condenação. A condenação está intrinseca na própria palavra. E o que é que se faz? Qualquer coisa que se faça directamente em relação ao sexo, é supressão. Só existem meios indirectos, métodos indirectos, pelos quais não se dá a atenção à energia sexual-negativamente; mas, positivamente, abre-se a porta ao Divino.

  Quando a porta do Divino está aberta, todas as energias que estão no interior, começam a fluir através dessa porta. O sexo é absorvido, ou a possibilidade de felicidade, de uma satisfação mais elevada, as formas inferiores as formas mais baixas da satisfação, tornam-se irrelevantes, perdem a importãncia. Não se deve suprimi-las, ou lutar contra elas. Elas diluem-se, desvanecem, desaparecem simplesmente.

 Não há sublimação. O SEXO É TRANSCENDIDO:

  É a abertura de um novo caminho mais amplo, um novo caminho mais feliz, mais bem-aventurado. E automáticamente, espontaneamente, a energia começa a fluir na direcção dessa nova porta. Não se deve nunca dizer que o sexo é espiritual ou anti-espiritual.

  Não lhe dêem nome. Procurem compreender o facto e não criar qualquer ficção em torno dele. Quando aceitarem um facto biológico, não há razão para te preocupares muito com ele. Essa preocupação com o sexo, é sómente quando algum sentido lhe foi dado, sentido, no aspecto de o rotularem; assim, não lhe deem. Simplesmente contemplemos os factos. Não perguntem nada. Não façam nada pró ou contra o sexo. Deixem- no como ele é. Sejam normais, não tomem atitudes anormais. Assim como têm olhos, assim como têm mãos, assim também tens sexo.Voçês não são contra os vossos olhos, nem contra as vossas mãos; porque então ser contra o sexo? O assunto torna-se irrelevante, sem importãncia. Provocar dicotomia pró ou contra o sexo, não tem nenhum sentido.É um facto consumado. Tu vieste através da evolução biológica; através do sexo foi-te dada a vida. Existe, pois, um planeamento inerente em ti, para, pelo sexo, acontecer um novo nascimento. Tu és uma parte, uma parcela de uma grande continuidade; tu não estás só. A tua energia deve ter uma programação intrínseca, como uma protecção contra a morte. Este corpo vai morrer.Ele tem pois, um programa já estabelecido para criar outro.E a morte é coisa tão certa, que a natureza tem que levá-la em conta. A morte é certa, e nisso consiste a razão principal porque o sexo é tão obsessivo. O sexo é uma defesa contra a morte. Como não podes permanecer sempre aqui, a natureza não pode depender de ti, tens que ser substituido, por outro corpo mais novo. O sexo é tão obsessivo, tão compulsório tão natural, o processo é tão magnificante, porque toda a natureza está com ele e é por ele. De outra forma não haverias tu e eu. E isso explica porque o sexo pode ser usado como um critério, uma pedra-de.toque para se saber se a energia vital em determinada pessoa está a ser dirigido para o DIVINO. É possível saber quem transcendeu o sexo.

  Se pegares e lançares fora as potencialidades naturais do sexo sem o trancenderes, isso é um grande erro.terás uma mente suprimida, inibida, recalcada; não uma mente sublimada. E o sexo estará sempre presente borbulhando, fervendo dentro de ti. E quando o sexo começa a ferver como um conflito interno, cria um verdadeiro inferno por dentro. Não transcende o próprio sexo, porque o sexo como um facto biológico tem os seus deveres próprios. É um fluxo natural. Não há nada de errado nele.

  Quando o sexo é suprimido, torna-se feio, neurótico, então ele perverte-se. Assim, essa assim-chamada atitude religiosa contra o sexo criou culturas sexuais pervertidas. Culturas sexuais neuróticas.

 

O SEXO NÃO DEVE SER SUPRIMIDO, IGNORADO. DEVE SER TRANSCENDIDO!




Um abraço
Teresinha

Offline kunti

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Re: SEXO, UMA TRANSFORMAÇÃO
« Responder #1 em: Novembro 13, 2008, 19:26:21 pm »
Uma  "passagem" do  Bagahvad Gîtá :


Arjuna, o filho de Kunti, pergunta: 

"Ó descendente dos Vrsnis! Quem impele o ser vivente a cometer atividades pecaminosas, mesmo contra sua própria vontade?"
O Senhor Supremo , Krishna,  responde:
"O desejo de prazer transforma-se em ira quando não é satisfeito. Este desejo se chama luxúria e é causada pela ignorância. Ela é a inimiga perpétua dos sábios, porque ela nunca se satisfaz e cobre a discriminação e o bom-senso. É dito que a luxúria se refugia nos sentidos, mente e inteligência iludindo o ser vivo através desses canais, levando-o para o fundo do materialismo. Portanto, ó Arjuna, controlando seus sentidos, dê um golpe mortal nessa luxúria."

. Ó filho de Kunti... as noções que tens a respeito do quente e do frio, do prazer e da dor, essas nascem do contato dos sentidos com os objetos; tudo isso tem origem e fim e em verdade, são aparências transitórias. Suporta isso com equanimidade, ó Bhârata!

Como Controlar a Luxúria:     (desejos, tentações, mentir ,roubar, etc.)

Não se deve estragar a si mesmo através dos enganos temporários dos prazeres dos sentidos. Aquele que controla os sentidos pode controlar o mundo todo, e alcançar o sucesso em todos os esforços. A paixão não pode ser completamente eliminada, mas é subjugada pelo autoconhecimento. A inteligência torna-se poluída durante os anos da juventude, assim como a água clara de um rio torna-se turva durante a estação das chuvas. Mantenha boas companhias, e coloque uma meta elevada na vida, prevenindo a mente e a inteligência de serem tentadas pelas distrações dos prazeres sensuais.

 
 
Todos os desejos não podem - e não precisam - ser eliminados, mas desejos egoístas, e motivos pessoais egoístas, precisam ser eliminados para o progresso espiritual. Todas as nossas ações - pelos pensamentos, palavras e obras - incluindo os desejos, devem ser direcionados para glorificar a Deus, e para o bem da humanidade. As escrituras dizem: "O mortal quando se libera do cativeiro dos desejos egoístas torna-se imortal, e alcança a liberação, mesmo nesta vida .

As armas não podem cortar o Espírito, o fogo não pode queimá-lo, a água não pode molhá-lo, e o vento não pode secá-lo. O Espírito não pode ser cortado, queimado, molhado, ou seco. Ele é eterno, todo penetrante, imutável, imóvel e original. O Atma está além do espaço e do tempo. (2.23-24)

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Estamos num caminho de aprendisagem espiritual.
Não conseguimos aínda ter o Amor Cósmico, como JESUS

Tenhamos outras formas possíveis.
O carinho, a amizade, o bem querer, ternura, meiguice...

Nós somos muito mais que a consciência "animal". (morreu e acabou-se tudo)
Elevemos as nossas consciências ao alto.

Estudemos o Bagahvad Gîta.
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Sigamos o nosso caminho em Paz.

    Kunti
« Última modificação: Novembro 18, 2008, 16:56:33 pm por kunti »