{"id":32,"date":"2008-11-10T23:37:33","date_gmt":"2008-11-10T23:37:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/?p=32"},"modified":"2008-12-15T13:27:58","modified_gmt":"2008-12-15T13:27:58","slug":"buda","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/?p=32","title":{"rendered":"Buda"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Buda nasceu no 8\u00ba dia da 2\u00ba (ou 4\u00aa) lua do ano 621 a.C., em Lumbini perto da cidade da Kapilavastu, no Nepaz meridional, a uns 160km de Benares (hoje V\u00e1r\u00e2nasi), \u00cdndia, casou aos 16 anos com Gopa Yasodhara. Saiu do pal\u00e1cio de seus pais aos 29 anos logo depois do nascimento do seu \u00fanico filho Rahula. Para procurar a raz\u00e3o do sofrimento, da dor e a verdade. Durante seis anos vagueou pelo vale do Ganges buscando o conhecimento.<!--more--> De in\u00edcio foi disc\u00edpulo do s\u00e1bio Alara Kalana, que lhe ensinou a medita\u00e7\u00e3o yogue, atrav\u00e9s do qual alcan\u00e7ou o estado mental \u201ca regi\u00e3o da percep\u00e7\u00e3o e n\u00e3o-percep\u00e7\u00e3o\u201c. N\u00e3o convencido dos ensinamentos de seu Mestre, Sidarta foi ter com o grande Uddaka Ramaputra, conseguindo chegar a um grau ainda mais elevado de concentra\u00e7\u00e3o e percep\u00e7\u00e3o que, no entanto ainda n\u00e3o encontrara o que ele buscara.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Deixou o Mestre seguido de 5 companheiros e embrenhou-se pela floresta de Kruvilva em absoluto ascetismo, buscando o despertar espiritual atrav\u00e9s da mortifica\u00e7\u00e3o do corpo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tendo chegado ao \u00faltimo grau de esgotamento, quase morrendo de fome, sentindo-se \u00e0s portas da morte verificou que os sacrif\u00edcios n\u00e3o extinguem o desejo, que o conhecimento n\u00e3o se obt\u00e9m com um organismo enfraquecido, que o sofrimento f\u00edsico perturba a mente e por vezes incapacita-a de manter a tranquilidade necess\u00e1ria \u00e0 medita\u00e7\u00e3o. N\u00e3o satisfeito com as pr\u00e1ticas de ascetismo, decidiu voltar a um modo de vida mais natural e seguir o seu caminho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As circunst\u00e2ncias compeliram-no a pensar por si mesmo e a procurar dentro do seu pr\u00f3prio ser a solu\u00e7\u00e3o. Sem qualquer ajuda sobrenatural, confiando apenas na medita\u00e7\u00e3o, nos seus esfor\u00e7os, entrega e intui\u00e7\u00e3o, passou v\u00e1rios anos em medita\u00e7\u00e3o e passou a ver as coisas mais claras. Diz-se que ent\u00e3o, \u201dMara\u201d deus dos prazeres, veio tentar Sidarta, fazendo tudo ao seu alcance para demov\u00ea-lo de seus prop\u00f3sitos, nada conseguindo. \u201cMara\u201d \u00e9 a tenta\u00e7\u00e3o das paix\u00f5es humanas, an\u00e1logo ao \u201cSatan\u00e1s\u201d b\u00edblico, que representa a pr\u00f3pria mente. Essas tenta\u00e7\u00f5es eram de tal ordem que a pr\u00f3pria mente projectou-lhe na sua frente a mulher com o filho a pedir-lhe que voltasse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Finalmente compreendeu a Verdade, a natureza da vida e do Karma que a rege. Aos 35 anos, sentado \u00e0 beira do rio Neranjara, perto de Gaya (actual Bihar), ao p\u00e9 de uma figueira conhecida mais tarde como \u00e1rvore de Bodhi ou Bo (\u00e1rvore da Sabedoria), atingiu a Ilumina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Pregou o seu primeiro serm\u00e3o \u201cO caminho do meio \u201c a um grupo de cinco ascetas, antigos companheiros seus, no parque das Gaselas em Isipatana (actualmente Saranath), perto de Benares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo um texto da antiga tradi\u00e7\u00e3o Gautama Buda explicou \u201cO caminho do meio \u201c da seguinte maneira:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cH\u00e1 dois extremos, \u00f3 monges, que devem ser evitados por aqueles que renunciaram ao mundo. Quais s\u00e3o eles?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um \u00e9 a vida de prazeres, consagrado aos prazeres e \u00e0 concupisc\u00eancia, especialmente \u00e0 sensualidade; essa vida \u00e9 ign\u00f3bil, aviltante e est\u00e9ril.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O outro extremo \u00e9 a pr\u00e1tica habitual do ascetismo, infligindo ao corpo uma vida de cru\u00e9is austeridades e penit\u00eancias rigorosas, automortifica\u00e7\u00f5es que s\u00e3o penosas, tristes, dolorosas e est\u00e9reis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 uma vida m\u00e9dia que \u00e9 a perfei\u00e7\u00e3o, \u00f3 monges, que evita estes dois extremos, isto \u00e9 levar uma vida humana normal, por\u00e9m refreando todas as tend\u00eancias ego\u00edstas e todos os desejos que perturbam nossa mente; \u00e9 o caminho que abre os olhos e d\u00e1 compreens\u00e3o, que leva \u00e0 paz, \u00e0 sabedoria e \u00e0 plena ilumina\u00e7\u00e3o, ao Nirvana, a Deus.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A partir desse dia ficou conhecido como o Buda, o s\u00e1bio, o Iluminado, Bhagavad (bem -Aventurado), Tathagata (aquele que encontrou a verdade), Arahant (liberto), etc.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante 45 anos ensinou o caminho a todas as classes de homens e mulheres, reis e camponeses, br\u00e2manes (sacerdotes) e p\u00e1rias, mercadores e mendigos, religiosos e bandidos, sem fazer a menor distin\u00e7\u00e3o entre eles. N\u00e3o reconhecia diferen\u00e7as de castas ou grupos sociais: O caminho que pregava estava aberto a todos os homens e mulheres prontos a compreend\u00ea-lo e segui-lo. Foi venerado enquanto viveu, por\u00e9m nunca proclamou sua divindade. Foi um homem, um homem extraordin\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Faleceu aos 80 anos em Kusinara (actualmente Uttar Pradesh), n\u00e3o deixando nenhum sucessor, mas exortando os disc\u00edpulos a observarem sua doutrina e disciplina como Mestres. O sistema moral e filos\u00f3fico exposto por Gautama Buda o chamado Dhamma em pali ou Dharma em s\u00e2nscrito, popularmente conhecido por Budismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hoje o Budismo est\u00e1 difundido no Ceil\u00e3o, Birm\u00e2nia, Tail\u00e2ndia, Camboje, Zaos, Vietnan, Tibete, China, Jap\u00e3o, Mong\u00f3lia, Coreia e muitos outros pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com a tradi\u00e7\u00e3o Budista, tr\u00eas importantes acontecimentos na vida de Sidarta Gautama ocorreram no dia da lua cheia de Vesak (m\u00eas de Maio): Seu nascimento, sua Ilumina\u00e7\u00e3o e seu pensamento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Festivais s\u00e3o realizados para comemorar esses acontecimentos conhecidos como celebra\u00e7\u00f5es de Vesak.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEVITAR O MAL, FAZER O BEM, PURIFICAR A MENTE \u201c<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o estes os preceitos de todos os Budistas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Buda nada escreveu; seus ensinamentos foram puramente verbais e ficaram na mem\u00f3ria de seus disc\u00edpulos que os transmitiram oralmente por repeti\u00e7\u00e3o e recita\u00e7\u00e3o nos mosteiros da \u00cdndia; mais surgiram diversos tratados que constituem o c\u00e2none sagrado dos livros Budistas, conhecidos como Tipitaka em pali ou s\u00e2nscrito.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ananda era o disc\u00edpulo predilecto do Buda e primo-irm\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diverg\u00eancia nas interpreta\u00e7\u00f5es da doutrina do Mestre, deu origem a diferentes escolas que se agruparam em duas correntes principais. Assim, surgiu a Escola Theravada (escola dos anci\u00e3os), que se conservou fiel ao Budismo primitivo, considerando a forma ortodoxa do Budismo, n\u00e3o se deixando influenciar demais por tend\u00eancias m\u00edsticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mais tarde formou-se outra escola. Os defensores desta nova corrente intitulavam-se a si mesmos Mahayana, ou grande ve\u00edculo, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 escola Theravada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os Mahayanas come\u00e7aram a ser mais numerosos s\u00f3 a partir do ano 800 d.c., quando o Budismo come\u00e7ou a declinar definitivamente na \u00cdndia. Antes os Mahaynas e Theravadas viviam juntos nos mesmos mosteiros e durante muito tempo seguiram as mesmas regras do Vinaya (regras mon\u00e1sticas), como diz o relato de I-Tsing do ano 700:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os adeptos do Theravada e do Mahayna praticaram o mesmo Vinaya, reconhecem as mesmas cinco categorias de erros, at\u00eam-se \u00e0s mesmas Quatro Nobres Verdades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os que veneram os Bodhisattvas e l\u00eaem os sutras Mahayana, chamam-se Mahayanas; os que n\u00e3o o fazem, chamam-se Theravadas ou Hinayanas. Por isso no Tibete, \u00e9 usada a palavra Sravakayana, que significa \u201cve\u00edculo dos disc\u00edpulos\u201d, em lugar de Hinayana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A escola Theravada difundiu-se, desde as primeiras miss\u00f5es enviadas pelo rei Asoka Piyadasse, no Ceil\u00e3o, 300 anos A.C. mais tarde, estendeu-se para a Birm\u00e2nia, Tail\u00e2ndia, Camboja, Laos, Paquist\u00e3o Oriental.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Budismo Mahayana desenvolveu-se ao Norte da \u00cdndia, Tibete, e mais tarde, por volta do s\u00e9c. V, na China, Coreia e posteriormente no Jap\u00e3o. No ano 520 D.C., o monge indiano Bodhidharma levou o budismo para a China, ficando a\u00ed conhecido pelo nome de Chan (termo chin\u00eas que corresponde em s\u00e2nscrito a Dhyana). Da China passou \u00e0 Coreia em 630 D.C., e para o Jap\u00e3o em 1200 D.C., sendo denominado respectivamente por Sun e Zen. No ano 700 D.C., v\u00e1rios monges budistas indianos, dentre os quais se destacam Santaraksita e Padmasambhava, levaram o budismo para o Tibete, onde fundaram diversos mosteiros -Viharas &#8211; que se tornaram rede de ensino da Doutrina de Gautama Buda, juntamente com a disciplina e pr\u00e1tica T\u00e2ntrica (teia) (antiga tradi\u00e7\u00e3o de medita\u00e7\u00e3o). O budismo indiano foi completamente absorvido pelo Hindu\u00edsmo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">AS QUATRO NOBRES VERDADES<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">1\u00aa A VERDADE DA EXIST\u00caNCIA DO SOFRIMENTO (imperman\u00eancia-Amicca;insatisfatoriedade-Dukka; impessoalidade-Amtta)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sofrimento existe. Sofre-se ao nascer, ao crescer, ao adoecer e ao morrer. Sofre quem est\u00e1 unido ao que repugna. Sofre quem se v\u00ea for\u00e7ado a separar-se de quem ama. Sofre quem deseja o que n\u00e3o pode alcan\u00e7ar. Sofre quem se apega de qualquer forma a qualquer coisa!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">I &#8211; NOBRE VERDADE<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os cinco agregados (mat\u00e9ria, sensa\u00e7\u00f5es, percep\u00e7\u00f5es, forma\u00e7\u00f5es mentais e consci\u00eancia) que chamamos um \u201dser\u201d um \u201cindiv\u00edduo\u201d ou \u201ceu\u201d, s\u00e3o apenas um r\u00f3tulo que damos a esta combina\u00e7\u00e3o que \u00e9 impermanente e em constante mudan\u00e7a. O Eu \u00e9 um composto inst\u00e1vel em cont\u00ednuo movimento e que a todo o momento se modifica: o Eu dura o tempo exacto de uma combina\u00e7\u00e3o de elementos do plano psicof\u00edsico, pois, no instante seguinte j\u00e1 \u00e9 outra a combina\u00e7\u00e3o existente. Por mais que analisemos o Eu, sob qualquer aspecto que possamos consider\u00e1-lo, sempre vamos encontrar a imperman\u00eancia, e em nenhuma parte um lugar para qualquer coisa permanente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Buda disse:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO mundo \u00e9 um fluxo cont\u00ednuo e impermanente. \u00c9 como um rio de montanha que vai longe e corre r\u00e1pido, ininterruptamente, levando consigo tudo o que encontra no seu caminho, n\u00e3o deixando nunca, um momento, um instante, de correr. Assim tamb\u00e9m, \u00f3 br\u00e2mane, a vida humana assemelha-se a esse rio; \u00e9 cont\u00ednuo e impermanente\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando uma coisa desaparece, condiciona o surgimento da seguinte em uma s\u00e9rie de causas e efeitos cont\u00ednuos, de onde se v\u00ea que n\u00e3o existe subst\u00e2ncia permanente. Por\u00e9m quando os cinco agregados f\u00edsicos e mentais, que s\u00e3o independentes, trabalham em conjunto, surge em n\u00f3s uma forma\u00e7\u00e3o mental, que d\u00e1 a falsa ideia de um \u201c Eu \u201c.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 fundamental compreender que os cinco agregados da exist\u00eancia surgem e passam ao mesmo tempo. Quando h\u00e1 o contacto entre a base interna e externa, n\u00e3o \u00e9 que surge a sensa\u00e7\u00e3o primeiro, depois a percep\u00e7\u00e3o, depois a consci\u00eancia, elas surgem e passam ao mesmo tempo. Tudo aquilo que sentimos, ao mesmo tempo percebemos e ao mesmo tempo estamos conscientes de tudo aquilo que n\u00f3s sentimos e percebemos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">OS DEZOITO ELEMENTOS PSICOF\u00cdSICOS<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os dezoito elementos psicof\u00edsicos s\u00e3o constitu\u00eddos pelas seis bases internas &#8211; olhos, ouvidos, nariz, l\u00edngua, corpo e mente\u00a0&#8211;\u00a0pelas seis externas formas vis\u00edveis, sons, odores, sabores, objectos tang\u00edveis, objectos da mente e pelos seis tipos de consci\u00eancia: consci\u00eancia visual, auditiva, olfactiva, gustativa, t\u00e1ctil, ou do corpo e mental. Esses dezoito elementos psicof\u00edsicos interligam-se e actuam de maneira ininterrupta.<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify; font-family: Arial;\"><a href=\"http:\/\/img45.imageshack.us\/img45\/3259\/inobreverdadesv0.jpg\"><br \/>\n<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: small;\"><span style=\"font-size: 10pt;\" lang=\"PT\"><span><a href=\"http:\/\/img45.imageshack.us\/img45\/3259\/inobreverdadesv0.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/img45.imageshack.us\/img45\/3259\/inobreverdadesv0.th.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"152\" \/><\/a><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">II -SEGUNDA NOBRE VERDADE<\/p>\n<p>A segunda nobre verdade \u00e9 que o sofrimento prov\u00e9m da concupisc\u00eancia. O mundo objectivo excita a sensa\u00e7\u00e3o, e a sensa\u00e7\u00e3o desperta o desejo com \u00e2nsia de imediata satisfa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O desejo de viver para satisfazer os desejos da personalidade prende-nos nas redes do sofrimento. O prazer sensual \u00e9 um acontecimento que resulta em dor.<\/p>\n<p>A segunda nobre verdade \u00e9 a que nos d\u00e1 a possibilidade do conhecimento da causa ou origem do sofrimento (dukkha); da desarmonia entre o nosso eu ilus\u00f3rio e a realidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o devemos considerar o desejo como sendo a 1\u00aa causa: segundo o budismo n\u00e3o existe uma causa primeira; tudo \u00e9 relativo e interdependente. Mesmo este desejo que \u00e9 considerado como causa ou origem do sofrimento \u2013 (dukkha), depende em sua apari\u00e7\u00e3o de uma outra coisa, que \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o \u2013 (vedana); e o aparecimento da sensa\u00e7\u00e3o depende, por sua vez, do contacto e, assim por diante, gira a roda da exist\u00eancia, designada pelo nome da lei da produ\u00e7\u00e3o condicionada ou da origem interdependente.<\/p>\n<p>Deste modo o desejo n\u00e3o \u00e9 nem a 1\u00aa, nem a \u00fanica causa do aparecimento de dukkha, mas, sim, a causa imediata, a causa principal que nossa mente pode conceber.<\/p>\n<p>Lembramos nesta s\u00edntese que o desejo tem por base a falsa ideia de um \u201ceu\u201d (eu pessoal), que surge da ignor\u00e2ncia que mant\u00e9m a nossa aparente personalidade. A palavra \u201drede\u201d compreende n\u00e3o somente o desejo e o apego dos prazeres dos sentidos, \u00e0 riqueza e ao poder, como tamb\u00e9m \u00e0s ideias, opini\u00f5es, teorias, concep\u00e7\u00f5es e cren\u00e7as.<\/p>\n<p>Segundo a an\u00e1lise feita por buda, todas as infelicidades, todos os conflitos do mundo, desde as pequenas discuss\u00f5es de fam\u00edlia at\u00e9 as grandes guerras entre na\u00e7\u00f5es, t\u00eam as suas ra\u00edzes nessa rede de desejo.<\/p>\n<p>Os desejos apresentam-se sob as mais diferentes formas, a saber:<\/p>\n<p>Desejo dos prazeres dos sentidos, Kama-Tanha<br \/>\nDesejo da autopreserva\u00e7\u00e3o (existir e vir a ser), Bhava-tanha<br \/>\nDesejo de n\u00e3o exist\u00eancia (auto-aniquila\u00e7\u00e3o), Vibhana-tanha<\/p>\n<p>1 \u2013 O desejo dos sentidos surge em conex\u00e3o com um, ou mais, sentidos.<\/p>\n<p>O prazer n\u00e3o \u00e9 a sensa\u00e7\u00e3o, nascida dos sentidos; uma pessoa pode ter prazer em uma sensa\u00e7\u00e3o, ou pode ser indiferente a ela; portanto o prazer depende da atitude mental da pessoa, que varia com os condicionamentos de costumes da fam\u00edlia, do pa\u00eds, religi\u00e3o, etc.<\/p>\n<p>2 &#8211; Levado pela ilus\u00e3o, o homem se delic\u00eda nos prazeres dos sentidos e no facto de sua exist\u00eancia \u2013 \u201ceu existo\u201d ou \u201cminha exist\u00eancia\u201d conceitua em ver as coisas como \u201cminhas\u201d.<\/p>\n<p>Pela ilus\u00e3o ele pensa:<\/p>\n<p>\u201cO corpo \u00e9 meu\u201d, \u201cminha sensa\u00e7\u00e3o\u201d, \u201cmeu pensamento\u201d, e n\u00e3o v\u00ea que a ilus\u00e3o desta exist\u00eancia ego\u00edsta \u00e9 sofrimento. Pela ignor\u00e2ncia tem avers\u00e3o a destruir os pensamentos do \u201ceu\u201de \u201cmeu\u201d; s\u00f3 reconhece que o desejo \u00e9 sofrimento (insatisfatoriedade), quando v\u00ea que tamb\u00e9m \u00e9 Imperman\u00eancia e Impessoalidade.<\/p>\n<p>3 &#8211; Desejo de aniquilamento.<\/p>\n<p>Apenas confirma a exist\u00eancia do \u201ceu\u201d, pois \u00e9 baseado na ilus\u00e3o da exist\u00eancia de um \u201ceu\u201d e \u201cmeu\u201d, ou pessoa que ser\u00e1 aniquilada ap\u00f3s a morte. Este desejo jamais leva \u00e0 cessa\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia, pois para conseguir isto, torna-se necess\u00e1rio seguir um treino especial, isto \u00e9 trilhar a Nobre Senda \u00d3ctupla, que veremos adiante.<\/p>\n<p>S\u00e3o quatro os elementos que sustentam a exist\u00eancia e continuidade dos seres.<\/p>\n<p>Nutrimento material comum.<br \/>\nElemento de contacto dos \u00f3rg\u00e3os dos sentidos, incluindo nosso \u00f3rg\u00e3o mental com o mundo exterior. (6 bases internas e externas)<br \/>\nElemento da consci\u00eancia.<br \/>\nElemento da voli\u00e7\u00e3o mental ou vontade. A voli\u00e7\u00e3o mental, que \u00e9 dos elementos mais fortes, pois engloba a vontade de viver, de existir, de continuar mais e mais.<\/p>\n<p>Segundo Budismo, o ser \u00e9 apenas uma combina\u00e7\u00e3o de for\u00e7as ou energias f\u00edsicas e mentais em fluxo constante. O que chamamos de morte, \u00e9 somente a parada completa do funcionamento do corpo f\u00edsico. Mas a vontade, o desejo, a rede de existir, de continuar, de vir a ser constituem a maior for\u00e7a existente que anima todas as vidas, todas as exist\u00eancias, o mundo inteiro. Essa for\u00e7a n\u00e3o se det\u00e9m com a morte, continua manifestando-se sob outra forma, produzindo uma nova vida chamada renascimento.<\/p>\n<p>Se a morte fosse o fim da causalidade, isto \u00e9, das causas e efeitos que caracterizam a vida do eu, a morte se confundiria com a liberta\u00e7\u00e3o. Assim os termos \u201crede\u201d, \u201cdesejo\u201d, \u201cvoli\u00e7\u00e3o\u201d e \u201ccarma\u201d, t\u00eam todos o mesmo sentido. Eles significam o desejo, a vontade de ser, de existir, de crescer cada vez mais, de acumular sem cessar. Esta \u00e9 a causa do aparecimento do sofrimento \u2013 Dukkha. Esse desejo se encontra no agregado das forma\u00e7\u00f5es mentais, que \u00e9 um dos cinco agregados que constituem um \u201cser\u201d. Portanto a causa, o germe, o in\u00edcio do aparecimento do sofrimento encontra-se na pr\u00f3pria mente do indiv\u00edduo que sofre, ainda que a causa pare\u00e7a vir do exterior.<\/p>\n<p>\u201cTudo que tem por natureza surgir, da mesma forma, tem em si mesmo a natureza de se manifestar, possui tamb\u00e9m em si a natureza, o germe de sua cessa\u00e7\u00e3o, de sua destrui\u00e7\u00e3o.\u201d<\/p>\n<p>Assim Dukkha (cinco agregados) possui em si mesmo a natureza de sua pr\u00f3pria apari\u00e7\u00e3o, portanto da sua pr\u00f3pria cessa\u00e7\u00e3o ou destrui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>KARMA \u2013 Podemos admitir que todos os sofrimentos s\u00e3o causados pelo desejo ego\u00edsta, o que \u00e9 f\u00e1cil compreender. Mas como esse desejo, essa \u201crede\u201d pode produzir a re-exist\u00eancia e o eterno vir-a-ser? Para isto \u00e9 necess\u00e1rio compreender o aspecto filos\u00f3fico da teoria do Karma e do Renascimento, que constitui um dos princ\u00edpios fundamentais da doutrina Budista.<\/p>\n<p>A palavra Karma (hali:karma) significa ac\u00e7\u00e3o. Mas na teoria Budista, karma tem um sentido espec\u00edfico: expressa \u00fanicamente a ac\u00e7\u00e3o volitiva, boa ou m\u00e1, consciente ou inconsciente. Cada ac\u00e7\u00e3o volitiva produz seus efeitos, resultados ou frutos. Um bom Carma, ou uma boa ac\u00e7\u00e3o (Kusala), produz bons efeitos; um mau Karma, ou uma boa ac\u00e7\u00e3o (Kusala), produz bons efeitos; um mau Carma (Akusla), ou m\u00e1 ac\u00e7\u00e3o consequentemente, produzir\u00e1 maus efeitos.<\/p>\n<p>No Budismo, a teoria do karma \u00e9 uma teoria de causas e efeitos, de ac\u00e7\u00e3o e de reac\u00e7\u00e3o. Pela voli\u00e7\u00e3o, o homem age com o corpo, a palavra e a mente. Os desejos, geram ac\u00e7\u00f5es; as ac\u00e7\u00f5es produzem resultados; os resultados trazem novos desejos,e assim sucessivamente.<\/p>\n<p>O que \u00e9 dif\u00edcil de se compreender na teoria K\u00e1rmica, para a maioria das pessoas, \u00e9 como os efeitos de uma ac\u00e7\u00e3o volitiva podem manifestar-se, mesmo em uma vida p\u00f3stuma. O karma abrange tanto a ac\u00e7\u00e3o passada como a presente.<\/p>\n<p>Portanto, num sentido, somos o resultado do que fomos e seremos o resultado do que somos. O presente, sem d\u00favida, \u00e9 o resultado do passado e a origem do futuro, mas o presente n\u00e3o \u00e9 sempre um verdadeiro \u00edndice, simult\u00e2neamente do passado ou do futuro, t\u00e3o intrincada \u00e9 a lei do karma. Conforme semeamos, colhemos nesta vida, ou num futuro nascimento. As nossas ac\u00e7\u00f5es passadas, cujos efeitos, chamamos, hoje, o nosso destino, influenciam o nosso presente, mas possuimos livre arb\u00edtrio completo e total, plena liberdade de ac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas o livre arb\u00edtrio condiciona o futuro.<\/p>\n<p>Este processo, energia mental que anima os seres vivos, \u00e9 insepar\u00e1vel do processo de renascimento, porque o renascimento n\u00e3o \u00e9 a reencarna\u00e7\u00e3o de uma \u201calma\u201d depois da morte,por\u00e9m, mais precisamente, a continua\u00e7\u00e3o da corrente de causa e efeito, de uma vida para outra. Nada h\u00e1 no Universo que n\u00e3o esteja sujeito a mudar; assim, n\u00e3o h\u00e0 entidade est\u00e1tica que possa ser chamada \u201calma\u201d, na aceita\u00e7\u00e3o geral deste termo. Esta ideia n\u00e3o \u00e9 peculiar ao Budismo, pois foi conhecida pelos fil\u00f3sofos desde o tempo de Her\u00e1clito, at\u00e9 aos psic\u00f3logos e neurologistas de nossos dias; mas foi deixado por Buda, por meio de sua iluminada sabedoria, ao descobrir como isto podia ser e ainda perceber que esse fluxo ou alma \u00e9 , de facto, a base de um renascimento cont\u00ednuo. Se os seres existiram anteriormente, porque n\u00e3o se recordam de suas vidas passadas? A teoria budista diz que: Nossa mem\u00f3ria mesmo nesta vida \u00e9 muito limitada. O incidente da morte e o intervalo entre a concep\u00e7\u00e3o e o parto, afastam a mem\u00f3ria de todos os elos das experi\u00eancias passadas. S\u00e3o conhecidos casos de crian\u00e7as-prod\u00edgios que conservam talentos de uma vida passada tanto em m\u00fasica, matem\u00e1tica, como em outros sectores. Existe outra resposta razo\u00e1vel, al\u00e9m de que o prod\u00edgio se deva \u00e1 mem\u00f3ria de exist\u00eancias anteriores?<\/p>\n<p>O que chamamos vida, j\u00e1 vimos, \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o dos cinco agregados, uma combina\u00e7\u00e3o de energias fis\u00edcas e mentais que mudam incessantemente. \u201cQuando os agregados aparecem, declinam e morrem, bhikkhus, a cada instante v\u00f3s nasceis, declinais e morreis\u201d. Consequentemente, durante a vida nascemos e morremos a cada instante, no entanto continuamos a existir. \u00c9 como a chama de uma vela, que n\u00e3o \u00e9 sempre a mesma, nem outra.<\/p>\n<p>Quando o corpo fis\u00edco n\u00e3o \u00e9 mais capaz de funcionar, as energias mentais n\u00e3o morrem com ele, mas continuam a se manifestar sob outra forma que n\u00f3s chamamos uma outra vida, persistindo o impulso para prosseguir na luta para uma outra exist\u00eancia. Por exemplo: uma crian\u00e7a cresce at\u00e9 chegar a ser um homem 60 anos.\u00c9 claro que esse homem n\u00e3o \u00e9 o mesmo que a crian\u00e7a nascida h\u00e0 60 atr\u00e1s, por\u00e9m n\u00e3o \u00e9 outra pessoa, apesar das altera\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas, intelectuais e morais.<\/p>\n<p>Do mesmo modo, um ser que aqui morre e l\u00e1 renasce n\u00e3o \u00e9 o mesmo e n\u00e3o \u00e9 outro, mas sim, uma continuidade, uma sequ\u00eancia. A diferen\u00e7a entre a vida e a morte consiste apenas num momento de pensamento.O \u00faltimo momento de consci\u00eancia, nesta vida, constitui e determina a natureza de um novo elo-renascimento da consci\u00eancia \u2013 chamado vida seguinte que, na realidade, \u00e9 uma sequ\u00eancia pertencente \u00e1 mesma s\u00e9rie. A energia mental produzida no passado, em combina\u00e7\u00e3o com o processo biol\u00f3gico, forma um novo ser sens\u00edvel. Da mesma maneira, na g\u00e9nese dos sistemas do mundo, a totalidade do pensamento-energia dos seres provindos do passado, impulsiona a subst\u00e2ncia f\u00edsica do Universo para trazer um novo ciclo de evolu\u00e7\u00e3o. Portanto, enquanto existir voli\u00e7\u00e3o, desejo, o ciclo da continuidade que motiva repetidos nascimentos e mortes continuar\u00e1.<\/p>\n<p>As nossas ac\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o perdidas, mesmo depois da morte. Ap\u00f3s a dissolu\u00e7\u00e3o do corpo, nossa atua\u00e7\u00e3o continuar\u00e1 produzindo.<\/p>\n<p>Buda: &#8220;Isto, \u00f3 disciplos, n\u00e3o \u00e9 nosso corpo, nem o corpo de outros; \u00e9 preciso consider\u00e1-lo como obra do passado, tendo tomado forma, realizado pelo pensamento, tornado palp\u00e1vel&#8221; (Samyutta Nikaya) .<\/p>\n<p>A causa gerada em nossa vida, como parte que \u00e9 da causa universal, continua produzindo seus frutos mesmo ap\u00f3s a desintegra\u00e7\u00e3o do corpo. Em consequ\u00eancia da causa gerada no transcurso de uma exist\u00eancia, um novo ser renascer\u00e1 futuramente em qualquer parte para continua\u00e7\u00e3o desta causa. Um novo ser, que \u00e9 novo apenas num certo sentido, mas que \u00e9 o mesmo no sentido c\u00e1rmico, exactamente como o jovem que, saindo de uma universidade com o t\u00edtulo de doutor, num certo sentido, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 crian\u00e7a que vinte anos antes entrara nessa escola, \u00e9 um outro ser, mas que no sentido da causa \u00e9, no entanto, o mesmo indiv\u00edduo. A identidade da personalidade \u00e9 dada pela continuidade; \u00e9 uma continuidade semelhante \u00e1quela gra\u00e7as \u00e0 qual identificamos um rio como identidade, muito embora a \u00e1gua que o constitui se remove sem cessar.A continuidade Carmica \u00e9 o rio da ac\u00e7\u00e3o que constitui o indiv\u00edduo e o identifica. N\u00e3o se trata da transmigra\u00e7\u00e3o de um ego eterno que salta de uma exist\u00eancia para outra. Gautama Buda refuta categ\u00f3ricamente o falso ponto de vista que quer perpetuar o eu e eterniz\u00e1-lo. H\u00e1 apenas continuidade de Karma. Assim o Renascimento n\u00e3o tem o sentido da imortalidade, mas apenas o de uma simples continuidade dentro da mutabilidade. Quando uma chama acende uma outra, nada transmigrou, \u00e9 o exemplo de uma chama, aquele que melhor se presta para compreens\u00e3o da reencarna\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-family: Arial; text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/img123.imageshack.us\/img123\/7497\/iinobreverdadebp1.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/img123.imageshack.us\/img123\/7497\/iinobreverdadebp1.th.jpg\" alt=\"\" width=\"150\" height=\"141\" \/><\/a><\/p>\n<p style=\"font-family: Arial; text-align: center;\">\n<p>III TERCEIRA NOBRE VERDADE<\/p>\n<p><!--[if gte mso 9]><xml> Normal 0   false false false         MicrosoftInternetExplorer4 <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <\/xml><![endif]--><!--  --><\/p>\n<p><!--[if gte mso 10]> <mce:style><!  \/* Style Definitions *\/ table.MsoNormalTable {mso-style-name:\"Table Normal\"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:\"\"; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:\"Times New Roman\"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;} --><\/p>\n<p><!--[endif]-->&#8220;NIRODHA SATYA&#8221; Cessa\u00e7\u00e3o do sofrimento da exist\u00eancia.<\/p>\n<p>A Terceira Nobre Verdade \u00e9 a completa cessa\u00e7\u00e3o do sofrimento, ou extin\u00e7\u00e3o da desarmonia entre o EU idealizado e o mundo real. \u00c9 conseguida pela total elimina\u00e7\u00e3o de todas as formas de desejo, levando ao Nibbana, mais conhecido por, Nirvana. Nir em s\u00e2nscrito, significa &#8220;n\u00e3o&#8221; e vana significa &#8220;cord\u00e3o&#8221;; assim, Nirvana pode ser traduzido literalmente como &#8220;n\u00e3o estar preso&#8221;.<\/p>\n<p>Ou &#8220;estar liberto&#8221;. Alcan\u00e7ar o Nirvana, \u00e9 alcan\u00e7ar a Unidade, o Todo, \u00e9 a fus\u00e3o com o absoluto, reencontro com Deus<\/p>\n<p>O Nirvana pode ser alcan\u00e7ado de v\u00e1rias formas:<\/p>\n<p>Por meio da medita\u00e7\u00e3o profunda na harmonia interna e Universal, pela frequ\u00eancia cada vez maior de sentir o verbo em n\u00f3s, pela vis\u00e3o de Luz Divina interna, pelo reencontro do homem consigo mesmo e pela conduta em sociedade, decorrente das suas experi\u00eancias.<\/p>\n<p>Na doutrina budista alcan\u00e7a-se o Nirvana, pelos seguintes meios:<\/p>\n<p>O Nirvana \u00e9 realizado pela completa ren\u00fancia; n\u00e3o simplesmente ren\u00fancia aos objectos exteriores, mas, na realidade pela ren\u00fancia interna \u00e0s liga\u00e7\u00f5es como mundo exterior.<\/p>\n<p>Deve-se notar que a mera cessa\u00e7\u00e3o do sofrimento, ou mera destrui\u00e7\u00e3o do desejo n\u00e3o \u00e9 o Nirvana. Se assim fosse, equivaleria \u00e1 aniquila\u00e7\u00e3o, por\u00e9m nada \u00e9 aniquilado. O fogo se apaga porque n\u00e3o h\u00e1 mais combust\u00edvel para aliment\u00e1-lo. \u00c9 a aniquila\u00e7\u00e3o da ilus\u00e3o do eu pessoal de separatividade, do total dos apegos, afei\u00e7\u00f5es para consigo mesmo, apetites de sede de desejos o que envolve e suporta essa ilus\u00e3o; s\u00e3o todos destru\u00eddos juntamente com a ignor\u00e2ncia, o \u00f3dio, a ambi\u00e7\u00e3o, a lux\u00faria e o mal que os acompanha. Eles morrem por falta do nutrimento que os sustenta para nunca mais retornar.<\/p>\n<p>Os ensinamentos do Mestre foram explicados de diversos modos, empregando palavras diferentes de acordo com o desenvolvimento e capacidade de assimila\u00e7\u00e3o das pessoas. Assim encontramos as v\u00e1rias defini\u00e7\u00f5es e descri\u00e7\u00f5es do Nirvana nos ensinamentos de Buda.<\/p>\n<p>&#8220;A cessa\u00e7\u00e3o da continuidade e do vir a ser \u00e9 Nirvana &#8221;<\/p>\n<p>&#8220;O abandono e a destrui\u00e7\u00e3o do desejo e de avidez pelos seus Cinco Agregados do apego \u00e9 a cessa\u00e7\u00e3o da dukkha&#8221;.<\/p>\n<p>O que \u00e9 o Absoluto (incondicionado)? \u00c9 a extin\u00e7\u00e3o de todas as formas do desejo, do \u00d3dio, da ilus\u00e3o. &#8211; Desta forma Gautama Buda defeniu o Absoluto como Nirvana.<\/p>\n<p>Frequentemente, Buda emprega, sem equ\u00edvoco, a palavra Verdade em lugar de Nirvana\u00a0\u00a0 &#8221; Ensinarei a Verdade e o caminho que leva \u00e0 Verdade &#8220;.<\/p>\n<p>Onde, pois, est\u00e1 o Nirvana, esse algo que \u00e9 de facto o Real, a Verdade que libera e apazigua o Cora\u00e7\u00e3o, conforme nos afirmam as cita\u00e7\u00f5es de Gautama Buda?<\/p>\n<p>Se em parte alguma encontramos o Real e se analisando as individualiza\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e biol\u00f3gicas e o nosso pr\u00f3prio Eu, n\u00e3o encontramos nada permanente, onde encontrar o Real? O que nos impede de conhec\u00ea-lo \u00e9 a nossa concep\u00e7\u00e3o errada face \u00e0 pluralidade do mundo das formas, onde a nossa mente se perde, perdendo assim a unidade do Universo; considerando-o como multiplicidade de coisas reais, n\u00f3s damos realidade a coisas que, em si mesmos, n\u00e3o a t\u00eam, e essa confus\u00e3o se estende \u00e0 ilus\u00e3o de um eu real e eterno.<\/p>\n<p>S\u00f3 quando compreendemos que tudo no Universo \u00e9 impermanente, ef\u00e9mero, uma cadeia de causas e efeitos sem realidade substancial, e que tudo aquilo que julgamos ser eu \u00e9 apenas um agregado impermanente, ef\u00e9mero, n\u00e3o-real, s\u00f3 ent\u00e3o a compreens\u00e3o da Unidade do Todo se d\u00e1 e com isso, o dissipar da ilus\u00e3o.<\/p>\n<p>A verdade n\u00e3o se liga a nenhum Eu; \u00e9 universal e conduz \u00e0 equanimidade. Assim interpretamos o Nirvana como a aniquila\u00e7\u00e3o da ilus\u00e3o da falsa ideia de um &#8220;eu pessoal &#8220;, onde toda a no\u00e7\u00e3o de consci\u00eancia de individualidade cessa.<\/p>\n<p>Liberta\u00e7\u00e3o, liberdade absoluta, isto \u00e9, liberdade de estar livre da ignor\u00e2ncia, do desejo, do \u00f3dio e de todos os conceitos de dualidade, relatividade, tempo e espa\u00e7o. &#8220;O dissipar da ilus\u00e3o do eu \u00e9 o Despertar completo, \u00e9 a permanente Vigil\u00e2ncia ou Plena Aten\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>N\u00e3o conhecemos a Verdade, porque n\u00e3o somos vigilantes e, por isso, n\u00e3o nos conhecemos a n\u00f3s mesmos. Nossa ac\u00e7\u00e3o \u00e9 sempre uma &#8220;reac\u00e7\u00e3o&#8221; em fun\u00e7\u00e3o dos desejos mais ou menos inconscientes que d\u00e3o conte\u00fado ao ser. O dissipar da ilus\u00e3o \u00e9 um estado de permanente vigil\u00e2ncia, em fun\u00e7\u00e3o da qual h\u00e1 autoconhecimento e dissolu\u00e7\u00e3o do determinismo K\u00e1rmico.<\/p>\n<p>Nirvana \u00e9 estado de permanente Plena Aten\u00e7\u00e3o, \u00e9 o fim dos renascimentos.<\/p>\n<p>O Nirvana \u00e9 &#8220;alcan\u00e7ar o c\u00e9u&#8221;, do nosso ponto de vista ocidental, n\u00e3o sendo necess\u00e1rio esperar a morte para realiz\u00e1-lo.<\/p>\n<p>O Nirvana n\u00e3o pode ser descrito porque n\u00e3o h\u00e1 nada em nossa experi\u00eancia mundana com o qual possa ser comparado, e nada que possa ser usado para fornecer uma analogia satisfat\u00f3ria<\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\"><br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\"><br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">RENASCIMENTO &#8211; JATI<br \/>\n<\/span><\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Teoria budista da reencarna\u00e7\u00e3o<\/span><\/strong><\/p>\n<p>O vir a ser ou reprodutividade do karma conduz-nos necessariamente ao problema do renascimento, isto \u00e9, para uma nova exist\u00eancia; \u00e9 simbolizado por uma mulher dando \u00e0 luz uma crian\u00e7a.<\/p>\n<p>\u00c9, de facto, um problema e no entanto, n\u00e3o existe ser algum para renascer. \u00c9 novamente o conceito err\u00f4neo de uma identidade pr\u00f3pria que d\u00e1 origem ao problema. O simples facto de se fazer a pergunta\u00a0 &#8221; Quem \u00e9 que renasce?&#8221; \u00e9 baseado na ignor\u00e2ncia do processo de uma n\u00e3o-identidade pr\u00f3pria do karma. O karma n\u00e3o \u00e9 uma entidade que passa de uma vida para a outra, como faz um visitante que vai de casa em casa; mas o karma \u00e9 a pr\u00f3pria vida, visto que a vida \u00e9 o produto do karma.<\/p>\n<p>A verdadeira origem da vida n\u00e3o \u00e9 o acto sexual entre um macho e uma f\u00eamea; este somente d\u00e1 a oportunidade para que um karma fim de vida continue numa nova exist\u00eancia. Assim como o pavio que, embora mergulhado e encharcado de \u00f3leo, n\u00e3o dar\u00e1 luz, a n\u00e3o ser que uma chama entre em contacto com ele; assim como objectos vis\u00edveis, apesar de entrarem em foco, n\u00e3o ser\u00e3o vistos pelo olho se n\u00e3o houver consci\u00eancia; assim tamb\u00e9m &#8220;\u00e9 da conjun\u00e7\u00e3o das tr\u00eas coisas que se d\u00e1 a concep\u00e7\u00e3o. Havendo o coito, durante o per\u00edodo f\u00e9rtil da m\u00e3e, mas n\u00e3o havendo a necessidade da gera\u00e7\u00e3o, ent\u00e3o n\u00e3o se dar\u00e1 \u00e0 concep\u00e7\u00e3o &#8220;.<\/p>\n<p>Esta necessidade de gera\u00e7\u00e3o, ou melhor, re-gera\u00e7\u00e3o, refere-se \u00e0quela energia karmica que, em sua tend\u00eancia natural do desejo, procura adquirir uma nova mat\u00e9ria como sustento em seu processo de ac\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Quando um ser nasce, ele n\u00e3o \u00e9 crido, nem meramente perpetuado por seus pais, mas \u00e9 um produto da ac\u00e7\u00e3o do passado. Este ac\u00e7\u00e3o do passado. Esta ac\u00e7\u00e3o (karma) como vontade (cetana)<\/p>\n<p>Constituiu certas tend\u00eancias (samkhara), inclina\u00e7\u00f5es e repuls\u00f5es, gostos e avers\u00f5es; um car\u00e1cter que devido ao desejo pela vida, procurar\u00e1 expressar-se novamente; isto \u00e9 a evolu\u00e7\u00e3o do renascimemto.<\/p>\n<p>O renascimento ter\u00e1 lugar onde estas tend\u00eancias k\u00e1rmicas encontrarem as melhores condi\u00e7\u00f5es de express\u00e3o, o solo mais apropriado para criar ra\u00edzes novas e a atmosfera mais generosa para produzir novos frutos. Isto poderia ser chamado de atrac\u00e7\u00e3o ou simpatia das for\u00e7as k\u00e1rmicas.<\/p>\n<p>Se acontecer que o \u00fatero materno, tendo h\u00e1 pouco recebido o s\u00e9men masculino, estar predisposto f\u00edsica e k\u00e1rmicamente, poder\u00e1 haver uma concep\u00e7\u00e3o resultando no nascimento de uma crian\u00e7a portadora de algumas ou muitas das caracter\u00edsticas de seus pais, n\u00e3o, porque as herdou, mas devido \u00e0 simpatia ou atrac\u00e7\u00e3o de tend\u00eancias k\u00e1rmicas semelhantes. Assim como o rel\u00e2mpago, numa tempestade, nunca mergulhar\u00e1 nas \u00e1guas de um po\u00e7o, mas procurar\u00e1 cair no metal do para-raios de uma torre, porque a\u00ed encontra a sua maior atrac\u00e7\u00e3o, assim as tend\u00eancias de um car\u00e1cter ser\u00e3o atra\u00eddas pela afinidade ou simpatia com aquelas tend\u00eancias que lhe est\u00e3o mais pr\u00f3ximas se no momento do acto sexual, n\u00e3o h\u00e1 um karma atra\u00eddo para renascer atrav\u00e9s desses pais, este acto permanece infrut\u00edfero.<\/p>\n<p>Enquanto a teoria da hereditariedade n\u00e3o explica porque nem todas as caracter\u00edsticas do pai e da m\u00e3e s\u00e3o herdadas, o budismo explica que o filho n\u00e3o herda as suas caracter\u00edsticas do pai ou da m\u00e3e mas tr\u00e1s as suas pr\u00f3prias heran\u00e7as; ou melhor, tr\u00e1s consigo o Karma na hora da concep\u00e7\u00e3o. \u00c9 este terceiro factor o Karma, que decide, ao lado do espermatoz\u00f3ide e do \u00f3vulo, a concep\u00e7\u00e3o no renascimento. Assim, o Karma \u00e9 a verdadeira &#8220;selec\u00e7\u00e3o natural&#8221; que luta pela exist\u00eancia, resultando n\u00e3o da sobreviv\u00eancia do mais apto, mas do maior desejo que se reproduzir\u00e1 em bom ou mau, at\u00e9 que o discernimento destrua aquela for\u00e7a reprodutiva, conduzindo-a a n\u00e3o renascer mais.<\/p>\n<p>IV QUARTA NOBRE VERDADE<\/p>\n<p><!--[if !mso]> <mce:style><!  v\\:* {behavior:url(#default#VML);} o\\:* {behavior:url(#default#VML);} w\\:* {behavior:url(#default#VML);} .shape {behavior:url(#default#VML);} --><\/p>\n<p><!--[endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> Normal 0   false false false         MicrosoftInternetExplorer4 <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <\/xml><![endif]--><!--  --><\/p>\n<p><!--[if gte mso 10]> <mce:style><!  \/* Style Definitions *\/ table.MsoNormalTable {mso-style-name:\"Table Normal\"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:\"\"; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:\"Times New Roman\"; mso-fareast-font-family:\"Times New Roman\"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;} --><\/p>\n<p><!--[endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <\/xml><![endif]-->NAGGA\u00a0 SATYA Caminho\u00a0 que\u00a0 leva\u00a0\u00a0 \u00e0\u00a0 cessa\u00e7\u00e3o\u00a0 do\u00a0 sofrimento<\/p>\n<p>Caminho \u00d3CTUPLO<\/p>\n<p>A Quarta Nobre Verdade \u00e9 a que indica o Caminho que leva \u00e0 extin\u00e7\u00e3o do sofrimento, conseguido pela trilha da Senda \u00d3ctupla, tamb\u00e9m conhecida como &#8220;Caminho do Meio&#8221;, porque evita os dois extremos: primeiro o da auto-indulg\u00eancia, conforto e prazer f\u00edsico que traz apego \u00e0s paix\u00f5es (\u00e9 pr\u00f3prio dos indiv\u00edduos que procuram a felicidade atrav\u00e9s dos prazeres dos sentidos); segundo, o da auto tortura, auto mortifica\u00e7\u00e3o, ou sofrimento f\u00edsico que traz perturba\u00e7\u00e3o \u00e0 mente: \u00e9 uma psicose, mediante diferentes formas de ascetismo.<\/p>\n<p>Nem ascetismo, nem o prazer permite realizar o Caminho. \u00c9 preciso abandonar esses dois extremos e seguir o Caminho do Meio.<\/p>\n<p>Gautama Buda, tendo experimentado esses dois extremos e reconhecendo a inutilidade deles, descobriu por experi\u00eancia pr\u00f3pria o Caminho do Meio que condensa o esp\u00edrito da moral budista, conhecido como Caminho \u00d3ctuplo, e consiste dos seguintes princ\u00edpios:<\/p>\n<p>Estes oito factores est\u00e3o entrela\u00e7ados entre si e cada um contribui para o desenvolvimento dos outros. S\u00e3o estas as poderosas for\u00e7as morais e mentais que, reunidas, nos ajudam a nos libertar do desejo.<\/p>\n<p>A finalidade destes oito factores \u00e9 facilitar o aperfei\u00e7oamento dos tr\u00eas elementos essenciais no treinamento da disciplina budista, que s\u00e3o:<\/p>\n<ol>\n<li>Conduta \u00e9tica: Moralidade (Sila)<\/li>\n<li>Disciplina mental: Concentra\u00e7\u00e3o e Medita\u00e7\u00e3o (Samadhi)<\/li>\n<li>Introspec\u00e7\u00e3o: Sabedoria (Panna)<\/li>\n<\/ol>\n<p>1. CONDUTA \u00c9TICA: Moralidade (sila)<\/p>\n<p>\u00c9 baseada na ampla concep\u00e7\u00e3o de amor universal e compaix\u00e3o para com todos os seres; n\u00e3o somente os humanos, mas todos os seres vivos.<\/p>\n<p>Segundo o budismo, para que um ser humano seja perfeito, deve cultivar igualmente duas qualidades: compaix\u00e3o e sabedoria, que devem permanecer insepar\u00e1veis. A compaix\u00e3o inclui o amor no sentido universal (n\u00e3o condicionado a s\u00edmbolos, conceitos, etc.), a caridade, a toler\u00e2ncia, assim como todas as nobres qualidades do cora\u00e7\u00e3o (lado afectivo); ao passo que a sabedoria representa as qualidades da mente. Se um indiv\u00edduo desenvolve somente o seu lado afectivo e descuida o lado mental, ser\u00e1 um tolo de bom cora\u00e7\u00e3o, se ao contr\u00e1rio, este mesmo indiv\u00edduo desenvolve o seu lado mental e descuida o seu lado afectivo, \u00e9 prov\u00e1vel que se torne um intelectual insens\u00edvel, frio, sem nenhum sentimento para com os demais.<\/p>\n<p>Desta forma, estes dois homens nunca alcan\u00e7ar\u00e3o a perfei\u00e7\u00e3o. A conduta \u00e9tica, baseada no amor e na compaix\u00e3o, consta de tr\u00eas factores do Caminho \u00d3ctuplo:<\/p>\n<p>1\u00aa A PALAVRA CORRECTA \u00e9 dirigida pelo pensamento correcto e ac\u00e7\u00e3o correcta.<\/p>\n<p>&#8221; Melhor que mil palavras sem sentido, \u00e9 uma s\u00f3 palavra sensata, capaz de trazer paz aquela que a ouve.&#8221;<\/p>\n<p>2\u00aa AC\u00c7\u00c3O CORRECTA<\/p>\n<p>&#8221; Aquele que destr\u00f3i uma exist\u00eancia, que mente, que rouba, que cobi\u00e7a e se entrega ao exagero do consumo de \u00e1lcool e t\u00f3xicos, este, j\u00e1 neste mundo, est\u00e1 destru\u00eddo.&#8221;<\/p>\n<p>3\u00aa MEIO DE VIDA CORRECTO<\/p>\n<p>&#8221; O meio de vida correcto \u00e9 dirigido pelo pensamento correcto. Quaisquer sistemas de moral e \u00e9tica est\u00e3o enquadrados nesses tr\u00eas aspectos: palavra correcta, ac\u00e7\u00e3o correcta e meio de vida correcto. Sem esses tr\u00eas factores, nenhum desenvolvimento espiritual ser\u00e1 poss\u00edvel.&#8221;<\/p>\n<p>2. DISCIPLINA MENTAL (Samadhi)<\/p>\n<p>Compreende os tr\u00eas seguintes factores do Caminho \u00d3ctuplo: Esfor\u00e7o Correcto, Plena Aten\u00e7\u00e3o e Concentra\u00e7\u00e3o Correcta (n\u00bas 4, 5, 6), por meio dos quais se alcan\u00e7a o desenvolvimento mental e a vis\u00e3o interior.<\/p>\n<p>4\u00aa ESFOR\u00c7O CORRECTO consta do seguinte:<\/p>\n<p>Esfor\u00e7o de evitar e destruir os pensamentos negativos j\u00e1 existentes.In\u00e9rcia vontade de impedir ou superar o aparecimento de pensamentos nocivos.<\/p>\n<p>Fazer surgir pensamentos bons e sadios ainda n\u00e3o existentes.<\/p>\n<p>Manter, cultivar e desenvolver, at\u00e9 \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, os pensamentos bons e sadios j\u00e1 existentes.<\/p>\n<p>5\u00aa PLENA ATEN\u00c7\u00c3O CORRECTA, ou Vigil\u00e2ncia Correcta, consiste:<\/p>\n<p>Numa aten\u00e7\u00e3o vigilante com tomada de Consci\u00eancia nas actividades do corpo &#8211; kaya -, nas sensa\u00e7\u00f5es -vedana -, nos diferentes estados da mente &#8211; citta &#8211; (nas ideias, pensamentos, etc.), e na investiga\u00e7\u00e3o da Doutrina &#8211; Dhamma (verdade sobre o ser).<\/p>\n<p>A plena Aten\u00e7\u00e3o Mental Correcta \u00e9 necess\u00e1ria para desenvolver a palavra correcta, a ac\u00e7\u00e3o correcta e o meio de vida correcto \u00e9 necess\u00e1ria A Plena Aten\u00e7\u00e3o Mental.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s sensa\u00e7\u00f5es, \u00e9 necess\u00e1rio ter clara consci\u00eancia de todas as suas formas: agrad\u00e1veis, desagrad\u00e1veis e indiferentes; de como surgem, se desenvolvem e desaparecem.<\/p>\n<p>No que se refere aos diferentes estados da mente, deve-se estar atento e analisar todos os movimentos mentais: se neles est\u00e3o presentes o \u00f3dio, ou n\u00e3o, a cobi\u00e7a, ou n\u00e3o; se eles se deixam levar por uma ilus\u00e3o, ou n\u00e3o, se a mente est\u00e1 distra\u00edda, ou atenta, e estar consciente de como surgem e desaparecem. Enfim, quanto \u00e0s ideias, pensamentos e concep\u00e7\u00f5es das coisas, devemos distinguir sua natureza, saber como surgem, se desenvolvem e desaparecem, como s\u00e3o suprimidos ou destru\u00eddos, e assim sucessivamente.<\/p>\n<p>6\u00aa CONCENTRA\u00c7\u00c3O CORRECTA \u00e9 a condi\u00e7\u00e3o indispens\u00e1vel para todo e qualquer desenvolvimento espiritual. Qualquer religi\u00e3o ou pr\u00e1tica, sem concentra\u00e7\u00e3o, torna-se fr\u00e1gil e, na ora\u00e7\u00e3o, as palavras tornam-se in\u00fateis. Quanta mais concentra\u00e7\u00e3o nas palavras de uma ora\u00e7\u00e3o, mais poderosa ela se torna. A ora\u00e7\u00e3o feita desta forma \u00e9 um tipo de medita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O poder dos raios solares em todas as direc\u00e7\u00f5es torna-se maior quando concentrados num ponto por uma lente. Da mesma maneira nossa mente est\u00e1 constantemente dispersa; quando concentrada num objectivo \u00fanico, ela torna-se poderosa e com isso desenvolve a sabedoria interior. A Concentra\u00e7\u00e3o Correcta \u00e9 o terceiro e \u00faltimo factor da disciplina mental &#8211; samadhi estado em que o indiv\u00edduo \u00e9 levado \u00e0 abstrac\u00e7\u00e3o de si mesmo pelo treino da medita\u00e7\u00e3o nas quatro etapas de dhyana (contempla\u00e7\u00e3o).<\/p>\n<p>Na primeira etapa de dhyana s\u00e3o afastados os desejos obsessivos, m\u00e1 vontade, confus\u00e3o, agita\u00e7\u00e3o e d\u00favida c\u00e9ptica. Mas est\u00e3o presentes os sentimentos de alegria, de felicidade, assim como certa actividade mental.<\/p>\n<p>Na segunda etapa, desaparecem todas as actividades mentais e desenvolvem-se, a tranquilidade e a fixa\u00e7\u00e3o unificadora da mente: no entanto os sentimentos de alegria e felicidade ainda est\u00e3o conservados.<\/p>\n<p>Na terceira etapa, o sentimento de alegria, que \u00e9 uma sensa\u00e7\u00e3o activa, desaparece tamb\u00e9m, persistindo ainda uma disposi\u00e7\u00e3o de felicidade com equanimidade consciente.<\/p>\n<p>Finalmente, na quarta etapa de dhyana, toda sensa\u00e7\u00e3o, mesmo de felicidade ou infelicidade, de alegria ou pesar, desaparece, restando somente a equanimidade e a lucidez mental.<\/p>\n<p>Desta forma a mente fica disciplinada e desenvolvida por meio do Esfor\u00e7o Correcto, Aten\u00e7\u00e3o Correcta e Concentra\u00e7\u00e3o Correcta.<\/p>\n<p>MEDITA\u00c7\u00c3O OU DESENVOLVIMENTO MENTAL<\/p>\n<p>A medita\u00e7\u00e3o no Budismo, tem a finalidade de reunir o indiv\u00edduo \u00e0 realidade que foi perdida de vista devido \u00e0 nossa ignor\u00e2ncia em basear a felicidade, pela qual ansiamos, onde ela n\u00e3o \u00e9 encontrada, nas sombras e ilus\u00f5es da nossa pr\u00f3pria mente.<\/p>\n<p>Falando da crescente influ\u00eancia do Budismo no Ocidente, o Dr. Graham Howe disse: &#8221; No decorrer dos trabalhos de numerosos psic\u00f3logos, descobriu-se que estamos muito pr\u00f3ximos do Budismo sem o saber; basta estarmos um pouco esclarecidos sobre a filosofia budista, para compreender que h\u00e1 2.500 anos sabiam mais sobre psicologia moderna do que se possa imaginar&#8230; Desta forma, estamos redescobrindo a antiga sabedoria do Oriente.&#8221;<\/p>\n<p>Desde centenas de gera\u00e7\u00f5es estamos condicionados a &#8220;pensar&#8221; e a atribuir ao intelecto o centro das conquistas humanas, mas \u00e9 evidente que a decorr\u00eancia de todo este passado acumulado, catalogado e esmiu\u00e7ado atrav\u00e9s da engrenagem puramente intelectual, mostra agora, principalmente nos tempos actuais, a completa fal\u00eancia quanto \u00e0 solu\u00e7\u00e3o dos problemas humanos fundamentais como o amor, a paz, o sexo, o \u00f3dio e as guerras. O conhecimento adquirido pelo ac\u00famulo da mem\u00f3ria, da cultura, da especialidade e aprimoramento t\u00e9cnico nada mais \u00e9 do que a capta\u00e7\u00e3o superficial do assunto, do facto, da situa\u00e7\u00e3o, do problema.<\/p>\n<p>Vivemos dominados pelo apego e avers\u00e3o at\u00e9 mesmo aos mais insignificantes objectos, assim como damos um valor absoluto \u00e0s mais relativas situa\u00e7\u00f5es. Vivemos egoisticamente e por consequ\u00eancia, dominados pela m\u00e1 vontade e ressentimento quando vemos contrariados os nossos menores interesses. Sentimos \u00f3dio, ci\u00fame, ansiedade, sem que tenhamos consci\u00eancia<\/p>\n<p>de que a nossa ignor\u00e2ncia faz deste modo um muro de lamenta\u00e7\u00f5es. S\u00e3o dessas impurezas da mente que surgem todos os problemas humanos.<\/p>\n<p>No Budismo a compreens\u00e3o verdadeiramente profunda \u00e9 conhecida pelo nome de &#8220;penetra\u00e7\u00e3o&#8221; e consiste em ver as coisas na sua verdadeira natureza, sem nome nem r\u00f3tulos, sem conceitos. Essa penetra\u00e7\u00e3o somente \u00e9 poss\u00edvel quando a mente por controlada e a vis\u00e3o interior for desenvolvida ao m\u00e1ximo por meio da medita\u00e7\u00e3o. Sem medita\u00e7\u00e3o n\u00e3o existe Correcta Compreens\u00e3o.<\/p>\n<p>O objectivo principal da medita\u00e7\u00e3o consiste na contempla\u00e7\u00e3o ou observa\u00e7\u00e3o pura (vigil\u00e2ncia);<\/p>\n<p>Compreender a vida \u00e9 as coisas como realmente s\u00e3o, sem apego, se forem favor\u00e1veis ou agrad\u00e1veis ou desfavor\u00e1veis; enfim sem condicionamentos, que s\u00e3o entraves \u00e0 observa\u00e7\u00e3o pura.<\/p>\n<p>Atrav\u00e9s da pr\u00e1tica da medita\u00e7\u00e3o, podemos desenvolver nossa mente, objectivando a purifica\u00e7\u00e3o e a compreens\u00e3o da Verdade, e alcan\u00e7ar perfei\u00e7\u00e3o em vida. \u00c9 a ac\u00e7\u00e3o vigilante da medita\u00e7\u00e3o que permite ao homem libertar-se da influ\u00eancia da realidade dos factos e das coisas penetrar na verdadeira natureza da exist\u00eancia, isto \u00e9, compreender que ela \u00e9 impermanente, sem subst\u00e2ncias e, portanto, capaz de causar sofrimento \u00e0quele que, na sua ignor\u00e2ncia, se apega \u00e0s coisas, aos seres e \u00e0 pr\u00f3pria vida.<\/p>\n<p>A medita\u00e7\u00e3o tem por fim libertar a mente do jorrar cont\u00ednuo dos pensamentos, de toda a esp\u00e9cie de impurezas e perturba\u00e7\u00f5es, tais como: indol\u00eancia, agita\u00e7\u00f5es, d\u00favidas, m\u00e1 vontade, ressentimentos, \u00f3dio, desejos obsessivos de sensualidade, etc.; cultivar qualidades, tais como: a concentra\u00e7\u00e3o, a aten\u00e7\u00e3o, a vontade, a energia, a faculdade de analisar, a confian\u00e7a, a alegria, a calma, etc.; e finalmente, levar o indiv\u00edduo \u00e0 mais alta sabedoria de ver as coisas tais como elas s\u00e3o, podendo alcan\u00e7ar a percep\u00e7\u00e3o da Realidade \u00daltima, O NIRVANA, que s\u00f3 \u00e9 atingido atrav\u00e9s da compreens\u00e3o supra-racional, ou vis\u00e3o interior, da qual qualquer discri\u00e7\u00e3o transcende\u00a0 as limita\u00e7\u00f5es do intelecto discursivo.<\/p>\n<p><strong> <\/strong><\/p>\n<p><strong>III &#8211; INTROSPEC\u00c7\u00c3O (Panna)<\/strong><\/p>\n<p>7\u00aa PENSAMENTO CORRECTO, ou pensamento puro, \u00e9 o correcto pensar com sabedoria, com equanimidade e contempla\u00e7\u00e3o. \u00c9 o pensamento dirigido no sentido da ren\u00fancia, do desapego, compaix\u00e3o do amor universal, da n\u00e3o-viol\u00eancia, estendendo-se a todos os seres vivos. Desenvolvendo estas qualidades, eliminamos todo pensamento ego\u00edsta de apego, m\u00e1 vontade, \u00f3dio, viol\u00eancia ou crueldade, seja de ordem individual, social ou pol\u00edtica, que \u00e9 fruto da ignor\u00e2ncia. O pensamento correcto n\u00e3o aparece quando existem pensamentos ligados aos apegos dos sentidos.<\/p>\n<p>Do nosso pensamento s\u00f3 colhemos bons e maus frutos.<\/p>\n<p>8\u00aa CORRECTA COMPREENS\u00c3O \u00e9 a compreens\u00e3o que, pela contempla\u00e7\u00e3o pura, permite reconhecer e penetrar na realidade da exist\u00eancia da insatisfa\u00e7\u00e3o universal, criada pela desarmonia entre os seres e o mundo exterior.<\/p>\n<p>No Budismo h\u00e1 duas formas de compreens\u00e3o: a primeira forma de compreens\u00e3o \u00e9 a do conhecimento, mem\u00f3ria acumulada, capta\u00e7\u00e3o intelectual de um assunto, segundo certos dados, etc.<\/p>\n<p>\u00c9 designada pelo nome &#8220;conhecer segundo&#8230;.&#8221;- Anubodha &#8211; que \u00e9 do conhecimento pelos conceitos; n\u00e3o \u00e9 muito profunda. A compreens\u00e3o verdadeiramente profunda denomina-se &#8220;penetra\u00e7\u00e3o&#8221; &#8211; Patirodha &#8211; esta penetra\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel quando a mente est\u00e1 livre de toda impureza e quando completamente desenvolvida pela pr\u00e1tica da medita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<hr \/>\n<p>As quatro nobres verdades explicam o m\u00e9todo pelo qual podemos realizar a Realidade \u00daltima.<\/p>\n<p><strong>Na Primeira Nobre Verdade<\/strong>, a natureza da vida, seu sofrimento, suas tristezas e alegrias, sua insatisfatoriedade, sua imperman\u00eancia e sua insubstancialidade; devemos compreend\u00ea-la como fato claro e completo.<\/p>\n<p><strong>Quanto \u00e0 Segunda Nobre Verdade<\/strong>, origem de dukkha, que \u00e9 o desejo acompanhado de todas as paix\u00f5es, vilezas e impurezas, a simples compreens\u00e3o n\u00e3o \u00e9 suficiente; torna-se necess\u00e1rio afastar, eliminar, destruir a origem desse desejo.<\/p>\n<p><strong>Quanto \u00e0 Terceira Nobre Verdade<\/strong>, que \u00e9 a cessa\u00e7\u00e3o de dukkha; o Nirvana, a Verdade Absoluta, a Realidade \u00daltima, precisamos compreend\u00ea-la e realiz\u00e1-la.<\/p>\n<p>E em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 <strong>Quarta Nobre Verdade<\/strong>, que \u00e9 o Caminho que conduz \u00e0 realiza\u00e7\u00e3o da Liberta\u00e7\u00e3o, ou experi\u00eancia do Nirvana, apenas o conhecimento do Caminho, por mais completo que seja \u00e9 insuficiente.<\/p>\n<p>Torna-se necess\u00e1rio segui-lo e manter-se nele.<\/p>\n<hr \/>\n<p><!--[if gte mso 9]><xml> Normal 0   false false false         MicrosoftInternetExplorer4 <\/xml><![endif]--><!--[if gte mso 9]><xml> <\/xml><![endif]--><!--  --><\/p>\n<p><!--[if gte mso 10]> <mce:style><!  \/* Style Definitions *\/ table.MsoNormalTable {mso-style-name:\"Table Normal\"; mso-tstyle-rowband-size:0; mso-tstyle-colband-size:0; mso-style-noshow:yes; mso-style-parent:\"\"; mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; mso-para-margin:0cm; mso-para-margin-bottom:.0001pt; mso-pagination:widow-orphan; font-size:10.0pt; font-family:\"Times New Roman\"; mso-fareast-font-family:\"Times New Roman\"; mso-ansi-language:#0400; mso-fareast-language:#0400; mso-bidi-language:#0400;} --><\/p>\n<p><!--[endif]--><\/p>\n<p align=\"center\">Assim termina uma compila\u00e7\u00e3o sobre a doutrina do<\/p>\n<p align=\"center\">Senhor Buda, esperando que esta sirva para a sublima\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p align=\"center\">das nossas almas e a consequente chegada at\u00e9 ao Pai.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Buda nasceu no 8\u00ba dia da 2\u00ba (ou 4\u00aa) lua do ano 621 a.C., em Lumbini perto da cidade da Kapilavastu, no Nepaz meridional, a uns 160km de Benares (hoje V\u00e1r\u00e2nasi), \u00cdndia, casou aos 16 anos com Gopa Yasodhara. Saiu &hellip; <a href=\"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/?p=32\">Continuar a ler <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=32"}],"version-history":[{"count":24,"href":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":101,"href":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/32\/revisions\/101"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=32"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=32"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=32"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}