{"id":136,"date":"2009-01-29T13:26:18","date_gmt":"2009-01-29T13:26:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/?p=136"},"modified":"2009-02-19T13:11:57","modified_gmt":"2009-02-19T13:11:57","slug":"guru-oh-guru-yogakrisnanda","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.acaminhodotemplo.com\/wp\/?p=136","title":{"rendered":"GURU! OH, GURU! &#8211; Yogakrisnanda"},"content":{"rendered":"<p>Ol\u00e1 amigos!<\/p>\n<div><span style=\"text-decoration: underline;\"><strong>GURU! OH, GURU!<\/strong><\/span><\/div>\n<p>&#8220;Quem \u00e9s tu? perguntou o peregrino.<br \/>\nSou Deus! respondeu a Divindade.<br \/>\nN\u00e3o o creio, porque eu n\u00e3o te reconheci!&#8221;<\/p>\n<p>E em todos os tempos, a voz do peregrino procura um Deus e um Guru (que \u00e9 sempre o segundo, o caminho mais f\u00e1cil para se chegar ao primeiro) preconcebidos \u00e0 medida dos seus desejos.<\/p>\n<p>Tu n\u00e3o \u00e9s Deus, pois n\u00e3o usas &#8220;colete de veludo&#8221;, poder\u00edamos definir-te numa forma existencialista. \u00d3, Mestre:COMO TE ATREVES A SER DIFERENTE DE TUDO AQUILO QUE EU PENSO QUE DEVES SER?<\/p>\n<p>E nascem os Judas&#8230;porque sempre houve tantos Judas quantos Cristos, mas esses Judas n\u00e3o passam de ser aqueles que amam o seu Profeta e desejam obrig\u00e1-lo a que realize o milagre: se \u00e9s Filho de Deus, Salva-te. E o escarnecem e o levam ao Calv\u00e1rio e, ainda o matam, porque est\u00e3o seguros de ressurrei\u00e7\u00e3o, porque querem a ave F\u00e9nix (que renasce das cinzas).<\/p>\n<p>Diz-se que n\u00e3o h\u00e1 Religi\u00e3o sem M\u00e1rtires, nem Na\u00e7\u00e3o sem Her\u00f3is. S\u00e3o necess\u00e1rios? \u00c9 o drama, a necessidade do holocausto. Porque Rama e Mois\u00e9s subiram \u00e0 montanha em vez de morrer; pois, morte \u00e9 sin\u00f3nimo de debilidade; porque Jesus teve que morrer crucificado, Joseph Smith linchado;\u00a0 Ghandi assassinado com um tiro: E a falha n\u00e3o se perdoa a Buda, a Maom\u00e9 nem a Lutero: morrer no vulgar fracasso da morte.<\/p>\n<p>Mas o povo quer , o povo pede. Morreram, sacrificaram-se para nos salvar e o povo exige sacrif\u00edcio dos seus \u00eddolos e a persegui\u00e7\u00e3o dos seus m\u00e1rtires, mas nunca a sua pr\u00f3pria. E o povo pede que os seus mestres sejam ascetas, que n\u00e3o se deixem tentar pelas paix\u00f5es porque para isso s\u00e3o mestres; e o povo quer ver Deus em cada um deles, para fazer de cada um o Messias e de cada Messias um crucificado. Quer um Deus mon\u00f3tono, repetido, vulgar e quer um Deus feito em s\u00e9rie, como os produtos de tecnologia.<\/p>\n<p>E o povo quer salvar-se e busca a salva\u00e7\u00e3o, os gurus, os mestres, os pastores, os padres e muda de um para outro. Por\u00e9m, quer-os todos iguais e quando se sente protestante, ridiculariza os pastores porque casam, porque t\u00eam filhos, porque cobram 10% do que ganham os fi\u00e9is do templo, e quando se sentem cat\u00f3licos, criticam os padres por n\u00e3o se casarem e por depender de Roma, e quando se fazem maometanos querem comer carne de porco e quando se fazem yogues acham as posturas e as medita\u00e7\u00f5es inc\u00f3modas e dif\u00edceis, mas buscam um salvador para se salvar, e as mulheres tentam o asceta e o m\u00edstico e criticam-no<br \/>\npela sua impassibilidade e pela sua temperan\u00e7a com a mesma falsidade com que se escandalizam com Rasputin.<\/p>\n<p>E continua a busca, e eles, os que pretendem ser ensinados, s\u00e3o os que ditam o comportamento que deveriam seguir os seus Mestres, os seus Gurus, para serem, verdadeiramente, merecedores de os terem como disc\u00edpulos e comentam escandalizados como, um guru cobra pelos seus ensinamentos e temem que atrav\u00e9s das suas modestas colabora\u00e7\u00f5es possa o mestre tornar-se opulento. Mas&#8230;tamb\u00e9m o criticam quando os punhos da camisa est\u00e3o gastos e as suas cal\u00e7as cosidas. &#8211; Parece um mendigo! Perde toda a dignidade que deve ter um Mestre!<\/p>\n<p>&#8220;E, em verdade, vos digo um de v\u00f3s me trair\u00e1!&#8221; De quem poderiam ser estas palavras? De todos os mestres, para al\u00e9m de Jesus.<\/p>\n<p>E em Teresa de Jesus vemos a fr\u00edvola, em Cagliostro e Mesmer o charlatanismo, em Rasputine a lux\u00faria. eu quero salvar-me, quero encontrar a luz, grita o povo; e aparece o beato, o carola.<br \/>\nE aparece o que compra a gl\u00f3ria e a salva\u00e7\u00e3o por tr\u00eas piastras e o que empresta dinheiro a juros, dando uma esmola que espera que o Senhor multiplique, o que se cr\u00ea Bom porque n\u00e3o mata nem rouba, o religioso cong\u00e9nito e o que busca Deus correndo com todos os gastos que originam a procura; e ent\u00e3o algu\u00e9m diz. Eis a\u00ed, esse \u00e9 o Mestre, \u00e9 o que tem que nos ensinar, \u00e9 o que tem que nos dar a luz, saciar a nossa sede, tirar os andrajos que nos cobrem e vestir-nos com a capa da sabedoria.<\/p>\n<p>E assim surgem Yogananda, Sivananda,Gurdjieff, Blavatsky, Alice Bailey, Krishnamurti, Roso de Luna. Mas como \u00e9 poss\u00edvel que estes sejam mestres? Como \u00e9 poss\u00edvel que Blavastky seja uma gr\u00e3-sacerdotiza se \u00e9 blasfema ou vive com o coronel Olcott? Mas como \u00e9 poss\u00edvel que Gurdjieff seja um eleito se leva at\u00e9 ao desespero e ao suic\u00eddio componentes do seu grupo? Mas como pode ser um eleito Sivananda, que se casa 4 vezes, estando vivas as suas 4 esposas? Como pode estar com a Verdade Yogananda, que vive na impassibilidade ante a dor humana e se sente afim com todas as religi\u00f5es? Onde est\u00e1 esse Tibetano que que n\u00e3o aparece nunca para al\u00e9m dos livros que publica Alice Bailey? Porque \u00e9 que Krishnamurti n\u00e3o quer gurus nem livros e publica tantos? Que latien \u00e9 esse do Subud que converte, \u00e0s vezes, as pessoas em animais? Que loucuras apavorantes encerra o budismo Zen?<\/p>\n<p>Senhor ajuda-me, quero que sejas meu guru, mas n\u00e3o para que me ensines, n\u00e3o para que me orientes, n\u00e3o para que me abras o caminho da luz, sen\u00e3o para que, como uma vulgar cartomante, me digas tudo o que quero que me digas, n\u00e3o o que \u00e9, porque o que \u00e9 n\u00e3o importa se n\u00e3o \u00e9 o que quero.<\/p>\n<p>contava um negro americano que na visita que fez a Berlim, os meninos brancos e louros o seguiam pelas ruas com admira\u00e7\u00e3o do desconhecido. Um deles, mais audaz, esfregou a m\u00e3o contra as do negro e ao ver que n\u00e3o manchara disse \u00e0 sua m\u00e3e,cheio de espanto:-&#8220;M\u00e3e, n\u00e3o est\u00e1 pintado!&#8221;<\/p>\n<p>Quantos de v\u00f3s pretendem tirar a pintura do guru? Quantos de v\u00f3s buscais o truque do: porque o guru \u00e9 diferente e por que todos os gurus s\u00e3o diferentes? Isto, porque n\u00e3o aprendestes a li\u00e7\u00e3o do grande ensinamento de que o guru h\u00e1-de ser sempre diferente ou sempre igual, mas \u00edntegro, porque \u00e9 a\u00ed onde est\u00e1 o seu ensinamento, pois, somente encontrareis as mil facetas de Deus na diferen\u00e7a perfeitamente correlata dos gurus.<\/p>\n<p>Se soub\u00e9sseis que, quando dizeis: hoje o guru desmereceu a minha confian\u00e7a, ou isto que ele disse n\u00e3o posso admitir, estais a come\u00e7ar a aprender algo, porque no guru h\u00e1 um ensinamento igual no campo positivo como no que parece ser negativo.<br \/>\nQualquer emotividade que ele produza \u00e9 um passo para chegar, n\u00e3o ao guru, n\u00e3o \u00e0 divindade, mas a ti mesmo; porque se n\u00e3o te encontras, se n\u00e3o te separas do rebanho, como queres unir-te ou interpretar a unidade da Divindade que forma o Todo.<\/p>\n<p>Tudo isto que parecem queixas ou criticas realmente seriam desnecess\u00e1rias se n\u00e3o fosse o problema de &#8220;tirar a pintura ao negro&#8221; que tanto desencanto causa nos disc\u00edpulos.<\/p>\n<p>N\u00e3o busqueis o milagre em forma de jogo de prestidigita\u00e7\u00e3o, que faz aparecer flores do oco duma cartola e pensai que se o acto divino de nascer \u00e9 partir de dentro para fora, a luz que tendes dentro, ningu\u00e9m poder\u00e1 dar-vos, mas sim, simplesmente, poder\u00e1 ajudar-vos a extrovert\u00ea-la.<\/p>\n<p>N\u00e3o julgueis o que n\u00e3o compreendeis. Nem tenteis orientar aqueles a quem pedis orienta\u00e7\u00e3o. Lembrai-vos de Jo\u00e3ozinho e Maria, que puseram p\u00e3o ou folhas de p\u00e9talas de rosas para distinguir o caminho de volta, n\u00e3o o encontraram, porque s\u00e3o as pedras duras as que nos fazem reconhecer o Caminho.<\/p>\n<p>Yogakrisnanda<\/p>\n<p>Um abra\u00e7o<br \/>\nMaria<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ol\u00e1 amigos! GURU! OH, GURU! &#8220;Quem \u00e9s tu? perguntou o peregrino. Sou Deus! respondeu a Divindade. 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