Autor Tópico: Os Filhos  (Lida 2301 vezes)

Offline maria

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Os Filhos
« em: Maio 22, 2008, 20:44:36 pm »
Olá a todos

O mês passado falei sobre o Amor, hoje o tema não é menos delicado!
Penso que faz bem revermos algumas "dicas" para que a nossa mente não nos perturbe e nos deixe agir de coração aberto!


Devido ao comportamento e educação, virada para os valores materiais, que as crianças recebem, estimulados para a super-valorização do ego,os filhos exigem uma situação material, que por vezes os pais não conseguem acompanhar.
Os filhos exigem dinheiro aos pais, exigem um "status" social, que querem obter de qualquer forma. Exigem e pressionam os pais de tal maneira, que são capazes das coisas mais incríveis para obterem dinheiro, carros, roupas, etc.
Infelizmente, porque são educados em direcção a uma sociedade materialista. Então dá-se um confronto de valores. Há casos, em que o pai ou a mãe (ou ambos) já evoluiu espiritualmente, e vê-se com um filho/a adolescente cheio de problemas: Problemas da necessidade de auto-afirmação, próprios dessa fase e problemas de confrontação entre uma perspectiva mais elevada que o pai ou a mãe já adquiriram, mas que não foi transmitida ao filho/a.

Essa criança, gerada e criada por eles,não evoluiu porque essa evolução lhe foi negada nos primeiros anos de vida. Portanto, como é que esses pais podem exigir que os seus filhos sejam mais do que são, se não lhes deram essa educação? Dá-se então também um conflito dentro dos próprios pais. e problemas gravíssimos surgem.

O abismo entre as gerações sempre existiu e continuará a existir, naturalmente. Os pais não conseguem (ou não tentam) transmitir aos filhos aquilo que aprendem. Porque já é tarde.
Além disso, no seu esforço evolutivo, os pais continuam inseridos numa sociedade que não existe, tentando conciliar a mentira da ilusão com a Realidade verdadeira, e, continuam de tal maneira inseridos na sociedade, que não conseguem dar o salto para fora dessa sociedade. Mesmo num esforço de espiritualização, os pais pactuam com uma sociedade-fantasma. Porque a sociedade não é uma entidade. A sociedade não tem existência própria. A sociedade somos nós todos!

Assim, os pais, divididos entre a educação que tiveram e os novos valores de que tomam consciência através da espiritualidade, vão alimentando uma situação falsa. Falsa porque não é possível conciliar a mentira com a Verdade, e continuam a educar os filhos da mesma maneira. Com os mesmos falsos valores materiais e religiosos, enviando os filhos para a mesma igreja que deformou todas as gerações antecedentes, criando ideias de pecado e castigo, de falsa humildade, sem levar ninguém à auto-realização. Valores que não servem para nada, porque são uma Hipocrisia.

Quando chega a adolescência,com os seus próprios problemas, quando chegam as frustrações próprias da pós-puberdade, esses valores não servem absolutamente para nada, porque nós insistimos que o nosso filho tem que tirar um curso e ser Doutor, e ter um "status" social e tem que casar, se possível com uma Doutora, tem que ser agressivo para ganhar dinheiro,etc. Isto não está errado! mas falta o principal. A realização;falta ensinar a chegar àquilo para que o ser humano nasce, para cumprir o propósito para que encarnamos.

É pois, natural que os filhos criem muitos problemas aos pais. Sobretudo porque eles vão cobrar (e bem caro, por vezes) mais tarde, não só a falta de assistência que os pais lhes deram na infância como vão exigir ter aquilo que lhes foi ensinado que deveriam obter. Tudo isto vai ser cobrado na adolescência e cobrado às vezes de uma maneira muito cruel.

Muitas vezes os pais negligenciam os filhos, porque as crianças são um estorvo para o seu esquema de vida.
Esquema tão sobrecarregado, que os filhos não cabem nele, e não lhes dão a devida atenção, nem a devida assistência. Porque os pais querem continuar a ter a sua independência ilusória. Nesse esquema de vida não entram os filhos, e muitas vezes as crianças são deixadas sozinhas em casa, ou são deixadas com outras pessoas durante demasiado tempo. Muitas vezes as crianças são até abandonadas para os pais irem ouvir falar de espiritualidade. Assim, a criança mais uma vez abandonada ,ainda vai relacionar esse abandono dos pais com a espiritualidade.E aí temos uma razão  para a revolta contra Deus.

Toda essa ausência (e o resto) vai ser cobrado mais tarde, na adolescência, mas aí já pouco se pode fazer.E esse jovem vai ser mais um adulto revoltado, agressivo, sofrendo. Embora os filhos tenham uma certa marca de personalidade, resultante das suas encarnações anteriores, têm também as características hereditárias adequadas ao carma da presente encarnação, escolhida voluntariamente. Mas são e serão também muito o fruto da educação que recebem.

A educação que recebemos fica tão marcada em nós, que ela pode condicionar o nosso comportamento para o resto da vida.Pode condicionar a nossa felicidade.

Os pais esperam, pela educação que dão aos filhos, que as crianças venham a ser adultos civilizados numa sociedade hipócrita, cheia de preconceitos errados. A criança é castrada na sua criatividade, aprende valores errados; aprende a ser hipócrita também, porque sabe que só ganha o amor dos pais e dos amigos, sendo falsa, fazendo a mesma coisa que vê à sua volta, fazendo aquilo que eles querem que ela faça. Não fazendo aquilo que ela sente!

A criança é, assim, total ou parcialmente, manipulada por seres imperfeitos e depois é-lhe exigido que seja perfeita. Não sentem amor nos pais, logo nos primeiros tempos de vida, nem sente nunca, porque ele não existe. Bem cedo ela revolta-se. E o apego dos pais torna-se uma amarra para a criança e torna-se um sofrimento para os próprios pais. Então os pais queixam-se de que os filhos não os AMAM!

Educados com falsos valores de dinheiro e poder,que eles depois descobrem serem falsos, os filhos ficam em conflito: entre a mentira e o desamor, em oposição ao que sentem. Em oposição à posse e ao apego.Cada vez mais revoltados e sentindo-se castrados, os filhos entram então na necessidade de separação. E uma separação é sempre dolorosa para ambas as partes. Mas a ânsia de liberdade sobrepõe-se.

E quando não há o fantasma da droga, do álcool, há o roubo, a delinquência ,a degradação. e aí já pouco se pode fazer, porque já se estragou aquilo que era inicialmente  AMOR.

Sem chegar a estes extremos, todos os filhos e pais caiem nesta situação, embora muitas vezes fingindo que não é assim, num esforço, quase impossível de aparentar à sociedade que. "Eu não sou um frustrado! ".e como é um esforço aparente, vem a neurose, vem a depressão, vem a infelicidade mais ou menos exteriorizada!
Com as respectivas consequências: doenças, desajustamentos, tentativas de suicídio, procura de compensações,etc. Depois vêm os medicamentos calmantes,os barbitúricos, os psiquiatras, as sessões espíritas, os divórcios, os filhos como vitimas, etc . E assim sucessivamente...

e mesmo quando os filhos têm 30 ou 40 anos, que até já tiveram as suas opções na vida espiritual, o problema muitas vezes não desaparece, e aí então nada se pode fazer. E assistimos a um esforço duplo dos pais e dos filhos, a tentarem, separados cada um por seu lado, a fazer o impossível: voltar ao principio. Separados!

Quando a VIDA e o AMOR, quando existem realmente, têm obrigatoriamente que ser compartilhados: entre o casal; entre os pais e os filhos; entre nós e todo o mundo.

A falta de Amor atrofia, como um rouxinol dentro de duma redoma asfixia, deixa de cantar e morre. Assim vivemos quase todos; assim morre lentamente quase toda a Humanidade. Numa auto-destruição!

Estejam atentos, despertem o Buda adormecido dentro de vós. Tirem da cruz o vosso Cristo. Porque esta crucificação é mais uma hipocrisia.

Sejam livres! Dêem AMOR para receber AMOR!


UM abraço

maria






« Última modificação: Maio 23, 2008, 14:58:40 pm por maria »

Offline pen

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Re: Os Filhos
« Responder #1 em: Fevereiro 06, 2009, 08:12:39 am »
olá

Como é dificil educar os filhos...  como é dificil ver os que nos rodeiam como filhos...

leio e repito o que oiço e me ficou a "latejar" na cabeça...

Se devemos praticar o Amor Cristão incondicionalmente = tolerância, compreensão, respeito...  porque é tão dificil manter a Boa Vontade em todos os minutos?  porque é tão dificil manter uma postura de "Mãe" ou "Pai" para com aqueles que nos rodeiam?  Não á Amor mais forte do que o dos Pais!?...  Que faz Deus Pai por nós? Tudo pelos seus Filhos!..
Porque somos tão intolerantes?  eu estou no "saco"... :'(
Como gostaria de fazer um plim sobre mim para começar!

Como é dificil conciliar tudo! 
Lá vem aquela frase mais ou menos assim: "reparar na palha do olho do nosso irmão e não ver a trave no nosso póprio olho"...

A noção de Amor está a ficar deturpada... Amor nos dias de hoje está a tornar-se sinonimo de compensação materal...  como está a ser dificil ir contra esta corrente de desinteresse.... talvez mais de desespero ciclico...

também sou mãe a desejar o melhor para a minha filha, para o meu marido/filho, para a minha mãe/filha, para as minhas clegas/filhas....
tão dificil manter esta devoção na hora em que também eu, mais que tudo quero colinho... e não o sabendo pedir e procurar... resmungo...
 :-*

Offline BethWise

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Re: Os Filhos
« Responder #2 em: Novembro 28, 2018, 09:44:50 am »
Natutunan ko at may katuturan sa forum na ito, kaya marami akong nilalaman.