Autor Tópico: mensagem de arunachala - de Paul Brunton  (Lida 1695 vezes)

Offline Susana

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mensagem de arunachala - de Paul Brunton
« em: Março 31, 2010, 20:29:38 pm »
Paul Brunton é conhecido pelos seus escritos de elevado valor místico-filosófico e por sua intensa vivência espiritual. Escreveu vários livros, entre eles, Ìndia Secreta e Egípto Secreto.

No livro - mensagem de arunachala, ele descreve a colina do Santo Lume e o seu inquilino - o Mestre Ramana.

Um amigo de Paul Bruton, declarou que Arunachala foi atirada para a superfície da terra sob pressão de qualquer violenta erupção vulcânica, em época obscura, quando nem mesmo os estratos carboníferos tinham sido formados (trata-se de uma colina existente desde da antiga Lemúria).

Paul descreve que Maharichi (Maha - grande e richi - sábio) havia passado ho0ras incontáveis de intensa concentração espiritual, em paz ascética, fechado nos refolhos de seu próprio coração, onde a divindade habitava. Ficava sentado, imóvel como um rochedo no oceano, pernas cruzadas, em meditação. Imaginamos, que um homem assim deixou de manter-se ao nível da tumultuosa marcha da vida. Nunca nos ocorre que ele possa ter ultrapassado em muito essa marcha.

Tecendo considerações sobre as religiões, afirma que não acredita que Deus tenha dado o monopólio da Verdade a qualquer de nós: o Sol quando nasce é para todos. Cada credo e seita acredita, que o Criador tem um interesse particular em seus negócios particulares, e que é preciso manter o senso das proporções nessas coisas. Por outras palavras, religiões diferentes são, apenas maneiras diferentes de falar de Deus.
Dá ainda o exemplo de Nanak Nirakari, que quer dizer "Servo daquele que não tem forma", nasceu numa aldeia próxima de Lahore, Ìndia, no ano de 1469 a.c. Foi reformador e pacificador. Não queria divergências entre hinduístas e maometanos.

Sobre o intelecto refere que os Sábios não precisam apoiar a Verdade com o círculo vicioso da argumentação, que o saber é bom como um passo no caminho da realização do Eu Superior, mas é mau como túmulo no qual encerramos nossa cabeça e nosso coração. E ainda que, nós estamos ocupados no estudo do mundo exterior que esquecemos, amplamente, o estudo do mundo interior.

Sobre conhecer o Eu Superior diz: Conhecer o Eu Superior é conhecer o profundo, inalterável repouso que está no centro do nosso ser. Que o homem deve voltar os olhos para dentro e começar a mais maravilhosa de todas as explorações. Aconselha a que todo o tempo de lazer seja dedicado à exploração do Eu Superior. Em contrário, o que pode acontecer? O Eu Superior fala ao homem na única linguagem que sua mente ensurdecida se preocupa em compreender - a do sofrimento. E usa, como seu instrumento, o destino. Sabe que as verdades que o homem aprende lentamente, através de dias de sangue e lágrimas, são aprendidas para todo o sempre.
As lições podem ter de repetir-se alogumas vezes para fortalecer sua impressão, mas, eventualmente, de tal maneira profunda se inscrevem, que nunca podem ser squecidas. Então, tornam-se mais penetrantes  e mais vitais para nós do que quaisquer outras.
Outro pensamento diz-nos: "Coincidência e casualidade" são palavras que só têm significado para os materialistas cegos, não para o que acordou espiritualmente. Porque há uma rede cobrindo o universo e ligando homens a homens, homens a acontecimentos, e acontecimentos a acontecimentos. As mãos que manejam e guiam essa estranha rede, são, necessáriamente, invisiveis, mas ali estão.   

Estamos todos reagindo à atração gravitacional do Eu Superior, e se o caminho é longo o final é seguro. Porque o homem, o homem real, o Eu Superior, é verdadeiramente feito à imagem de Deus, conforme diz a frase bíblica, e as qualidades divinas que ele possui nunca podem ser destruídas.

Esse eu cintilante é a essência final, o principio doador de vida, dentro de nós. Sua separação do corpo significa morte. Mas, porque ele é o verdadeiro coração do homem, e inseparável dele, não precisa temer. É integralmente sábio, integralmente compassivo, e integralomente belo, porque é o inefável raio de Deus em nós, e é, também imortal. Enquanto Deus viver, nós também viveremos.

E Paul Brunton, termina com o seguinte:
As horas passaram, sem carrilhão e sem registo. Face a face com o Divino Silêncio, recebi a mensagem final de Arunachala.
Era a mensagem esperançosa sobre a bondade eterna e indestrutível do homem. Porque, bem ao centro de seu ser, Deus habita.

PAZ E PROSPERIDADE A TODOS OS SERES DA CRIAÇÃO.

« Última modificação: Julho 19, 2011, 13:54:29 pm por Susana »