Olá, cá estou eu ...

, bem coloquei no fim de cada comentário o Mantra "Om Mani Padme Hum" como cumprimento de despedida, também porque gostei simplesmente da sua vibração, faz-me sentar no universo, agora estou lá, agora estou cá....
O Yogue Ramacharaca em BHAKTI-YOGA também o referencia, dizendo que se deve perguntar ao mestre qual o mais apropriado para si..., no entanto também refere que a pessoa descobre o seu próprio mantra por vibração (não escreveu por estas palavras, mas foi o que senti).
A minha tradução do mantra como o visualizo ouço e sinto:
"PAI ilumina-me com tua luz, faz com que sinta mais..."
"PAI ilumina-me com tua luz, faz com que ouça mais..."
"PAI ilumina-me com tua luz, faz com que veja mais..."
Talvez por pensar desta forma tão egoísta, não é! ilumina-me e não ilumina-nos! Faço-o no fim para que vos ilumine também.
Há! Já me esquecia! Yogue Ramacharaca diz que também basta um "A Paz esteja convosco." Olhando parece uma frase... é simples, no entanto é completa.
Desculpem o textos enormes que se seguem também eles explicativos de outras ideias.
O mantra mais conhecido do buddhismo tibetano é Om Mani Padme Hum (os tibetanos pronunciam Om Mani Peme Hum), associado ao bodhisattva da compaixão, Avalokiteshvara. Nesse mantra, a sílaba Om representa a presença física de todos os buddhas. A palavra Mani, que em sânscrito significa jóia, simboliza a jóia da compaixão de Avalokiteshvara, capaz de realizar todos os desejos. A palavra Padme significa lótus, a bela flor que nasce no lodo; do mesmo modo, devemos superar o lodo das negatividades e desabrochar as qualidades positivas. A sílaba Hum, representando a mente iluminada, encerra o mantra.
ESTORIA"O segundo aspecto de transformação [do estado de confusão para sabedoria ] diz respeito à nossa fala. Apesar de ser fácil de considerar a fala como intangível, que ela simplesmente aparece e desaparece, nós na verdade nos relacionamos com ela como algo real. Pelo fato de nós nos tornamos apegados ao que dizemos e ouvimos é que a fala possui tal poder.
Meras palavras, que não possuem nenhuma realidade derradeira, podem determinar nossa alegria e sofrimento. Nós criamos prazer e dor através de nossa adesão fundamental ao som e à fala.
No contexto Vajrayana, nós recitamos e meditamos em mantras, que são sons iluminados, a fala do Bodhisattva da Compaixão, a união do Som e da Vacuidade. Ele não possui uma realidade intríseca, mas é simplesmente a manifestação do som puro, experienciado simultâneamente com sua Vacuidade. Através do mantra, nós não nos ligamos mais à realidade da fala e do som encontrados na vida, mas o experienciamos como uma essencialidade vazia. Assim a confusão do aspecto da fala é transformada em consciência iluminada.
De início, a União do Som e Vacuidade é simplesmente um conceito intelectual do que nossa meditação deveria ser. E ao longo de uma aplicação contínua, ela se torna nossa experiência verdadeira. Aqui, como em qualquer lugar na prática, a atitude é o que importa, como esta estória sobre um mestre no Tibet ilustra:
O mestre tinha dois discípulos que havia se responsabilizado em praticar cem milhões de recitações do mantra de Chenrezi. OM MANI PEME HUNG. Na presença do mestre, eles tomaram o voto de assim fazê-lo, e partiram para completar a prática.
Um dos discípulos era muito diligente, apesar de sua realização não ser tão profunda. Ele se preparou para completar a prática o mais rápido possível e recitar o mantra incessantemente, dia e noite. Depois de longos esforços, ele completou as cem milhões de recitações, em três anos. O outro discípulo era extremamente inteligente, apesar de não ser tão diligente, porque ele certamente não se lançou na prática com o mesmo entusiasmo. Mas quando o seu amigo estava se aproximando do término de seu retiro, o segundo discípulo, que não havia recitado muitos mantras, foi para o topo de uma colina. Lá ele se sentou e começou a meditar que todos os seres por todo o universo haviam se transformado em Chenrezi. Ele meditou que o som do mantra não estava somente sendo pronunciado das bocas de todos os seres, mas que cada átomo no universo estava vibrando com ele, e em poucos dias ele recitou o mantra neste estado de samadhi.
Quando os dois discípulos foram até o mestre para indicar que havia terminado a prática, ele disse: "Oh, vocês fizeram muito bem. Você foi muito diligente, e VOCÊ foi muito esperto. Ambos completaram as ce milhões de recitações do mantra. Assim, pela mudança de nossa atitude e desenvolvimento de nossa compreensão, a prática se torna muito mais poderosa."
"Grande Fraternidade Branca"
Tradução: Recebemos a jóia da consciência no coração do Lótus. (O Lótus e o chakra).
Significado: Recebemos a jóia da consciência divina, no centro do nosso chakra da coroa.
Avalokitesvara alcançou tão elevado grau de espiritualidade, como se tivesse subido a mais alta montanha. Destas alturas, estava para partir a planos ainda mais elevados, e distantes da terra, quando ouviu um gemido que vinha do inconsciente colectivo da humanidade.
O lamento por sua partida. Seu coração encheu-se de compaixão e Avalokitesvara prometeu ficar neste planeta trabalhando e servindo para evolução da humanidade.
A primeira vez que li o texto acima cairam-me as lágrimas... até parece que senti a sua compaixão por nós...
Bem continuando...
Este juramento bodhisatva, e feito por todos os Mestres que servem a Luz da Grande Fraternidade Branca.
Eles deixam de seguir a sua evolução em planos superiores, para servir a Luz de seus irmãos ainda encarnados.
Ao recitarmos o Mani Mantra, estamos penetrando a mesma roda metafísica que os Mestres Ascensos e não Ascensos da Grande Fraternidade Branca que estão constantemente empurrando a Roda da Evolução Espiritual da humanidade.
Este mantra tem sua origem na Índia e de lá foi para o Tibet. Os tibetanos não conseguiram entoá-lo da mesma forma, mudando sua pronuncia para: ON MANI PEME HUNG este e o mantra mais utilizado pelos budistas tibetanos.
Qualquer pessoa pode entoá-lo. Estando feliz ou triste, ao entoar o "Mani Mantra", uma espontânea devoção surgirá em nossa mente e o grande caminho será fortemente realizado.
O mantra ON MANI PADME HUM, é fácil de pronunciar e poderoso pois contem a essência de todo o ensinamento.
Muito tem sido escrito sobre este mantra e é impressionante que apenas seis sílabas possam atrair tanto comentário importante.
De acordo com Dalai Laina, o propósito de recitar este mantra e transformar o corpo impuro de suas palavras e mente, no puro e louvado corpo, palavra e mente de um Buda.
O som de cada sílaba é visto como tendo uma forma paralela espiritual.
Fazer o som de cada sílaba portanto, é alinhar a si mesmo com aquela qualidade espiritual particular e para se identificar com isto.
Existe também um grande número de outros benefícios que resultam da repetição deste mantra, incluindo a produção do mérito e destruição do carma negativo. OM — A primeira sílaba, recitá-la o abençoa para atingir a perfeição na pratica da generosidade.
MA — Ajuda a aperfeiçoar a pratica da ética pura.
NI— Ajuda a atingir a perfeição na pratica da tolerância e paciência.
PAD — Ajuda a conquistar a perfeição na prática da perseverança.
ME — Ajuda a conquistar a perfeição na prática da concentração.
HUM — Ajuda na conquista da perfeição na prática da sabedoria.
A senda das seis perfeições e a senda de todos os budas. Cada uma das seis sílabas elimina um dos venenos da consciência humana.OM — Dissolve o orgulho
MA — Liberta do ciúme e da luxúria.
NIÏ — Consome a paixão e os desejos
PAD — Elimina a estupidez e danos.
ME — Liberta da pobreza e pocessividade.
HUM — Consome a agressão e o ódio.
Os mantras são frequentemente, os nomes dos budas, bodhisattvas ou mestres e que o compuseram. Os mantras são investidos com um infalível poder de acção, de forma que a repetição do nome da deidade, transmite as qualidades de sua mente. O nome é idêntico a deidade ou essência da deidade que o compôs e com ele presenteia a humanidade dando a seus irmãos a essência de tudo aquilo que ele atingiu em muitas vidas de esforço e sagrado oficio. Dando o glorioso resultado de seu momento de sabedoria.
Ao recitar este mantra, o meditante também pode conseguir as qualidades do Chenrezig, o bodhisatva da compaixão, conhecido na tradição Mahavana como Avalokitesvara.
O mantra OM Mani PADme HUM, chamado de mani mantra, levanta algumas traduções misteriosas. Diz a tradição que este mantra significa o nome Chenrezig. Contudo, Chenrezig não tem nome, mas ele ê designado por nomes. Estes nomes são a taça para a compaixão a bênção e a força que ele derrama.
Portanto este ê apenas um dos nomes de Chenrezig, MANI PADME, colocado entre as duas sílabas sagradas OM e HUM.
Parece-nos que Chentezig, Avalokitesvara e Kuan Yín são os nomes do mesmo buda da compaixão.OM — Representa o corpo de todos os budas, também o começo de todos os mantras.
MANI — jóia em sânscrito
PADME — Lótus ou chakra
HUM — A mente de todos os budas e frequentemente finalizam os mantras.
MANI — Refere-se á jóia que Chenrezig segura no centro de suas duas mãos.
PADNIE — Refere-se ao lótus que ele segura na sua segunda mão esquerda.
Dizendo MANI PADME estamos nominando Chenrezig através de seus atributos: "'Aquele que segura a joía e o Lotus"'. Chenrezig ou joía do Lotus são dois nomes para a mesma deidade.
Quando recitamos este mantra, estamos na verdade repetindo o nome de Chenrezig. Este mantra é investido com a bênção e o poder da mente de Chenrezig, sendo que ele mesrno reúne a bênção e a compaixão de todos os budas e bodhisattvas. Desta forma o mantra é imbuído com a capacidade de purificar nossa mente de sua obscuridade. O mantra abre a mente para o amor e compaixão e a conduz ao despertar.
Sendo a deidade e o mantra um em essência, significa que é possível recitar o mantra sem necessariamente trabalhar a visualização. A recitação permanece efectiva.
Cada uma das seis sílabas sagradas retêm um efeito purificador genuíno.OM — Purifica o corpo
MA — Purifica a palavra
Nl — Purífica a mente
PAD — Purifica as emoções
ME — Purifica as condições latentes
HUM — Purifica o véu que encobre o conhecimento
Cada sílaba e ela mesma uma oraçãoOM — É oração dirigida ao corpo dos budas
MA — E oração dirigida à palavra dos budas
NI — É oração dirigida à mente dos budas
PAD — É oração dirigida às qualidades dos budas
ME — É oração dirigida à actividades dos budas
HUM — Reúne a graça (bênção] do corpo, palavra, mente, qualidade e actividade dos budas.
Estas seis sílabas correspondem à transcendental perfeição dos budas secretos.OM — Ratnasambhava, Buda que nos inunda com sua sabedoria de igualdade e nos liberta do orgulho espiritual, intelectual e humano
MA — Amogasidhi, Buda que nos inunda com sua sabedoria que a tudo realiza, a sabedoria da acção perfeita e liberta-nos do veneno da inveja e do ciume.
NI— Vajrasattva, Buda nos inunda com a sabedoria da vontade diamantina de Deus. Consome em nós o veneno do medo, da duvida e da descrença em Deus, o único Guru.
PAD — Vairochana, Buda que nos inunda com a sabedoria penetrante do dharmakaya, a poderosa Presença Eu Sou. Consumindo em nós o veneno da ignorância.
ME — Amithaba, Buda que nos inunda com a sabedoria da discriminação e consome em nós os venenos das paixões : Todos os desejos intensos, cobiça, avareza e luxúria.
HUM — Akshobhya, Buda que nos inunda com a sabedoria que se reflecte como num espelho e consome em nós os venenos de raiva, ódio e criações de ódio.
As seis silabas sagadas OM MANI PADME HUM são a essência das cinco famílias de budas secretos. São a fonte para todas as qualidades e profunda alegria. É a senda que conduz a uma elevada existência para a liberdade da alma."
Espero que gostem do mantra como eu.
A PAZ esteja convosco.