A Caminho do Templo

O Caminho do Discípulo / The Disciples Path => Tesouro Espiritual / Spiritual Treasure => Tópico iniciado por: kunti em Novembro 28, 2010, 10:52:22 am

Título: OSHO
Enviado por: kunti em Novembro 28, 2010, 10:52:22 am

ACEITE-SE OU SOFRA

Osho


"No momento em que você se aceita, você se torna aberto, torna-se vulnerável, receptivo. No momento em que você se aceita, não há necessidade de futuro nenhum, porque não há necessidade de melhorar coisa alguma. Então, tudo é bom, tudo é bom como é. No próprio exercício de viver, a vida começa a adquirir um novo colorido, surge uma nova harmonia.
 
Se você aceita a si mesmo, esse é começo da aceitação de tudo. Se rejeita a si mesmo, você está basicamente rejeitando o universo; se rejeita a si mesmo, você está rejeitando a vida. Se aceita a si mesmo, você aceitou a vida; então, não há mais nada a fazer além de sentir prazer, celebrar. Não há do que se queixar, não há ressentimentos; você se sente grato. Então, a vida é boa e a morte é boa; então, a alegria é boa e a tristeza é boa; então, estar com a pessoa amada é bom e estar sozinho é bom. Então, tudo o que acontece é bom, porque acontece a partir do todo.
 
Mas você foi condicionado, ao longo de séculos, a não aceitar a si mesmo.
Todas as culturas do mundo foram envenenadas pela mente humana, porque todas elas dependem de uma coisa: melhorar a si mesmo. Todas despertaram ansiedade em você ansiedade é o estado de tensão entre o que você é e o que deveria ser. As pessoas tendem a permanecer ansiosas se houver um "deve" na vida. Se há um ideal que tem de ser atingido, como você pode ficar relaxado? Como pode ficar em casa? E impossível viver qualquer coisa totalmente, porque a mente anseia pelo futuro. E esse futuro nunca vem ele não pode vir.
 
Pela própria natureza do seu desejo, é impossível quando ele vem, você começa a imaginar outras coisas, você começa a desejar outras coisas. Você pode sempre imaginar uma situação melhor. E você pode sempre ficar na ansiedade, tenso, preocupado é assim que a humanidade tem vivido por séculos.
Apenas raramente, de vez em quando, um homem escapa da armadilha.
 
Esse homem é chamado de Buda, de Cristo.
 
O homem desperto é aquele que conseguiu sair da armadilha da sociedade, que viu que essa armadilha não passa de um absurdo. Você não pode melhorar a si mesmo. E eu não estou dizendo que a melhora não aconteça; lembre-se mas você não pode melhorar a si mesmo. Quando pára de se melhorar, a vida melhora você.
Nesse relaxamento, nessa aceitação, a vida começa a cuidar de você, a vida começa a fluir através de você.
 
E quando você não tem nenhum ressentimento, nenhuma queixa, você desabrocha, você floresce.
 
Portanto, eu gostaria de lhe dizer: aceite a si mesmo como você é.
 
E essa é a coisa mais difícil do mundo, porque vai contra o seu treinamento, a sua educação, a sua cultura. Desde o início da vida lhe disseram como você deveria ser. Ninguém nunca lhe disse que você é bom assim como é; eles sempre puseram programas na sua mente. Você foi programado pelos pais, pelos padres, pelos políticos, pelos professores você foi programado para apenas uma coisa: simplesmente continuar se aprimorando. Aonde quer que você vá, vai correndo atrás de alguma coisa. Você nunca descansa. Trabalha até a morte.
 
O meu ensinamento é simples: não adie a vida.
Não espere pelo amanhã, pois ele nunca vem.
Viva o dia de hoje!
 
Jesus disse aos seus discípulos: "Olhai para os lírios do campo, como crescem; eles não trabalham, nem fiam contudo eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles."
Qual é a beleza das humildes flores?
Sua beleza está na total aceitação.
Elas não têm um programa em seu ser para melhorar.
Elas estão aqui e agora dançando ao vento, tomando banho de sol, conversando com as nuvens, dormindo no calor da tarde, flertando com as borboletas... desfrutando, sendo, amando, sendo amadas.
 
E toda a vida começa a despejar a sua energia dentro de você quando você está aberto. Então as árvores são mais verdes do que lhe parecem ser agora; então o sol é mais brilhante do que lhe parece ser agora; então tudo torna-se psicodélico, colorido. Do contrário, tudo perde a graça, torna-se insípido, melancólico e sem brilho.
 
Aceite-se essa é a oração.
Aceite-se essa é a gratidão.
Relaxe internamente é dessa maneira que Deus queria que você fosse.
 
Ele não queria que você fosse de outro jeito; do contrário, teria feito você diferente. Ele fez você como você e como ninguém mais. Tentar se aprimorar é basicamente tentar aprimorar a Deus o que é uma idiotice, e você vai ficar cada vez mais louco nessa tentativa. Não vai chegar a lugar nenhum; simplesmente terá perdido uma grande oportunidade.
 
Deixe que essa seja a sua cor a aceitação.
Deixe que essa seja a sua característica a aceitação, a completa aceitação.
 
E então você ficará surpreso: a vida está sempre pronta a derramar as suas bênçãos sobre você.
 
A vida não é sovina; a vida sempre dá em abundância mas não podemos receber essa abundância porque não sentimos que merecemos recebê-la.
É por isso que as pessoas se apegam às desgraças elas se acomodam à sua programação.
 
As pessoas continuam se punindo de mil e uma maneiras sutis.
Por quê?
Porque isso se encaixa no seu programa.
Se você não é como deveria ser, terá de se punir, terá de criar sofrimentos para si mesmo. É por isso que as pessoas se sentem bem quando são sofredoras.
Deixe-me dizer uma coisa: as pessoas ficam contentes quando são sofredoras; elas se tornam muito, mas muito inquietas quando estão felizes. Isso foi o que observei em milhares e milhares de pessoas: quando elas são infelizes, tudo está como deveria ser. Elas aceitam a situação essa situação de infelicidade se enquadra no condicionamento, na mente delas. Elas sabem o quanto são horríveis, elas sabem que são pecadoras.
 
Disseram-lhe que você nasceu no pecado.
Que estupidez!
Que absurdo!
O homem não nasce no pecado, mas na inocência.
 
Nunca houve nenhum pecado original, a única coisa que houve foi a inocência original. Toda criança nasce na inocência. Nós fazemos com que se sinta culpada começamos a dizer: "Assim não pode ser. Você deve ser deste modo."
E a criança é natural e inocente.
 
Nós a castigamos por ser natural e inocente e a recompensamos por ser artificial e esperta. Nós a recompensamos por ser falsa todas as nossas recompensas são para as pessoas falsas. Se alguém é inocente, não lhe damos nenhuma recompensa; não temos nenhuma consideração para com essa pessoa, não temos nenhum respeito por ela. O inocente é condenado, o inocente é considerado quase como um sinônimo de criminoso. O inocente é considerado tolo, o esperto é considerado inteligente. O falso é aceito o falso se encaixa na sociedade falsa.
 
Então, toda a sua vida não passa de um esforço para criar cada vez mais punições para si mesmo. E tudo o que você faz é errado; então você tem de se punir por todas as alegrias. Até mesmo quando a alegria vem a despeito de você mesmo, lembre-se, quando a alegria vem a despeito de você, quando às vezes Deus simplesmente se choca contra você e você não pode evitá-lo imediatamente você começa a se punir.
 
Algo deu errado como isso pôde acontecer a uma pessoa horrível como você?
 
Na noite passada, um homem me perguntou:
"Osho, o senhor fala sobre o amor, o senhor fala de dar o seu amor. Mas o que eu tenho para dar a todo mundo?"
Ele quis saber:
"O que eu tenho para oferecer à minha amada?"
Essa é a idéia secreta de todo mundo: "Eu não tenho nada."
 
O que você não tem?
Ninguém lhe disse que você tem todas as belezas de todas as flores porque o homem é a mais bela flor desta terra, o ser mais evoluído.
Nenhum pássaro pode cantar a canção que você é capaz de cantar o canto dos pássaros não passa de ruídos, embora ainda assim seja lindo porque vem da inocência. Você pode cantar canções muito melhores, de maior importância, com muito mais significados.
Mas você pergunta: "O que eu tenho?"
As árvores são verdes, belas; as estrelas são belas e os rios são belosmas você já viu algo mais belo do que o rosto humano?
Você já se deparou com algo mais belo do que os olhos humanos?
Em toda a terra, não existe nada mais delicado que os olhos humanos nenhuma rosa pode competir com eles, nenhum lótus pode competir.
E que profundidade!
Mas você quer saber: "O que eu tenho para oferecer no amor?"
Você deve ter vivido uma vida de condenação de si mesmo;
você deve ter-se depreciado, sobrecarregando-se de culpas.
Na verdade, quando alguém o ama, você fica um tanto surpreso.
"Quem... eu? Uma pessoa me ama?"
 
A idéia surge na sua mente:
"É porque ela não me conhece. É isso. Se vier a me conhecer, se me observar melhor, ela nunca me amará."
 
E assim os amantes começam a se esconder uns dos outros.
 
Eles guardam muitos segredos, não abrem os seus segredos porque têm medo de que, no momento em que abrirem o coração, o amor irá desaparecer porque não conseguem se amar, como podem imaginar que alguém os ama?
 
O amor começa com o amor por si mesmo.
 
Não seja egoísta, mas satisfeito consigo mesmo e essas são duas coisas diferentes. Não seja um Narciso, não seja obcecado por si mesmo mas o amor por si mesmo é um dever, um fenômeno básico. Apenas quando parte desse pressuposto é que você pode amar alguém.
 
Aceite a si mesmo, ame a si mesmo; você é uma criação de Deus.
A assinatura de Deus está em você e você é especial, único.
 
Ninguém mais nunca foi como você e ninguém mais jamais será como você é simplesmente único, incomparável. Aceite isso, ame isso, celebre isso na própria celebração você vai começar a ver a singularidade dos outros, a incomparável beleza dos outros.
 
O amor só é possível quando existe uma profunda aceitação de si mesmo, do outro, do mundo. A aceitação cria um ambiente em que o amor prospera, o solo em que o amor viceja."

Osho
"Intimidade - como confiar em si mesmo e nos outros"
Ed. cultrix
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Dezembro 08, 2010, 20:11:43 pm
Silêncio
O silêncio não faz de um tolo um mestre.
 Essa é uma estranha afirmação de um buda, porque o silêncio tem sido sempre
muitíssimo louvado ; mas Buda diz a verdade como ela é.
Ele não se importa com a tradição.
Na Índia, o silêncio tem sido uma das qualidades mais louvadas, durante séculos.
O monje jaina é chamado de muni – muni quer dizer “o silencioso”.
Todo o seu esforço é para ficar calado, cada vez mais calado.
Mas Buda diz : “ Mas não seja tolo, só o silêncio não vai adiantar ”.
Ele pode ajudá-lo a manter sua tolice para si mesmo, mas a tolice irá se acumulando e,
 mais cedo ou mais tarde, ela será excessiva.
 Ela acabará transbordando e é melhor deixá-la sair em pequenas doses todos os dias,
em vez de acumulá-la e depois vê-la causar uma enchente.
 É isso que também tenho observado.
As pessoas que ficam caladas por muito tempo tornam-se muito burras,
porque seu silêncio é somente na superfície.
Lá no fundo, há agitação. Lá no fundo, elas são as mesmas pessoas, com ambição,
 ciúme, inveja, ódio, violência – inconscientes, com todas as espécies de desejos.
Talvez agora elas sejam desejosas de outro mundo, ambicionem o outro mundo,
pensado mais em paraíso do que neste mundo e na terra.
Mas é a mesma coisa, projetada numa tela maior, projetada na eternidade.
Na verdade, a ambição cresceu milhares de vezes. Primeiramente, era por pequenas coisas :
dinheiro , poder , prestígio . Agora é por Deus, pelo samadhi, pelo nirvana.
Ela ficou mais condensada e mais perigosa. Então, o que é preciso fazer?
Se o silêncio não pode fazer de um tolo um mestre, então o que pode fazer de
uma pessoa um mestre? Consciência.
E o milagre é que, se você se torna consciente, o silêncio te persegue como uma sombra.
Mas, nesse caso, o silêncio não é praticado – ele vem por conta própria.
E, quando o silêncio vem por conta própria, ele tem uma tremenda beleza em si.
Ele é vivo, ele tem uma canção no seu âmago mais profundo.
Ele é amoroso, ele é bem-aventurado.
Ele não é vazio; ao contrário: é plenitude. Você fica tão cheio, que pode abençoar
o mundo todo e , ainda assim, sua fontes continuam inesgotáveis ;
você continua dando e não será capaz de esgotar a fonte.
Mas isso acontece por meio da consciência .
Essa é a verdadeira contribuição de Buda – sua ênfase na consciência.
O silêncio se torna secundário , o silêncio se torna uma consequência.
A pessoa não faz do silêncio a meta – a meta é a consciência.
-
 Do Livro : A Descoberta do Buda  –  OSHO  –  pags. 94 e 95 .

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Namastê

   Kunti
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Dezembro 08, 2010, 20:23:47 pm
OSHO

No momento em que você sente que já não está dependente de ninguém ,
uma profunda calma e um profundo silêncio instalam-se em si , anda relaxado .
Isto não significa que tenha deixado de amar . Pelo contrário , pela primeira vez
você conhece uma nova qualidade , uma nova dimensão do amor -
um amor que já não é biológico , um amor que está mais próximo da amizade
do que qualquer outra relação.
È por isso que não estou a usar a palavra amizade ,
porque esse  "barco" afundou muita gente .

OSHO

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  Namastê


  Kunti

.
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Dezembro 11, 2010, 00:06:40 am
El hombre iluminado es el extraño más grande el mundo.
Parece como si no perteneciese a nadie.
Ninguna organización lo puede confinar ninguna comunidad, ninguna sociedad, ninguna nación.

OSHO
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Dezembro 30, 2010, 19:58:06 pm
O Zen, ou a meditação, é o método que te ajudará a atravessar
a noite escura da alma, equilibrado, disciplinado, alerta.
O amanhecer não está distante, porém antes que possas alcançá-lo,
a negra noite deve ser atravessada.
E quanto mais o amanhecer se aproxima ,
a noite se faz ainda mais escura.


 OSHO
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Janeiro 03, 2011, 23:43:52 pm

 Estar vivo significa ter uma dança em seu coração.

 Estar vivo significa ter cada fibra de seu ser cheia de música celestial.

 Estar vivo significa experimentar o fluxo eterno da força da vida dentro de suas veias .


           - OSHO

Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Janeiro 05, 2011, 23:24:13 pm
        ALÉM DA LINGUAGEM -

        Osho


Tudo o que é grandioso está além da linguagem.
Quando existe muito a dizer, é sempre difícil dizê-lo.
Somente pequenas coisas podem ser ditas, somente trivialidades podem ser ditas,
somente o mundano pode ser dito.
Sempre que você sente algo transbordante, é impossível dizê-lo,
porque as palavras são muito estreitas para conter algo essencial.
Palavras são utilitárias, boas para o dia-a-dia, para as atividades mundanas.
Elas começam a ficar limitadas quando você se move além da vida comum.
No amor não são úteis, na prece se tornam completamente inadequadas.
Tudo o que é grandioso está além da linguagem, e, quando você descobre que nada
pode ser expresso, então você chegou, então a vida está repleta de grande beleza,
de grande amor, de grande deleite, de grande celebração.

Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Janeiro 06, 2011, 00:00:34 am


Este é um momento de profundo desapego.
Permite qualquer dor, angústia ou dificuldade para estar ali, aceitando esta viabilidade.
 É muito mais parecido com a experiência do Buda Gautama quando, após anos de busca,
ele finalmente desistiu, sabendo que não havia mais nada que pudesse fazer.
Nessa mesma noite se iluminou.
A transformação ...vem como a morte, no seu próprio tempo.
E, como a morte, vai levá-lo de uma dimensão para outra .


 - OSHO
Título: Re: OSHO
Enviado por: ajce1962 em Janeiro 07, 2011, 17:18:55 pm
"A atenção dos outros é necessária. Você atrai a atenção dos outros de milhões de maneiras; veste-se de um certo jeito, tenta parecer bonito, comporta-se bem, torna-se muito educado, transforma-se. Quando você sente o tipo de situação que está ocorrendo, você imediatamente se transforma para que as pessoas lhe deem atenção.

Esta é uma forma profunda de mendicância. Um verdadeiro mendigo é aquele que pede e exige atenção. Um verdadeiro imperador é aquele que vive em sua interioridade; ele tem um centro próprio, não depende de mais ninguém." (OSHO)


Felicidades a todo mundo!!

Olá, amigo Kunti!!
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Janeiro 21, 2011, 12:36:36 pm



        Há dois tipos de nascimento.

Um, através dos outros — do pai , da mãe — , é o nascimento físico.
O outro nascimento você dá a si mesmo; você tem de nascer de si mesmo;
tem de se tornar o ventre, o pai, a mãe e a criança.

Morrer como passado e nascer como futuro.
Você tem de gerar a si próprio.

    OSHO
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          Meditemos  !



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Namastê


    Kunti
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Janeiro 24, 2011, 00:52:02 am
                        "Ego, o falso centro"

“O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.
 Uma criança nasce sem qualquer conhecimento, sem qualquer consciência de seu próprio eu.
 E, quando uma criança nasce, a primeira coisa daqual ela se torna consciente não é ela mesma;
a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro.
Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros,
os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior.
Todos   esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.

Nascimento significa vir a esse mundo: o mundo exterior. Assim, quando uma criança nasce,
ela nasce nesse mundo. Ela abre os olhos e vê os outros. O outro significa o tu.

Ela primeiro se torna consciente da mãe.
Então, pouco a pouco, ela se torna consciente de seu próprio corpo.
Esse também é o ‘outro’, também pertence ao mundo. Ela está com fome e passa a sentir o corpo; ´
quando sua necessidade é satisfeita, ela esquece o corpo.
É dessa maneira que a criança cresce.
 
Primeiro ela se torna consciente do você, do tu, do outro, e então, pouco a pouco,
contrastando com você, com tu, ela se torna consciente de si mesma.
Essa consciência é uma consciência refletida. Ela não está consciente de quem ela é.
 Ela está simplesmente consciente da mãe e do que ela pensa a seu respeito.
Se a mãe sorri, se a mãe aprecia a criança, se diz ‘você é bonita’, se ela a abraça e a beija,
a criança sente-se bem a respeito de si mesma. Assim, um ego começa a nascer.
 
Através da apreciação, do amor, do cuidado, ela sente que é ela boa, ela sente que tem valor,
ela sente que tem importância. Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido.
Ele não é ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente sabe o que
os outros pensam a seu respeito.
 
E esse é o ego: o reflexo, aquilo que os outros pensam.
Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia, se ninguém lhe sorri,
então também, um ego nasce – um ego doente, triste, rejeitado, como uma ferida,
sentindo-se inferior, sem valor. Isso também é ego. Isso também é um reflexo.
 
Primeiro a mãe. A mãe, no início, significa o mundo. Depois os outros se juntarão à mãe,
e o mundo irá crescendo. E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna,
porque muitas opiniões dos outros são refletidas.
 
O ego é um fenômeno cumulativo, um subproduto do viver com os outros.
Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego.
Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal.
Isso não significa que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não.
 
O verdadeiro só pode ser conhecido através do falso, portanto, o ego é uma necessidade.
Temos que passar por ele. Ele é uma disciplina. O verdadeiro só pode ser conhecido
através da ilusão.
 Você não pode conhecer a verdade diretamente. Primeiro você tem que conhecer
aquilo que não é verdadeiro. Primeiro você tem que encontrar o falso.
Através desse encontro, você se torna capaz de conhecer a verdade.
Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você.
 
O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social.
A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você, mas tudo aquilo que o rodeia.
Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem.
Você irá à escola e o professor refletirá quem você é.
Você fará amizade com as outras crianças e elas refletirão quem você é. Pouco a pouco,
todos estarão adicionando algo ao seu ego, e todos estarão tentando modificá-lo,
de modo que você não se torne um problema para a sociedade
 Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade.
 A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser.
Eles não estão interessados no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo.
Interessa-lhes que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade.
Você deveria ajustar-se ao padrão.
 
Assim, estão interessados em dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade.
Ensinam-lhe a moralidade. Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajuste à sociedade.
Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro…
 
Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade.
Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda. Se a sociedade estiver em paz,
existe uma moralidade diferente. A moralidade é uma política social. É diplomacia.
E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade; e isso é tudo,
porque a sociedade está interessada em membros eficientes.
A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar ao autoconhecimento.
 
A sociedade cria um ego porque o ego pode ser controlado e manipulado.
O eu nunca pode ser controlado e manipulado. Nunca se ouviu dizer que a sociedade
estivesse controlando o eu – não é possível.

E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente de seu próprio centro.
 A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica convencida de que
esse é o seu centro, o ego dado pela sociedade.
 
Uma criança volta para casa. Se ela foi o primeiro lugar de sua sala, a família inteira fica feliz.
Você a abraça e beija; você a coloca sobre os ombros e começa a dançar e diz ‘que linda criança!
Você é um motivo de orgulho para nós’. Você está dando um ego para ela, um ego sutil.
E se a criança chega em casa abatida, fracassada, foi um fiasco na sala – ela não passou
de ano ou tirou o último lugar, então ninguém a aprecia e a criança se sente rejeitada.
Ela tentará com mais afincona próxima vez, porque o centro se sente abalado.

O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie.
E é por isso que você está continuamente pedindo atenção. Você obtém dos outros
a idéia de quem você é. Não é uma experiência direta.
 
É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro.
Mas esse centro é falso, enquanto que o centro verdadeiro está dentro de você.
O centro verdadeiro não é da conta de ninguém. Ninguém o modela.
Você vem com ele. Você nasce com ele.

Assim, você tem dois centros. Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência.
Esse é o eu. E o outro centro, que é criado pela sociedade – o ego.
 Esse é algo falso – é um grande truque. Através do ego a sociedade está controlando você.
Você tem que se comportar de certa maneira, porque somente assim a sociedade irá apreciá-lo.
Você tem que caminhar de certa maneira; você tem que rir de certa maneira;
você tem que seguir determinadas condutas, uma moralidade, um código.
Somente assim a sociedade o apreciará, e seela não o fizer, o seu ego ficará abalado.
E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está você, já não sabe quem você é.

Os outros lhe deram a idéia. E essa idéia é o ego. Tente entendê-lo o mais profundamente possível,
porque ele tem que ser jogado fora. E a não ser que você o jogue fora, nunca será capaz
de alcançar o eu. Por estar viciado no falso centro, você não pode se mover, não pode
olhar para o eu. E lembre-se: vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego
estará se despedaçando, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá
para onde está indo; quando todos os limites se dissolverão.
Você estará simplesmente confuso, um caos.
 
Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim.
Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro. E se você for ousado,
o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego, e novamente começar a ajeitá-lo,
então, o período pode ser muito, muito longo; muitas vidas podem ser desperdiçadas…
 
Até mesmo o fato de ser infeliz lhe dá a sensação de “eu sou”. Afastando-se do que é conhecido,
 o medo toma conta; você começa sentir medo da escuridão e do caos –
 porque a sociedade conseguiu clarear uma pequena parte de seu ser…
 É o mesmo que penetrar numa floresta.  Você faz uma pequena clareira,
 você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado,
você faz uma pequena cabana; você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem.
Além de sua cerca – a floresta, a selva. Mas aqui dentro tudo está bem: você planejou tudo.
 
Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência.
Ela limpou apenas uma pequena parte completamente e cercou-a. Tudo está bem ali.
Todas as suas universidades estão fazendo isso. Toda a cultura e todo o condicionamento
visam apenas limpar uma parte, para que ali você possa se sentir em casa.

E então você passa a sentir medo. Além da cerca existe perigo. Além da cerca, você é tal
como você é dentro da cerca – e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo
de todo o seu ser. Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos,
em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto.

Precisamos ser ousados, corajosos. Precisamos dar um passo para o desconhecido.
Por certo tempo todos os limite ficarão perdidos. Por certo tempo você vai se sentir atordoado.
Por certo tempo, você vai se sentir muito amedrontado e abalado,
como se tivesse havido um terremoto.
 
Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego,
mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você,
um centro que você tem carregado por muitas vidas. Esse centro é a sua alma, o eu.
 
Uma vez que você se aproxime dele tudo muda, tudo volta a se assentar novamente.
Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade. Agora, tudo se torna um cosmos
e não um caos. Nasce uma nova ordem. Mas essa não é a ordem da sociedade –
essa é a própria ordem da existência.

É o que Buda chama de Dhamma, Lao Tzu chama de Tao, Heráclito chama de Logos.
Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência. Então, de repente tudo volta a ficar belo,
e pela primeira vez, realmente belo, porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas.
No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo. Você pode enfeitá-las,
mas elas nunca podem ser belas…
 
O ego tem uma certa qualidade: a de que ele está morto. Ele é de plástico. E é muito fácil obtê-lo,
porque os outros o dão a você. Você não precisa procurar por ele; a busca não é necessária.
Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido, você ainda não
terá se tornado um indivíduo. Você é simplesmente mais um na multidão. Você é apenas uma turba.
Se você não tem um centro autêntico, como pode ser um indivíduo?
O ego não é individual. O ego é um fenômeno social – ele é a sociedade, não é você.
 Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade. E se você ficar satisfeito com ele,
você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu. E por isso você é tão infeliz.
Como você pode ser feliz com uma vida de plástico? Como você pode estar em êxtase
ser bem-aventurado com uma vida falsa? E esse ego cria muitos tormentos. O ego é o inferno.
 Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar, e você descobrirá que,
 em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento. E o ego segue encontrando motivos para sofrer…

E assim as pessoas se tornam dependentes, umas das outras. É uma profunda escravidão.
O ego tem que ser um escravo. Ele depende dos outros. E somente uma pessoa que não
tenha ego é, pela primeira vez, um mestre; ele deixa de ser um escravo.
 
Tente entender isso. E comece a procurar o ego – não nos outros, isso não é da sua conta,
mas em você. Toda vez que se sentir infeliz, imediatamente feche os olhos e tente descobrir
de onde a infelicidade está vindo, e você sempre descobrirá que o falso centro
entrou em choque com alguém.
 
Você esperava algo e isso não aconteceu. Você espera algo e justamente o contrário aconteceu –
seu ego fica estremecido, você fica infeliz. Simplesmente olhe, sempre que estiver infeliz,
tente descobrir a razão.
 
As causas não estão fora de você. A causa básica está dentro de você –
mas você sempre olha para fora, você sempre pergunta: ‘Quem está me tornando infeliz?’
 ‘Quem está causando a minha raiva?’ ‘Quem está causando a minha angústia?’
 
Se você olhar para fora, você não perceberá. Simplesmente feche os olhos e sempre olhe para dentro.
A origem de toda a infelicidade, da raiva e da angústia, está oculta dentro de você, é o seu ego.
 
E se você encontrar a origem será fácil ir além dela. Se você puder ver que é o seu próprio ego
que lhe causa problemas, você vai preferir abandoná-lo – porque ninguém é capaz de carregar
a origem da infelicidade, uma vez que a tenha entendido.
 
Mas lembre-se, não há necessidade de abandonar o ego. Você não o pode abandonar.
E se você tentar abandoná-lo, simplesmente estará conseguindo um outro ego mais sutil, que diz:
‘tornei-me humilde’…
 
Todo o caminho em direção ao divino, ao supremo, tem que passar através desse território do ego. 
O falso tem que ser entendido como falso. A origem da miséria tem que ser entendida
como a origem da miséria – então ela simplesmente desaparece. Quando você sabe
que ele é o veneno, ele desaparece. Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece.
Quando você sabe que esse é o inferno, ele desaparece.
 
E então você nunca diz: ‘eu abandonei o ego’. Você simplesmente irá rir de toda essa história,
dessa piada, pois você era o criador de toda essa infelicidade…

É difícil ver o próprio ego. É muito fácil ver o ego nos outros. Mas esse não é o ponto,
você não os pode ajudar. Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente o observe.
Não tenha pressa em abandoná-lo, simplesmente o observe. Quanto mais você observa,
mais capaz você se torna. De repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu.
 E quando ele desaparece por si mesmo, somente então ele realmente desaparece.
Porque não existe outra maneira. Você não pode abandoná-lo antes do tempo.
Ele cai exatamente como uma folha seca.
Quando você tiver amadurecido através da compreensão, da consciência, e tiver sentido
com totalidade que o ego é a causa de toda a sua infelicidade, um dia você simplesmente v
ê a folha seca caindo… e então o verdadeiro centro surge.
 
E esse centro verdadeiro é a alma, o eu, o deus, a verdade, ou como quiser chamá-lo.
“Você pode lhe dar qualquer nome, aquele que preferir.”

 
          OSHO


      Além das Fronteiras da Mente.
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Março 25, 2011, 21:44:29 pm

RESPONSABILIDADE
 
 

A infelicidade não tem causa externa; a causa é interna.
Você insiste em atirar a responsabilidade para fora de si mesmo,
mas isso é apenas uma desculpa.

Sim, a infelicidade é desencadeada de fora, mas o exterior não a cria.
 Quando alguém o insulta, o insulto vem de fora, mas a raiva está dentro de você.

 A raiva não é causada pelo insulto, não é o efeito do insulto.

Se não houvesse a energia da raiva em você, o insulto permaneceria impotente.
Ele teria simplesmente passado, é você não teria se perturbado por ele.
Causas não existem fora da consciência humana, elas existem dentro de você.

 Você é a causa da sua vida, e entender isso é entender uma das verdades mais básicas,
entender isso é começar uma jornada de transformação.
 

(Osho)
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Abril 30, 2011, 23:38:56 pm
Assunto: OSHO


• OSHO: O EGO 19 de dezembro, 2010
Um texto muito bom de Osho, ser que atingiu a iluminação aos 21 anos.
Se você busca eliminar aquele que é o último apego, o último desejo,
enfim, o eu inferior, então leia até o fim:
 
EGO, O FALSO CENTRO
O primeiro ponto a ser compreendido é o ego.

 Uma criança nasce sem qualquer conhecimento,
sem qualquer consciência de seu próprio eu.
E quando uma criança nasce, a primeira coisa da qual ela se torna consciente
não é ela mesma; a primeira coisa da qual ela se torna consciente é o outro.
Isso é natural, porque os olhos se abrem para fora, as mãos tocam os outros,
os ouvidos escutam os outros, a língua saboreia a comida e o nariz cheira o exterior.
Todos esses sentidos abrem-se para fora. O nascimento é isso.
Nascimento significa vir a este mundo, o mundo exterior.
Assim, quando uma criança nasce, ela nasce neste mundo.
Ela abre seus olhos, vê aos outros. O "outro" significa o tu.
Ela primeiro se torna consciente da mãe. Então, pouco a pouco,
ela se torna consciente de seu próprio corpo.
Este também é o outro, também pertence ao mundo.
Ela está com fome e passa a sentir o corpo; quando sua necessidade
é satisfeita, ela esquece o corpo.
 É desta maneira que a criança cresce. Primeiro ela se torna consciente do você,
 do tu, do outro, e então, pouco a pouco, contrastando com você, tu,
ela se torna consciente de si mesma. Essa consciência é uma consciência refletida.
Ela não está consciente de quem ela é. Ela está simplesmente consciente da mãe
e do que esta pensa a seu respeito. Se a mãe sorri, se ela aprecia a criança, se diz:
"Você é bonita", se ela a abraça e a beija, a criança sente-se bem a respeito de si mesma.
Agora um ego está nascendo. Através da apreciação, do amor, do cuidado,
ela sente que é boa, ela sente que tem valor, ela sente que tem importância.
Um centro está nascendo. Mas esse centro é um centro refletido.
Ela não é o ser verdadeiro. A criança não sabe quem ela é; ela simplesmente
sabe o que os outros pensam a seu respeito. E esse é o ego: o reflexo,
aquilo que os outros pensam.
Se ninguém pensa que ela tem alguma utilidade, se ninguém a aprecia,
se ninguém lhe sorri, então, também, um ego nasce - um ego doente, triste,
rejeitado, como uma ferida; sentindo-se inferior, sem valor.
Isso também é o ego. Isso também é um reflexo.
Primeiro a mãe - e mãe, no início, significa o mundo.
Depois os outros se juntarão à mãe, e o mundo irá crescendo.
E quanto mais o mundo cresce, mais complexo o ego se torna, porque
muitas opiniões dos outros são refletidas. O ego é um fenômeno acumulativo,
 um subproduto do viver com os outros.
Se uma criança vive totalmente sozinha, ela nunca chegará a desenvolver um ego.
Mas isso não vai ajudar. Ela permanecerá como um animal. Isso não significa
que ela virá a conhecer o seu verdadeiro eu, não.
O verdadeiro pode ser conhecido somente através do falso,
portanto, o ego é uma necessidade. Temos que passar por ele.
Ela é uma disciplina. O verdadeiro pode ser conhecido somente através da ilusão.
Você não pode conhecer a verdade diretamente.
Primeiro você tem que conhecer aquilo que não é verdadeiro.
Primeiro você tem que encontrar o falso. Através desse encontro,
você se torna capaz de conhecer a verdade.
Se você conhece o falso como falso, a verdade nascerá em você.
O ego é uma necessidade; é uma necessidade social, é um subproduto social.
A sociedade significa tudo o que está ao seu redor, não você,
mas tudo aquilo que o rodeia. Tudo, menos você, é a sociedade. E todos refletem.
 Você irá para a escola e o professor refletirá quem você é.
Você fará amizade com outras crianças e elas refletirão quem você é.
Pouco a pouco, todos estão adicionando algo ao seu ego, e todos estão
tentando modificá-lo, de tal forma que você não se torne um problema para a sociedade.
Eles não estão interessados em você. Eles estão interessados na sociedade.
A sociedade está interessada nela mesma, e é assim que deveria ser.
Ela não está interessada no fato de que você deveria se tornar um conhecedor de si mesmo.
 Interessa-lhe que você se torne uma peça eficiente no mecanismo da sociedade.
Você deveria ajustar-se ao padrão. Assim, estão tentando dar-lhe um ego que se
ajuste à sociedade.
 Ensinam-lhe a moralidade.
Moralidade significa dar-lhe um ego que se ajustará à sociedade.
Se você for imoral, você será sempre um desajustado em um lugar ou outro.
É por isso que colocamos os criminosos nas prisões - não que eles tenham feito
alguma coisa errada, não que ao colocá-los nas prisões iremos melhorá-los, não.
Eles simplesmente não se ajustam. Eles criam problemas.
Eles têm certos tipos de egos que a sociedade não aprova.
Se a sociedade aprova, tudo está bem. Um homem mata alguém - ele é um assassino.
E o mesmo homem, durante a guerra, mata milhares - e torna-se um grande herói.
A sociedade não está preocupada com o homicídio, mas o homicídio
deveria ser praticado para a sociedade - então tudo está bem.
A sociedade não se preocupa com moralidade.
Moralidade significa simplesmente que você deve se ajustar à sociedade.
Se a sociedade estiver em guerra, a moralidade muda.
Se a sociedade estiver em paz, existe uma moralidade diferente.
A moralidade é uma política social. É diplomacia.
E toda criança deve ser educada de tal forma que ela se ajuste à sociedade;
e isso é tudo, porque a sociedade está interessada em membros eficientes.
A sociedade não está interessada no fato de que você deveria chegar
ao autoconhecimento. A sociedade cria um ego porque o ego
 pode ser controlado e manipulado.
O eu nunca pode ser controlado e manipulado.
Nunca se ouviu dizer que a sociedade estivesse controlando o eu - não é possível.
E a criança necessita de um centro; a criança está absolutamente inconsciente
de seu próprio centro. A sociedade lhe dá um centro e a criança pouco a pouco fica
convencida de que este é o seu centro, o ego dado pela sociedade.
Uma criança volta para casa - se ela foi o primeiro aluno de sua classe,
a família inteira fica feliz. Você a abraça e a beija, e você coloca a criança no
colo e começa a dançar e diz: "Que linda criança!
Você é um motivo de orgulho para nós." Você está dando um ego a ela.
Um ego sutil. E se a criança chega em casa abatida, fracassada, um fiasco -
ela não pode passar, ou ela tirou o último lugar -
então ninguém a aprecia e a criança sente-se rejeitada.
Ela tentará com mais afinco na próxima vez, porque o centro se sente abalado.
O ego está sempre abalado, sempre à procura de alimento, de alguém que o aprecie.
É por isso que você está continuamente pedindo atenção.
Ouvi contar: Mulla Nasrudin e sua esposa estavam saindo de uma festa,
e Mulla disse: "Querida, alguma vez alguém já lhe disse que você é fascinante, linda, maravilhosa?"
Sua esposa sentiu-se muito, muito bem, ficou muito feliz.
Ela disse: "Eu me pergunto por que ninguém jamais me disse isso."
Nasrudin disse: "Mas então de onde você tirou essa idéia?"
Você obtém dos outros a idéia de quem você é. Não é uma experiência direta.
É dos outros que você obtém a idéia de quem você é. Eles modelam o seu centro.
Esse centro é falso, porque você contém o seu centro verdadeiro.
Este não é da conta de ninguém. Ninguém o modela, você vem com ele.
Você nasce com ele. Assim, você tem dois centros.
Um centro com o qual você vem, que lhe é dado pela própria existência. Este é o eu.
 E o outro centro, que lhe é dado pela sociedade - o ego. Ele é algo falso - e
é um grande truque. Através do ego a sociedade está controlando você.
Você tem que se comportar de uma certa maneira, porque somente então
a sociedade o aprecia. Você tem que caminhar de uma certa maneira:
você tem que rir de uma certa maneira; você tem que seguir determinadas condutas,
uma moralidade, um código.
Somente então a sociedade o apreciará, e se ela não o fizer, o seu ego ficará abalado.
E quando o ego fica abalado, você já não sabe onde está, quem você é.
Os outros lhe deram a idéia. Essa idéia é o ego.
Tente entendê-lo o mais profundamente possível, porque ele tem que ser jogado fora.
E a menos que você o jogue fora, nunca será capaz de alcançar o eu.
Por estar viciado no centro, você não pode se mover, e você não pode olhar para o eu.
E lembre-se, vai haver um período intermediário, um intervalo, quando o ego
estará despedaçado, quando você não saberá quem você é, quando você não saberá
para onde está indo, quando todos os limites se dissolverão.
Você estará simplesmente confuso, um caos.
Devido a esse caos, você tem medo de perder o ego. Mas tem que ser assim.
Temos que passar através do caos antes de atingir o centro verdadeiro.
E se você for ousado, o período será curto. Se você for medroso e novamente cair no ego,
e novamente começar a ajeitá-lo, então, o período pode ser muito, muito longo;
muitas vidas podem ser desperdiçadas.
Ouvi dizer: Uma criancinha estava visitando seus avós. Ela tinha apenas quatro anos de idade.
De noite, quando a avó a estava fazendo dormir, ela de repente começou a chorar e a gritar:
"Eu quero ir para casa. Estou com medo do escuro." Mas a avó disse:
"Eu sei muito bem que em sua casa você também dorme no escuro;
eu nunca vi a luz acesa: Então por que você está com medo aqui?" O menino disse:
 "Sim, é verdade - mas aquela é a minha escuridão.
Esta escuridão é completamente desconhecida."
Até mesmo com a escuridão você sente: "Esta é minha." Do lado de fora -
uma escuridão desconhecida. Com o ego você sente: "Esta é a minha escuridão."
 Pode ser problemática, pode criar muitos tormentos, mas ainda assim, é minha.
Alguma coisa em que se segurar, alguma coisa em que se agarrar, alguma coisa
sob os pés; você não está em um vácuo, não está em um vazio.
Você pode ser infeliz, mas pelo menos você é. Até mesmo o ser infeliz lhe dá uma
sensação de "eu sou". Afastando-se disso, o medo toma conta; você começa a
sentir medo da escuridão desconhecida e do caos - porque a sociedade
conseguiu clarear uma pequena parte do seu ser...
É o mesmo que penetrar em uma floresta. Você faz uma pequena clareira,
 você limpa um pedaço de terra, você faz um cercado, você faz uma pequena cabana;
você faz um pequeno jardim, um gramado, e você sente-se bem.
Além de sua cerca - a floresta, a selva. Aqui tudo está bem; você planejou tudo.
Foi assim que aconteceu. A sociedade abriu uma pequena clareira em sua consciência.
Ela limpou apenas uma pequena parte completamente e cercou-a.
Tudo está bem ali. Todas as suas universidades estão fazendo isso.
Toda a cultura e todo o condicionamento visam apenas limpar uma parte,
para que você possa se sentir em casa ali. E então você passa a sentir medo.
Além da cerca existe perigo. Além da cerca você é, tal como dentro da cerca você é -
e sua mente consciente é apenas uma parte, um décimo de todo o seu ser.
Nove décimos estão aguardando no escuro. E dentro desses nove décimos,
em algum lugar, o seu centro verdadeiro está oculto.
Precisamos ser ousados, corajosos. Precisamos dar um passo para o desconhecido.
Por um certo tempo, todos os limites ficarão perdidos.
Por um certo tempo, você vai sentir-se atordoado.
Por um certo tempo, você vai sentir-se muito amedrontado e abalado,
como se tivesse havido um terremoto.
Mas se você for corajoso e não voltar para trás, se você não voltar a cair no ego,
mas for sempre em frente, existe um centro oculto dentro de você,
um centro que você tem carregado por muitas vidas.
Esta é a sua alma, o eu.
Uma vez que você se aproxime dele, tudo muda, tudo volta a se assentar novamente.
Mas agora esse assentamento não é feito pela sociedade.
Agora, tudo se torna um cosmos e não um caos; nasce uma nova ordem.
Mas esta não é a ordem da sociedade - é a própria ordem da existência.
É o que Buda chama de Dharma, Lao Tsé chama de Tao, Heráclito chama de Logos.
Não é feita pelo homem. É a própria ordem da existência.
Então, de repente tudo volta a ficar belo, e pela primeira vez, realmente belo,
porque as coisas feitas pelo homem não podem ser belas.
No máximo você pode esconder a feiúra delas, isso é tudo.
Você pode enfeitá-las, mas elas nunca podem ser belas.
A diferença é a mesma que existe entre uma flor verdadeira e uma
flor de plástico ou de papel. O ego é uma flor de plástico, morta.
Não é uma flor, apenas parece com uma flor.
Até mesmo lingüisticamente, chamá-la de flor está errado, porque uma flor é algo que floresce.
E essa coisa de plástico é apenas uma coisa e não um florescer.
Ela está morta. Não há vida nela. Você tem um centro que floresce dentro de você.
Por isso os hindus o chamam de lótus - é um florescer.
Chamam-no de o lótus das mil pétalas. Mil significa infinitas pétalas.
O centro floresce continuamente, nunca para, nunca morre.
Mas você está satisfeito com um ego de plástico.
Existem algumas razões para que você esteja satisfeito.
Com uma coisa morta, existem muitas vantagens.
Uma é que a coisa morta nunca morre. Não pode - nunca esteve viva.
Assim você pode ter flores de plástico, e de certa forma elas são boas.
Elas são permanentes; não são eternas, mas são permanentes.
A flor verdadeira, a flor que está lá fora no jardim, é eterna, mas não é permanente.
E o eterno tem uma maneira própria de ser eterno.
A maneira do eterno é nascer muitas e muitas vezes... e morrer.
Através da morte, o eterno se renova, rejuvenesce.
Para nós, parece que a flor morreu - ela nunca morre.
Ela simplesmente troca de corpo, assim está sempre fresca.
Ela deixa o velho corpo e entra em um novo corpo.
Ela floresce em algum outro lugar, nunca deixa de estar florescendo.
Mas não podemos ver a continuidade porque a continuidade é invisível.
Vemos somente uma flor, outra flor; nunca vemos a continuidade.
Trata-se da mesma flor que floresceu ontem.
Trata-se do mesmo sol, mas em um traje diferente.
O ego tem uma certa qualidade - ele está morto. É de plástico.
E é muito fácil obtê-lo, porque os outros o dão a você.
Você não o precisa procurar; a busca não é necessária para ele.
Por isso, a menos que você se torne um buscador à procura do desconhecido,
você ainda não terá se tornado um indivíduo.
Você é simplesmente uma parte da multidão. Você é apenas uma turba.
Quando você não tem um centro autêntico, como você pode ser um indivíduo?
O ego não é individual. O ego é um fenômeno social - ele é a sociedade, não é você.
Mas ele lhe dá um papel na sociedade, uma posição na sociedade.
E se você ficar satisfeito com ele, você perderá toda a oportunidade de encontrar o eu.
 E por isso você é tão infeliz. Com uma vida de plástico, como você pode ser feliz?
Com uma vida falsa, como você pode ser extático e bem-aventurado?
E esse ego cria muitos tormentos, milhões deles.
Você não pode ver, porque se trata da sua escuridão. Você está em harmonia com ela.
 Você nunca reparou que todos os tipos de tormentos acontecem através do ego?
Ele não o pode tornar abençoado; ele pode somente torná-lo infeliz.
O ego é o inferno.
Sempre que você estiver sofrendo, tente simplesmente observar e analisar,
e você descobrirá que, em algum lugar, o ego é a causa do sofrimento.
 E o ego continua encontrando motivos para sofrer.
Uma vez eu estava hospedado na casa de Mulla Nasrudin.
A esposa estava dizendo coisas muito desagradáveis a respeito
de Mulla Nasrudin, com muita raiva, aspereza, agressividade,
muito violenta, a ponto de explodir.
E Mulla Nasrudin estava apenas sentado em silêncio, ouvindo.
Então, de repente, ela se voltou para ele e disse:
"Então, mais uma vez você está discutindo comigo!" Mulla disse: "
Mas eu não disse uma única palavra! "
A esposa replicou: "Sei disso - mas você está ouvindo muito agressivamente."
Você é um egoísta, como todos são. Alguns são muito grosseiros, evidentes,
e estes não são tão difíceis.
Outros são muito sutis, profundos, e estes são os verdadeiros problemas.
O ego entra em conflito com outros continuamente porque cada ego está
extremamente inseguro de si mesmo. Tem que estar - ele é uma coisa falsa.
 Quando você nada tem nas mãos, mas acredita ter algo, então haverá um problema.
Se alguém disser: "Não há nada", imediatamente começa a briga porque
você também sente que não há nada. O outro o torna consciente desse fato.
O ego é falso, ele não é nada. E você também sabe isso.
Como você pode deixar de saber isso? É impossível! Um ser consciente -
como pode ele deixar de saber que o ego é simplesmente falso ?
E então os outros dizem que não existe nada - e sempre que os outros dizem
não existe nada, eles batem numa ferida, eles dizem uma verdade -
e nada fere tanto quanto a verdade.
Você tem que se defender, porque se você não se defende, se não se torna defensivo,
 onde estará você? Você estará perdido. A identidade estará rompida.
Assim, você tem que se defender e lutar - este é o conflito.
Um homem que alcança o eu nunca se encontra em conflito algum.
Outros podem vir e entrar em choque com ele, mas ele nunca está em conflito com ninguém.
 Aconteceu de um mestre Zen estar passando por uma rua.
Um homem veio correndo e o golpeou duramente. O mestre caiu.
Logo se levantou e voltou a caminhar na mesma direção na qual estava indo antes,
sem nem ao menos olhar para trás. Um discípulo estava com o mestre.
Ele ficou simplesmente chocado. Ele disse: "Quem é esse homem?
O que significa isso? Se a gente vive desta maneira, qualquer um pode vir e nos matar.
E você nem ao menos olhou para aquela pessoa, quem é ela, e por que ela fez isso?"
O mestre disse: "Isso é problema dela, não meu."
Você pode entrar em choque com um iluminado, mas esse é seu problema, não dele.
E se você fica ferido nesse choque, isso também é problema seu.
Ele não o pode ferir. É como bater contra uma parede - você ficará machucado,
mas a parede não o machucou. O ego sempre está procurando por algum problema.
Por quê? Porque se ninguém lhe dá atenção o ego sente fome. Ele vive de atenção.
Assim, mesmo se alguém estiver brigando e com raiva de você, mesmo isso é bom,
pois pelo menos você está recebendo atenção. Se alguém o ama, isso está bem.
Se alguém não o está amando, então até mesmo a raiva servirá.
Pelo menos a atenção chega até você.
Mas se ninguém estiver lhe dando qualquer atenção, se ninguém pensa que você
é alguém importante, digno de nota, então como você vai alimentar o seu ego?
A atenção dos outros é necessária.
Você atrai a atenção dos outros de milhões de maneiras; veste-se de um certo jeito,
tenta parecer bonito, comporta-se bem, torna-se muito educado, transforma-se.
Quando você sente o tipo de situação que está ocorrendo, você imediatamente
se transforma para que as pessoas lhe dêem atenção.
Esta é uma forma profunda de mendicância.
Um verdadeiro mendigo é aquele que pede e exige atenção.
Um verdadeiro imperador é aquele que vive em sua interioridade;
ele tem um centro próprio, não depende de mais ninguém.
Buda sentado sob sua árvore Bodhi... Se o mundo inteiro de repente vier a desaparecer,
isso fará alguma diferença para Buda? - nenhuma.
Não fará diferença alguma, absolutamente. Se o mundo inteiro desaparecer,
não fará diferença alguma porque ele atingiu o centro.
Mas você, se sua esposa foge, se ela pede divórcio, se ela o deixa por outro,
você fica totalmente em pedaços - porque ela lhe dava atenção, carinho, amor,
estava sempre à sua volta, ajudando-o a sentir-se alguém.
Todo o seu império está perdido, você está simplesmente despedaçado.
Você começa a pensar em suicídio. Por quê?
Por que, se a esposa o deixa, você deveria cometer suicídio?
Por que, se o marido a deixa, você deveria cometer suicídio?
Porque você não tem um centro próprio. A esposa estava lhe dando o centro;
 o marido estava lhe dando o centro. É assim que as pessoas existem.
É assim que as pessoas se tornam dependentes umas das outras.
É uma profunda escravidão. O ego tem que ser um escravo. Ele depende dos outros.
E somente uma pessoa que não tenha ego é, pela primeira vez, um mestre;
ela deixa de ser uma escrava. Tente entender isso. E comece a procurar o ego -
não nos outros, isso não é da sua conta, mas em você.
Toda vez que se sentir infeliz, imediatamente feche os olhos e tente descobrir de
onde a infelicidade está vindo, e você sempre descobrirá que é o falso centro que
entrou em choque com alguém. Você esperava algo e isso não aconteceu.
Você esperava algo e justamente o contrário aconteceu - seu ego fica estremecido,
você fica infeliz. Simplesmente olhe, sempre que estiver infeliz, tente descobrir a razão.
As causas não estão fora de você. A causa básica está dentro de você -
mas você sempre olha para fora, você sempre pergunta:
Quem está me tornando infeliz? Quem está causando minha raiva?
Quem está causando minha angústia? E se olhar para fora, você não perceberá.
 Simplesmente feche os olhos e olhe para dentro. A origem de toda a infelicidade,
a raiva, a angústia, está oculta dentro de você; é o seu ego.
E se você encontrar a origem, será fácil ir além dela.
Se você puder ver que é o seu próprio ego que lhe causa problemas,
você vai preferir abandoná-lo - porque ninguém é capaz de carregar a origem da infelicidade,
uma vez que a tenha entendido. E lembre-se, não há necessidade de abandonar o ego.
Você não o pode abandonar. Se você o tentar abandonar, estará apenas conseguindo
um outro ego mais sutil, que diz: "Tornei-me humilde". Não tente ser humilde.
Isso é o ego novamente; às escondidas, mas não morto. Não tente ser humilde.
Ninguém pode tentar ser humilde e ninguém pode criar
a humildade através do próprio esforço - não.
Quando o ego já não existe, uma humildade vem até você.
Ela não é uma criação. É uma sombra do seu verdadeiro centro.
E um homem realmente humilde não é nem humilde nem egoísta.
Ele é simplesmente simples. Ele nem ao menos se dá conta de que é humilde.
Se você se dá conta de que é humilde, o ego continua existindo.
Olhe para as pessoas humildes... Existem milhões que acreditam ser muito humildes.
Eles se curvam com facilidade, mas observe-as - elas são os egoístas mais sutis.
Agora a humildade é a sua fonte de alimento.
Elas dizem: "Eu sou humilde", e olham para você esperando que você as valorize.
Gostariam que você dissesse: "Você é realmente humilde, na verdade, você é
o homem mais humilde do mundo; ninguém é tão humilde quanto você."
 E então observe o sorriso que surge em seus rostos.
O que é o ego? O ego é uma hierarquia que diz: "Ninguém se compara a mim."
Ele pode se alimentar da humildade - "Ninguém se compara a mim,
sou o homem mais humilde.
Aconteceu certa vez: Um faquir - um mendigo - estava orando em uma mesquita,
de madrugada, enquanto ainda estava escuro.
Era um dia religioso qualquer para os muçulmanos, e ele estava orando e dizendo:
"Eu não sou ninguém, eu sou o mais pobre dos pobres, o maior pecador entre os pecadores.
" De repente havia mais uma pessoa orando.
Era o imperador daquele país, e ele não havia percebido que havia mais alguém ali orando -
estava escuro e o imperador também estava dizendo:
"Eu não sou ninguém.
Eu não sou nada. Eu sou apenas um vazio, um mendigo à sua porta."
Quando ouviu que mais alguém estava dizendo a mesma coisa, o imperador disse:
"Pare! Quem está tentando me superar? Quem é você?
Como ousa dizer, diante do imperador, que você não é ninguém,
quando ele está dizendo que não é ninguém?" É assim que o ego funciona.
Ele é tão sutil! Suas maneiras são tão sutis e astutas; você deve estar muito,
muito alerta, somente então você o perceberá. Não tente ser humilde.
Apenas tente ver que todo o tormento, toda a angústia vem através dele.
Apenas observe! Não há necessidade de o abandonar. Você não o pode abandonar.
Quem o abandonará? Então o abandonador se tornará o ego. Ele sempre volta.
Faça o que fizer, fique de fora, olhe, e observe.
Qualquer coisa que você faça - modéstia, humildade, simplicidade - nada vai ajudar.
Somente uma coisa é possível, e esta é simplesmente observar e ver que o ego
é a origem de toda a infelicidade. Não diga isso. Não repita isso. Observe.
Porque se eu disser que ele é a origem de toda a infelicidade e você repetir isso,
então será inútil. Você tem que chegar a esse entendimento.
Sempre que você estiver infeliz, apenas feche os olhos e não tente encontrar
alguma causa externa. Tente perceber de onde está vindo essa miséria.
Ela está vindo do seu próprio ego. Se você continuamente percebe e compreende,
e a compreensão de que o ego é a causa chega a se tornar
profundamente enraizada, um dia você repentinamente verá que ele desapareceu.
Ninguém o abandona - ninguém o pode abandonar.
Você simplesmente vê; ele simplesmente desapareceu, porque a própria
compreensão de que o ego é a causa de toda a infelicidade, se torna o abandonar.
A própria compreensão significa o desaparecimento do ego.
 E você é tão brilhante em perceber o ego nos outros.
Qualquer um pode ver o ego do outro. Mas quando se trata do seu, surge
o problema - porque você não conhece o território, você nunca viajou por ele.
Todo o caminho em direção ao divino, ao supremo, tem que passar através desse território do ego.
O falso tem que ser entendido como falso.
A origem da miséria tem que ser entendida como a origem da miséria -
então ela simplesmente desaparece. Quando você sabe que ele é o veneno, ele desaparece.
Quando você sabe que ele é o fogo, ele desaparece.
Quando você sabe que este é o inferno, ele desaparece.
E então você nunca diz:  "Eu abandonei o ego.
" Então você simplesmente ri de toda esta história, dessa piada,
pois você era o criador de toda a infelicidade.
Eu estava olhando alguns desenhos de Charlie Brown.
Em uma cena ele está brincando com blocos, construindo uma casa com blocos
de brinquedo. Ele está sentado no meio dos blocos, levantando as paredes.
Chega um momento em que ele está cercado: ele levantou paredes em toda a volta.
E ele começa a gritar: "Socorro, socorro!" Ela fez a coisa toda!
Agora ele está cercado, preso. Isso é infantil, mas é justamente o que você fez.
Você fez uma casa em toda a sua volta, e agora você está gritando:
"Socorro, socorro!" E o tormento se torna um milhão de vezes maior -
porque há os que socorrem, estando eles próprios no mesmo barco.
Aconteceu de uma mulher muito atraente ir ao psiquiatra pela primeira vez.
O psiquiatra disse: "Aproxime-se, por favor." Quando ela chegou mais perto,
ele simplesmente deu um salto, abraçou e beijou a mulher. Ela ficou chocada.
Então ele disse: "Agora sente-se. Isso resolve o meu problema, agora, qual é o seu?"
O problema se multiplica, porque há pessoas que querem ajudar,
estando no mesmo barco.
 E elas gostariam de ajudar, porque quando você ajuda alguém,
o ego se sente muito bem, porque você é um grande salvador, um grande guru,
um mestre; você está ajudando tantas pessoas!
Quanto maior a multidão de seus seguidores, melhor você se sente.
Mas você está no mesmo barco - você não pode ajudar.
Pelo contrário, você prejudicará. Pessoas que ainda têm os seus próprios problemas
não podem ser de muita ajuda.
Somente alguém que não tenha problemas próprios o pode ajudar.
Somente então existe a clareza para ver, para ver através de você.
Uma mente que não tem problemas próprios pode vê-lo, você se torna transparente.
Uma mente que não tem problemas próprios pode ver através de si mesma;
por isso ela torna-se capaz de ver através dos outros.
No ocidente existem muitas escolas de psicanálise, muitas escolas,
e nenhuma ajuda está chegando às pessoas, mas em vez disso, causam danos.
Porque as pessoas que estão ajudando as outras, ou tentando ajudar,
ou pretendendo ser de ajuda, encontram-se no mesmo barco.
É difícil ver o próprio ego. É muito fácil ver o ego dos outros.
Mas esse não é o ponto, você não os pode ajudar.
Tente ver o seu próprio ego. Simplesmente observe.
Não tenha pressa de o abandonar, simplesmente observe.
Quanto mais você observa, mais capaz você se torna.
De repente, um dia, você simplesmente percebe que ele desapareceu.
E quando ele desaparece por si mesmo, somente então ele realmente desaparece.
Não existe outra maneira. Você não o pode abandonar prematuramente.
Ele cai exatamente como uma folha seca.
A árvore não está fazendo nada - apenas uma brisa, uma situação,
e a folha seca simplesmente cai.
A árvore nem mesmo percebe que a folha seca caiu. Ela não faz qualquer barulho,
ela não faz qualquer anúncio - nada. A folha seca simplesmente cai e
se despedaça no chão, apenas isso.
Quando você tiver amadurecido através da compreensão, da consciência,
e tiver sentido com totalidade que o ego é a causa de toda a sua infelicidade,
 um dia você simplesmente vê a folha seca caindo.
 Ela pousa no chão e morre por si mesma.
 Você não fez nada, portanto você não pode afirmar que você a deixou cair.
Você vê que ela simplesmente desapareceu, e então o verdadeiro centro surge.
E este centro verdadeiro é a alma, o eu, o deus, a verdade, ou como o quiser chamar.
Ele é inominável, assim todos os nomes são bons.
Você pode lhe dar qualquer nome, aquele que preferir.
 
 Extraído do livro "Além das Fronteiras da Mente"

 Referência: Biografia de Osho; Osho world • OSHO:
O EGO 19 de dezembro, 2010

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             MEDITEMOS !!!


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        Kunti
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Julho 30, 2011, 11:28:41 am
“A vida é um flux :

 nada permanece o mesmo.

 O rio se move por conta própria, não é preciso empurrá-lo.

 Se você está tentando empurrar o rio, você é um tolo.

  O rio flui por si mesmo .

Deixe-o fluir.”

  OSHO


Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Agosto 14, 2011, 18:00:20 pm
"Não há nenhum caminho , nenhum lugar para se ir ,
nenhum conselheiro , nenhum professor , nenhum mestre ."


Parece difícil, parece áspero, mas estou fazendo isso porque amo vocês e
as pessoas que não fizeram isso, não amaram vocês de jeito algum.
Eles amaram a eles mesmos e amaram ter uma grande multidão ao redor deles
– quanto maior a multidão, mais eles se sentiam nutridos em seus egos.

Eis porque chamei à própria iluminação de o último jogo.
Quanto mais cedo você abandoná-lo, melhor.

Porque não apenas simplesmente  SER ?

Porque desnecessariamente correr pra cá e pra lá ?

Você é o que a existência quer que você seja.

Então relaxe ...

(OSHO)
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Agosto 28, 2011, 17:34:26 pm
        Partilhando ...

Meditação é sentar-se sem fazer nada  —  não usar seu corpo nem sua mente .

Se você ...
começar a fazer alguma coisa , ou você entrará em estado contemplativo
ou estará concentrado ou executará uma ação —
de toda forma, estará movendo-se para fora de seu centro.

Quando você não estiver fazendo absolutamente nada , seja física ou mentalmente
ou em qualquer outro nível , quando toda atividade houver cessado
e você estiver apenas sendo , isso é meditação.

Não é possível fazê-la , não é possível praticá-la.
É preciso compreendê-la .

Sempre que você conseguir , pare todo o resto e encontre tempo para apenas ser.

Pensar também é fazer, concentrar-se também é fazer, contemplação é fazer .
Mesmo que seja um único momento em que você não esteja fazendo nada
e esteja apenas em seu centro , completamente relaxado ,
isso é meditação .

E quando você pegar o jeito , poderá ficar nesse estado por quanto tempo quiser .
Com o tempo , poderá ficar nesse estado durante as 24 horas do dia .

Após ter experimentado esse estado de tranquilidade , então , aos poucos ,
você começará a fazer coisas, mantendo-se alerta para que seu ser não seja perturbado.

Essa é a segunda parte da meditação .

Primeiro, aprender a simplesmente  , depois aprender pequenas ações :
limpar o chão , tomar banho  , mas sempre mantendo-se no centro.
Depois você poderá fazer coisas mais complexas .

Por exemplo , estou me dirigindo a você , mas minha meditação não foi perturbada .
 Posso continuar falando, mas em meu centro não há sequer um ruído.
Há apenas silêncio , silêncio absoluto .

Então a meditação não é contra a ação.

Sua vida continua e , na verdade, torna-se mais intensa , mais cheia de alegria ,
com maior clareza , mais visão e mais criatividade.
Ainda assim , você está nas nuvens , um observador nas montanhas ,
apenas vendo o que ocorre a seu redor.

Você não é aquele que faz , mas sim o que observa .


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      Osho           "Aprendendo a Silenciar a Mente"
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Setembro 09, 2011, 23:06:50 pm
"Fique mais meditativo , torne-se mais consciente de seu Ser,
deixe o mundo interior se tornar mais silencioso e o amor
começará a fluir através de você.

As pessoas têm todos estes problemas.
Os problemas são diferentes - violência, inveja, infelicidade, ansiedade -
 
mas o remédio para todas estas doenças é apenas um  :  meditação"


- Osho
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Outubro 15, 2011, 22:18:03 pm
   Partilha .

Integração... O Caminho do Meio

‎"Mistura-te com os deuses do céu...

Que ninguém consiga mais distinguir entre ti e um de entre eles.
Que o teu corpo se torne Aquele que é e não é ainda para a eternidade.
O iniciado é um ser a quem os segredos do coração são revelados,
puro de rosto e de mãos quando cumpre os rituais.
Segue o teu coração durante todo o tempo que estiveres sobre a terra e realiza um dia perfeito.
" A mente é o questionador.
Quando não há questionamento algum, a mente também desapareceu
- pura consciência - apenas o céu sem qualquer nuvem, a chama sem qualquer fumaça.
 Isso é o que é Deus... Isso é o que é Buda.. isso é o que é Cristo...
 Deus não é a resposta.
 Deus é o estado de ser no qual o questionamento desapareceu.
Deus é o estado de não-mente...
Permaneça com o questionamento... você já tem (respostas) demais.
Desaprenda as respostas que você aprendeu... de modo que o questionamento se torne puro cristal...
de modo que o questionamento se torne autêntico e seu...
de modo que o questionamento surja de seu centro mais interno...
Não que você tenha que verbalizá-lo.
Deixe que ele seja a sua respiração Deixe que ele esteja ali, silencioso...
Um dia, se você tiver vivido bastante com o questionamento, ele começa a desaparecer.
Ele evapora exatamente como a manhã e o nascer do sol, e as gotas de orvalho começam a desaparecer.
Quando a CONSCIÊNCIA se torna um fogo, uma luz intensa, o questionamento começa a desaparecer.
Você não consegue dizer quem você é, mas você sabe...
Você pode dançar (o questionamento), você não consegue respondê-lo...
Você pode rir (o questionamento), você não consegue respondê-lo... Você viverá (o questionamento),
mas você não conseguirá respondê-lo...

   Encantadoramente

         Osho
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Abril 09, 2012, 23:05:47 pm

    O amor é o fenômeno mais próximo da meditação:

   os amantes abandonam suas máscaras ,
   são uma alma dentro de dois corpos .
   
    Osho

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  Namastê

   Kunti
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Outubro 05, 2012, 10:44:18 am
   PARTILHA ...   ( da  inernet )

"São Francisco foi ver o papa, e o papa pensou "este homem é um tolo."
 Mas as árvores e os pássaros e os peixes pensavam de modo diferente.
Quando São Francisco ía ao rio os peixes pulavam celebrando a vinda de Francisco.
Milhares testemunharam este fenômeno - milhões de peixes pulando simultaneamente;
o rio inteiro ficava perdido em meio a peixes saltitantes.
São Francisco viera e os peixes estavam felizes.
E onde quer que ele fosse, os pássaros o seguíam; eles vinham e se sentavam no colo dele.
 Eles compreendiam aquele tolo melhor do que o papa.
 Até mesmo árvores que haviam secado e íam morrer se tornavam verdes
e floresciam de novo quando São Francisco se aproximava.
Essas árvores entendiam bem que aquele tolo não era um tolo qualquer - ele era um tolo da Existência."
 OSHO


"Saint Francis came to see the pope, and the pope thought this man was a fool. But trees and birds and fishes thought in a different way. When Saint Francis went to the river the fishes would jump in celebration that Francis had come. Thousands witnessed this phenomenon--millions of fishes would jump simultaneously; the whole river would be lost in jumping fishes. Saint Francis had come and the fishes were happy. And wherever he would go birds would follow; they would come and sit on his leg, on his body, in his lap. They understood this fool better than the pope. Even trees that had become dry and were going to die would become green and blossom again if Saint Francis came near. These trees understood well that this fool was no ordinary fool--he was God's fool." OSHO
 

"Não estamos separados da existência, mas todos vivemos com a ideia de que somos separados.
 A ideia da separação é o ego. A ideia – apenas a ideia – cria todo o inferno
porque assim ficamos amedrontados com relação a nossa própria sobrevivência,
 ficamos com medo do futuro, ficamos com medo de que um dia teremos de morrer –
e tudo isso está relacionado com a ideia do ego.
Não compreendemos que somos um com o todo, que nunca houve nenhum nascimento
 e nenhuma morte pois sempre estivemos aqui, como parte da totalidade.
 
Isso é exatamente como uma onda que se levanta no mar; ela estava ali no mar mesmo antes de levantar-se – e quando ela retorna para o mar para descansar, ela ainda está ali. Nascimento e morte são ambos falsos; a onda permanece, às vezes latente, descansando, às vezes manifesta, mas está aí, está sempre aí. Ela é parte do oceano.
 
Nós também somos parte dessa existência, somos ondas desse oceano e uma vez isso entendido,
 toda ansieda...
de desaparece, não há nada com o que se preocupar.
Esse é o nosso lar – somos parte dele.
Não há como estarmos ou não em algum outro lugar – isso não é possível de jeito nenhum."

Osho
 
"A cada momento você precisa se deparar com fatos com os quais jamais se deparou;
a cada momento existe uma instabilidade.
Você nunca pode se estabilizar, nunca pode ter certeza,
pois quem sabe o que irá se abrir a você no próximo momento?
É por isso que as pessoas vivem uma vida acomodada.
Limparam uma pequena terra de seu ser e construíram ali a sua casa.
Fecharam os olhos, levantaram grandes cercas e paredes, e pensam:
"Isto é tudo o que existe."
E é exatamente além da parede que está o seu ser real que está à sua espera.
 Este é o desafio."
Osho

 
Não-Pensamento do Dia ®:
 "Use cada oportunidade na vida para elevar sua inteligência, sua consciência.
 Normalmente o que estamos fazendo é pegando cada oportunidade para criar um inferno para nós.
Só você sofre. E devido ao seu sofrimento, você faz outras pessoas sofrerem.
 E quando tantas pessoas estão vivendo juntas, e se todas elas criam sofrimento uma para a outra,
isso vai se multiplicando.
Eis como o mundo inteiro se tornou um inferno."

 Osho

"Mova-se com a vida, em profunda confiança, onde quer que ela o conduza.
Quanto mais viva for uma coisa, mais ela será imprevisível. Ninguém sabe para onde a vida seguirá."

 Osho

Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Outubro 26, 2012, 21:24:25 pm
  Partilha         ( Da Internet )


“Os adoradores são muitos, o mundo está cheio deles.
Eles simplesmente seguem uma tradição, adoram símbolos,
estão apenas cumprindo um dever social.
Talvez estejam viciadas nisso – se não o fizerem, algo estará faltando...
 Não ensino que você deva fazer uma oração específica, como papagaio,
repetindo certas fórmulas em árabe, em hebraico, em sânscrito -
 em alguma língua morta, esquecida há muito tempo.
 Não ensino palavreado. Simplesmente ensino você a amar
a beleza da existência que o cerca.
Esse é o verdadeiro culto, porque Deus se manifesta:
ele está disponível de diversos modos – nas árvores, nas flores, nos pássaros,
 nas montanhas, no sol, na lua, nas pessoas, nos animais.
Sinta-o.
Em vez de acreditar, sinta a beleza da existência, o esplendor do universo,
o esplendor de uma noite estrelada.
 Se um lindo pôr-do-sol não pode ajudar você a se ajoelhar,
então nenhum templo, nenhuma igreja vai ajudá-lo.
Se o distante chamado de um cuco não tem magia para você,
então você está morto, a adoração não pode acontecer com você.
A adoração só pode ocorrer quando o coração pulsa, cheio de vida “

~ Osho, em "Meditações Para a Noite"
 

Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Dezembro 09, 2012, 22:43:45 pm
 

''O amor é a força mais curativa do mundo.

 Ele cura não apenas o corpo e a mente,
 mas também a alma."
 
            OSHO
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Dezembro 13, 2012, 19:30:12 pm


   Há pessoas que podem encontrar sempre algo errado em cada situação;
    e tornam-se infelizes.
 
   E há pessoas que encontram algo de bom em cada situação;
   e tornam-se gratas.

  E é isso que eu chamo de ser religioso. 

         ~ Osho ~
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Fevereiro 02, 2013, 10:04:17 am


   "Quando a consciência se torna uma chama,
 
     queima toda a escravidão que a mente criou."


          Osho
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Fevereiro 21, 2013, 12:28:47 pm
                 
              Vida e morte - Osho

"A morte do ego não é a sua morte.
A morte do ego é na verdade a sua possibilidade de vida.

O ego é uma crosta morta em volta de você, ela tem de ser quebrada e atirada fora.
Ela surge naturalmente - como a poeira que vai se acumulando num viajante,
sobre a sua roupa, sobre seu corpo, e ele tem de tomar banho para se livra dessa poeira.

À medida que nos movemos no tempo, a poeira das experiências,
do conhecimento, da vida vivida, do passado vai se acumulando.
Essa poeria se torna nosso ego.
Acumulada, ela vira uma crosta em volta de nós, que tem que ser quebrada e atirada fora.
 A pessoa tem de tomar banho continuamente todos os dias, na verdade,
a cada momento, de modo que essa crosta nunca se torne uma prisão.
O ego tem medo do amor, porque no amor a vida chega a um pico.
 E sempre que há um pico de vida, há também um pico de morte - eles vêm juntos.

No amor, você morre e você nasce.
O mesmo acontece quando você medita, ou ora, ou quando você vem a um Mestre.
O ego cria toda a sorte de dificuldades, racionalizações, para não se render. (...)

Deixe isso presente na memória: a morte e a vida formam uma mesma chama -
 elas nunca estão separadas.(...) Quando mais você estiver se aproximando do pico,
 mais próximas elas começam a ficar.
Exatamente no ápice elas se encontram e se tornam uma.

No amor, na meditação, na confiança, na oração,
onde quer que a vida se torne total, a morte está ali.
Sem a morte, a vida não pode ser total.
Mas o ego sempre pensa em termos de divisão, de dualidade, ele divide tudo.

A existência é indivisível, ela não pode ser dividida.

Você foi uma criança, depois se tornou um jovem...
você pode demarcar uma linha de quando você se tornou jovem?
Pode marcar um ponto no tempo onde de repente você deixou de ser criança
 e se transformou em um jovem?
Um dia você fica velho.
Você pode demarcar a linha de quando você se torna velho?

Processos não podem ser demarcados.
 Exatamente o mesmo ocorre quado você nasce.
 Você pode determinar quando você nasce?
 Quando a vida realmente começa?
Ela se inicia quando a criança começa a respirar?
Quando o médico dá uma palmada na criança e ela começa a respirar?
É aí que a vida nasce?
Ou é quando a criança entra no útero, quando a mãe fica grávida,
quando a criança é concebida?
É aí que a vida começa?
Ou mesmo antes disso? Quando avida começa exatamente?

Ela é um processo sem começo sem fim. Ela nunca começa.
Quando uma pessoa morre? Uma pessoa morre quando a respiração pára?
Muito yogues já provaram, com bases científicas, que eles podem parar de respirar
 e que ainda assim permanecem vivos e podem voltar.
Dessa forma, a parada da respiração não pode ser o fim.
Onde a vida termina?

Ela não termina em lugar nenhum, ela não começa em lugar nenhum.
Estamos envolvidos pela eternidade.
Temos estado aqui desde o começo - se houve um começo -
e estaremos aqui até o fim de tudo, se é que haverá um fim;
Na verdade não pode haver nenhum começo e não pode haver nenhum fim.
Nós somos a vida - mesmo que as formas mudem, que os corpos mudem, que as mentes mudem.
O que chamamos de vida é apenas uma identificação com um certo corpo,
com uma certa mente, com uma certa atitude.
E o que chamamos de morte nada mais é que o abandono dessa forma, desse corpo, desse conceito.

Você se muda de casa.
Se você ficar muito identificado com uma casa, então a mudança de casa será muito dolorosa.
Você acha que está morrendo, porque a velha casa era você - aquela era sua identidade.
Mas isso não acontece porque você sabe que está apenas mudando de casa,
você permanece o mesmo.
Aqueles que olharam para dentro de si,
aqueles que descobriram quem eles são vieram a conhecer um processo eterno, sem fim.

A vida é um processo sem tempo, além do tempo, A morte faz parte dele.

A morte é uma revivescência contínua,
um auxílio para que a vida ressuscite outra vez e novamente,
um auxílio para que avida se livre da velhas formas, se livre das construções dilapidadas,
se livre das velhas estruturas confinantes,
de modo que, novamente você possa fluir e novamente,
possa tornar-se novo, jovem mais uma vez..."

       Osho em   :    Vida, Amor e Riso.

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         Namastê


        Kunti
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Março 11, 2013, 11:41:43 am

  Quando você vê a raiva nos outros ,
  vai e escava profundamente dentro si mesmo
  e você verá que a raiva está lá também .
  Quando você vê muito ego em outros ,
  é simplesmente dentro si mesmo e você verá que ego sentado lá...
 
 A dimensão interna funciona como um projetor :
 outros tornam-se telas e você começa a ver filmes sobre eles ,
 que na verdade são apenas as fitas gravadas de que você é .
 
      * Osho *

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   Namastê
Título: OSHO
Enviado por: kunti em Março 11, 2013, 16:18:02 pm
 
  "...A vida é paradoxal e o Zen é um simples espelho-reflexo da vida.
 Zen não é uma filosofia.
 As filosofias nunca são paradoxais, filosofias são muito lógicas -
 porque filosofias são construções mentais.
 O homem as faz.
 Elas são fabricadas pelo homem.
 Elas são feitas pelo homem, sob medida, logicamente organizadas,
 dispostas confortavelmente para que você possa acreditar nelas.

 Todas as partes que vão contra a construção foram retiradas, erradicadas, jogadas fora.
 Filosofias não refletem a vida como tal - elas são escolhidas a partir da vida.
 Elas não são matérias-primas, elas são construções da cultura.
 O Zen é paradoxal porque não é uma filosofia.
 Zen não está preocupado com o que a vida é.
 Zen considera que tudo deve ser refletido como é.
 Não se deve escolher - porque no momento em que você escolher, torna-se falso.
 Escolha traz inverdade.
 Não escolha, permaneça sem escolha - e você permanece fiel...
 Zen não é uma filosofia.
 Zen é um espelho.
 É um reflexo do que é...

 Esta paradoxalidade é a própria natureza em si - dia e noite , verão e inverno ,
 Deus e o Diabo estão juntos .
 O Zen diz que se você diz que Deus é bom,
 então , surge um problema depois : de onde vem o mal?

 Isso é o que as religiões têm feito
 - cristianismo, islamismo, judaísmo, separaram Deus e o Diabo.
 O mal vem do diabo e tudo de bom vem de Deus.
 Deus quer o bem.
 Mas de onde é que vem o Diabo?

 Então, eles estão em apuros e, finalmente,
 eles têm que admitir que Deus criou o Diabo também...
 Se o Diabo também é criado por Deus,
 então, Deus permanece a assinatura única da existência,
 então Deus continua a ser o único autor.

 Então, tudo o que está acontecendo está acontecendo através dele
  - e ele é paradoxal.
  Isso é o que o Zen diz:
  Deus é paradoxal, tão paradoxal quanto a própria existência.
 Deus não é nada, mas um outro nome para a existência ,
 para a totalidade da existência.

 Depois de entender isso, a paradoxalidade, um grande silêncio surge em você...
 Zen traz grande saúde para a humanidade .
 Ele diz que você é ambos. Aceite ambos . Não negue, não escolha; aceite ambos.
 E nesta aceitação há uma transcendência ,
 eis o que um homem sagrado é , - nem bom , nem mal , ou ambos...
 E quando uma pessoa é ambos , consciente de ambos , os opostos se anulam .

 Apenas tente entender isso , é uma das chaves mais fundamentais .
  Quando você aceita tanto o bom como o ruim e você não escolhe ,
 o mau e o bom se anulam, o negativo e o positivo se anulam.
 De repente , há silêncio , não é nem bom nem ruim ,
 é apenas a existência, sem julgamento.

 Zen é não-julgamento.
 É não-condenação. É não-avaliação.
 Ele lhe dá a liberdade absoluta para ser".

  OSHO - Zen: O Caminho do Paradoxo

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  Namastê
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Março 14, 2013, 20:06:52 pm
 

        Tudo o que Vive é Divindade -      Osho



      "Viva naturalmente. Viva pacificamente.Viva interiormente.

Dê um pouco de tempo a si mesmo, ficando sozinho,
silencioso apenas observando a cena interior de sua mente.
Pouco a pouco os pensamentos desaparecerão.
Pouco a pouco chegará o dia em que sua mente estará tão quieta,
tão silenciosa como se não estivesse ali.
Apenas este silencio... e neste momento você não estará presente.

Neste silencio interior você encontrará uma nova dimensão da vida.
 Nesta dimensão a ganância não existe, a violência não existe, o sexo não existe, a raiva não existe.
 Isso não é um crédito a seu favor, é uma nova dimensão além da mente,
onde o amor existe em estado puro, não poluído por nenhuma necessidade biológica;
onde a compaixão existe sem nenhuma razão, não para obter uma recompensa nos céus,
mas porque a compaixão é uma recompensa em si mesma.

E surge um profundo desejo de compartilhar todo o tesouro que você descobriu em si mesmo,
de gritar dos telhados, das casas para as pessoas:
" Vocês não precisam ser mendigos, vocês nasceram imperadores -
vocês tem apenas que descobrir o seu império".
E o seu império não é do mundo exterior, o seu império é da sua própria interioridade.
 Ele está dentro de você e sempre esteve, esperando apenas que você volte para casa.
O amor virá, e virá em abundância; tanto que você não poderá contê-lo.
Ele estará transbordando em você, alcançando todas as direções.

Você tem apenas que descobrir o seu esplendor secreto.
A vida pode tornar-se simplesmente uma canção - uma canção de felicidade.
A vida por ser simplesmente uma dança, uma celebração, uma contínua celebração.
Tudo o que você tem a fazer é aprender um estilo de vida afirmativo. (...)

Este universo é nosso, este universo é nosso lar. Nós não somos órfãos.
Esta terra é a nossa mãe, o céu é o nosso pai.
Todo este Universo é para nós, e somos para ele.
Na verdade, não há divisão entre nós e o Todo.
Nós estamos organicamente unidos, somos parte de uma orquestra.
Sentir essa música da existência é a única religião, autêntica e válida.
Ela não tem nenhuma escritura, nenhuma, e nem precisa ter.
Ela não tem nada para adorar, tem apenas que ser silenciosa e deste silencio virá gratidão,
prece e toda a existência se transformará em divindade.(...)

Deus está espalhado em tudo o que existe; nas árvores, nos pássaros,
nos animais,  a humanidade, nos sábios, nos tolos...
Tudo que está vivo nada mais é que divindade, pronta para abrir suas asas,
 pronta para voar a liberdade, a derradeira liberdade da consciência;
Sim, você irá amar a si mesmo e irá também amar toda a Existência."

            Osho em  :

    Além da meia idade, um céu sem limites

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::.


      Namastê
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Maio 09, 2013, 18:43:58 pm

        O RIO E O OCEANO
 
Diz-se que, mesmo antes de um rio cair no oceano ele treme de medo.
 Olha para trás, para toda a jornada,os cumes, as montanhas,
 o longo caminho sinuoso através das florestas, através dos
 povoados, e vê à sua frente um oceano tão vasto que entrar
 nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
 Mas não há outra maneira. O rio não pode voltar.
 Ninguém pode voltar.Voltar é impossível na existência. Você
 pode apenas ir em frente.
 O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
 E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece.
 Porque apenas então o rio saberá que não se trata de
 desaparecer no oceano, mas tornar-se oceano.
 Por um lado é desaparecimento e por outro lado é renascimento.
 Assim somos nós.
 Só podemos ir em frente e arriscar.
 Coragem !! Avance firme e torne-se Oceano!!!
 
* Osho *
 

---------------------------------------------------------------------

   OM SHANTI


      Kunti
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Maio 28, 2013, 14:31:28 pm

    "Uma das coisas mais importantes que terá que entender é que o homem está dormindo.

Mesmo que ele acredita que esteja acordado, não está.
Seu estado de vigília é muito frágil;
seu estado de vigília é tão insignificante que perde por completo a importância.
Sua vigília é só uma palavra bonita, mas totalmente vazia.
 
A gente dorme de noite, dorme de dia...
Do nascimento até a morte, a gente vai trocando de sonho;
mas nunca chega a despertar de verdade.
Só porque esteja de olhos abertos, não engane a ti mesmo pensando que está acordado.
A menos que lhe abram os olhos interiores, a menos que seu interior se encha de luz,
 a menos que possa ver a si mesmo, ver quem é você de verdade...
 Não creia que esteja acordado.

Grave bem no coração: tu estás dormindo, completamente dormindo.
Está sonhando, um dia atrás de outro.
Às vezes sonha com os olhos abertos e outras vezes com os olhos fechados,
 mas estás sonhando... Você mesmo é um sonho.
Ainda não é uma realidade.
Por isso todos os Budas insistiram em uma única coisa:

        Acorda !     Desperta !

E para isso criaram métodos, estratégias, contexto,
espaços e campos de energia para te fazer despertar.
Para manter-te alerta, atento, vigilante. 
Para converter-te em uma testemunha" .

             Osho

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   Om Shanti
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Novembro 23, 2013, 17:26:23 pm
              - Ventos de Paz

          Cabeça e Coração -

   Osho, você poderia falar algo sobre o mistério das mulheres ?

Esta é uma das questões mais antigas.
O homem sempre se sentiu confuso em relação às mulheres,
e o verdadeiro problema não é o homem, nem a mulher.
Reduzido ao factual, ao existencial,
o problema está entre a cabeça e o coração.

A cabeça não consegui entender o mistério do coração.
A cabeça é lógica, racional, matemática, científica;
o coração nada sabe da razão, nada sabe da lógica.
O coração funciona de uma maneira totalmente diferente.
Seu funcionamento cria na cabeça a ideia do mistério.
Essa não é uma pergunta sobre as mulheres;
é uma pergunta que surge porque as mulheres funcionam
através do coração e o homem funciona através da cabeça.
Você já ouviu alguma mulher perguntar qual é o mistério do homem?
Elas simplesmente o conhecem

O problema vem do raciocínio lógico.
É um fenómeno muito superficial.
Ele é bom com objectos, com coisas mortas;
ele lida com eles perfeitamente bem,
porque uma coisa morta não tem interioridade,
uma coisa morta não tem ser interior, não tem vida.
O cientista está perfeitamente correto com relação aos objectos,
mas no momento em que passa a pensar sobre a subjectividade -
a interioridade - ele fica desnorteado,
porque a razão não consegue funcionar ali.

O coração sabe sem nenhum processo de conhecimento,
sem nenhum silogismo, sem nenhum argumento.
Como você sabe que a rosa é bela?
Essa é uma conclusão racional ?
se você colocar a razão nisso,
não será capaz de provar que a rosa é bela
porque a razão não consegue compreender o fenómeno da beleza.

Quando você diz que a rosa é bela,
você está funcionando com o coração.
Quando você diz que a noite estrelada o extasia,
esta não é uma declaração racional;
se você for obrigado a prová-la racionalmente,
estará totalmente perdido.
Então, de repente, toma consciência de que foi o coração que falou,
e que a cabeça é absolutamente incapaz
de descobrir como o coração funciona.

Mas o coração não tem a mesma dificuldade em relação à cabeça,
porque a cabeça é superficial e o coração está inserido bem fundo
dentro de você.
O que é mais baixo não consegue entender o que está mais alto.
O mais alto simplesmente entende o mais baixo -
não há necessidade de qualquer raciocínio.
Seu coração é ao mesmo tempo mais elevado que sua cabeça
e mais profundo que sua cabeça. (...)

Nenhum marido e nenhuma esposa estão em situação
de entender um ao outro.
O desentendimento é a situação natural.
O homem diz algo, a mulher imediatamente entende outra coisa.
O homem não consegue acreditar como ela chegou aquela conclusão -
para a mulher aquela conclusão é absolutamente clara,
não há qualquer dúvida a respeito dela.
E independentemente do que ela diga, o homem não consegue percebê-la.(...)

Então, eu gostaria de enfatizar o ponto de que a pergunta,
desde o início foi formulada de uma maneira equivocada.
Não se trata do mistério das mulheres, trata-se do mistério do coração
- que a cabeça é incapaz de decifrar.
O coração não tem problemas com relação à cabeça;
ela é uma camada inferior, mais superficial, e o coração a entende.
Então, quando os homens dizem que as mulheres são um mistério,
as mulheres simplesmente sorriem para si mesmas:
" Veja que idiotas"
Vocês já ouviram alguma mulher dizer que as mulheres são misteriosas?
Elas conhecem perfeitamente bem uma à outra. Não há mistério.

Será melhor entender também em uma dimensão diferente.
Esqueça o homem e a mulher;
pense em sua própria cabeça e em seu próprio coração.
Eles tem uma comunhão?
São capazes de entender um ao outro? (...)

O amor vem do coração, ele não pode vir da cabeça. (...)
O amor é um mistério...até seu próprio coração é um mistério para você.
Quando o coração e a cabeça estão juntos, você está mais completo,
mais inteiro. O coração é a parte, a cabeça é a parte, mas juntos...
Se for possível uma comunhão, sua força será duplicada, será multiplicada.
Como a cabeça e o coração chegam a um ponto de encontro?
Esta é uma questão multidimensional. (...)

Eles se encontram na meditação, porque na meditação
a cabeça está vazia e o coração está vazio:
a cabeça está vazia de pensamentos e o coração está vazio de sentimentos.
Quando há dois vazios, você não pode mantê-los separados,
porque não há nada entre eles para mantê-los separados.
Dois zeros tornam-se um zero...
Dois nadas não podem existir separadamente;
eles são propensos a se tornar um,
porque não há sequer uma cerca entre eles. (...)

Se você observar bem, cada flor é um mistério.
De onde vem essas cores?
Todo o arco-íris é um mistério, cada momento da vida é um mistério.
O simples fato de você estar aqui...
Não é um mistério que você não esteja em nenhum outro lugar,
mas sim aqui?

Quando seus olhos estão claros,
e sua cabeça e seu coração não estão mais em conflito,
tudo começa a se tornar misterioso.
Então você não quer desmistificar isso -
porque isso seria absolutamente feio e criminoso!
O mistério da existência tem de ser bem recebido como ele é.
Dissecá-lo, desmistificá-lo é uma violação, uma agressão, uma violência.

Um homem que medita simplesmente desfruta das flores,
dos pássaros, das árvores, da chuva, do sol, da lua, das pessoas.
É bom que todos nós estejamos imersos em um todo misterioso.
A vida seria extremamente tediosa se todo o mistério fosse descodificado."

Osho em Inocência, conhecimento e encantamento.

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    Om Shanti
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Novembro 24, 2013, 10:56:51 am

  Olá !


  “Aos poucos, a escuridão não é mais tão escura;

uma luz sutil e difusa começa a ser sentida.
Aos poucos, quando você tiver se ajustando à luz interior,
verá que você é a própria fonte.
O buscador é o buscado.
Verá que o tesouro está dentro e o problema todo
era que você o estava buscando do lado de fora.
Estava buscando por ele em algum outro lugar fora
e ele sempre esteve aí dentro de você, sempre esteve aí com você.

  Você estava buscando na direcção errada, só isso.

Tudo está disponível para você, assim como está disponível para qualquer um.
Nada irá satisfazê-lo, porque nada pode ser conseguido no mundo exterior
que se compare ao tesouro interior,
à luz interior,
à graça interior. “


    Osho.

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    OM SHANTI
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Agosto 12, 2014, 22:29:03 pm


         Osho fala sobre o Zen


"Osho, não entendo a filosofia do Zen. O que devo fazer para entender?

Zen não é uma filosofia.
Partir do princípio que Zen é uma filosofia é pegar o caminho errado logo no início.
 Filosofia é algo da mente; Zen é totalmente fora da mente.
Zen é um processo de se ir acima da mente, longe da mente.
 Zen é o processo de transcendência, a transcendência da mente.
Você não entende pela mente, a mente não tem nenhuma função nisso.

Zen é a dimensão da não-mente, isso precisa ser lembrado.
Não é Vedanta. Vedanta é uma filosofia; você pode entender perfeitamente bem.
Zen também não é Budismo; Budismo também é uma filosofia.

Zen é uma flor muito rara -
é uma das coisas mais estranhas que já aconteceram na história da consciência -
é o encontro das experiências vividas por Budha e as experiências de Lao Tsé.
Afinal, Budha fazia parte de uma herança indiana; ele falava a linguagem da filosofia;
ele era perfeitamente claro, você podia entender o que ele dizia.
De facto, ele evitava questões metafísicas; ele era muito simples, claro, lógico.
Mas sua experiência não vinha da mente.
Ele estava tentando destruir a sua filosofia, dando a você uma filosofia negativa.
Da mesma maneira que você retira um espinho da pele com outro espinho;
o esforço de Budha era tirar a filosofia de sua mente, com outra filosofia.
Primeiramente, se retira um espinho, depois o outro, e você estará além da mente.

Mas, quando os ensinamentos de Budha alcançaram a China, uma tremenda beleza aconteceu.
 Na China, Lao Tzu havia dado sua experiência do Tao,
de uma maneira completamente não-filosófica, de uma maneira absurda, de um modo ilógico.
Mas quando meditadores Budistas, místicos Budistas, encontraram os místicos Taoístas,
eles imediatamente compreenderam uns aos outros, coração a coração, e não mente a mente.
Eles puderam sentir a mesma vibração, puderam ver o mesmo universo profundo que se abriu,
 puderam sentir o mesmo perfume, a mesma fragrância.
E eles se aproximaram uns dos outros, pois alguma coisa nova havia nascido ali.

      Isto é o Zen.

Ele tem a beleza de Budha e a beleza de Lao Tzu; é filho dos dois.
Um encontro que nunca havia acontecido antes.

Zen não é nem Taoísta e nem Budista. É os dois e nenhum dos dois.
 Daí as tradições Budistas rejeitarem o Zen, e as tradições Taoístas também rejeitarem.
Para o Budista tradicional é um absurdo, para o Taoísta tradicional é muito filosófico,
mas o que realmente interessa a ambos é a meditação.
Zen é uma experiência.
Não é nem absurdo nem filosofia, porque ambos são termos mentais.
Zen é pura transcendência. [1]

O Zen é severo. É um caminho árduo.
Não é um jogo que você possa brincar; é como se brincar com fogo;
você jamais será o mesmo depois que entrar no mundo do Zen.
Você será completamente transformado, a ponto que você não mais se reconhecerá.
A pessoa que entra no mundo do Zen e a pessoa que sai, são duas pessoas completamente diferentes,
Não existe nenhuma continuidade, existe uma descontinuidade com o passado.
Todas as continuidades vem da mente; toda identidade vem da mente;
 todos os nomes, todas as formas, tudo isso é mente.
Quando se salta a mente, imediatamente uma descontinuidade acontece com o passado -
não só com o passado, você se desconecta do tempo.

A este é o segredo do Zen: ser desconectado do tempo.
Então, você se conecta com a eternidade.
E eternidade é aqui e agora;
eternidade não conhece nenhum passado, nenhum futuro;
eternidade é pura presença.

O tempo não conhece o presente - tempo é passado e futuro.
Normalmente pensamos que o tempo se divide em três categorias: passado, presente e futuro.
 Isto é absolutamente errado.
Tempo é dividido somente em duas categorias: passado e futuro.
O presente não é parte do tempo de modo algum.
Apenas veja, apenas observe.
Quando se diz: Sim, este é o momento presente, ele já se foi, já é passado.
Ou então, se você diz: Isto vai ser presente, isso é futuro.
Você não pode reconhecer o presente, não se pode pontuar o presente,
não se pode indicar o presente.
No mundo do tempo, não existe presente." [2]

O Zen diz: A Budeidade não é lá.
Apenas sente e desfrute. Você já é isso!
Logo, você não precisa ir a lugar algum;
apenas fique um pouco alerta e você descobrirá quem é.
Isto já está acontecendo! Nada precisa ser alcançado, nada precisa ser feito.
Apenas uma coisa:
tornar-se mais alerta sobre quem você é.

O Zen é ensinado, não por palavras. O Zen é ensinado não por objetivos.
 O Zen é ensinado por pontos diretos. Ele te atinge diretamente.
Ele cria a situação, ele cria a estratégia.

Um homem foi ter com um mestre Zen e lhe perguntou:
Gostaria de me tornar um Budha.
E o mestre lhe bateu com força na cara.
O homem então, ficou desorientado.
Ele saiu correndo, e perguntou a um discípulo antigo:
Que espécie de homem é esse?
Eu perguntei uma coisa simples, e ele ficou com tanta raiva.
Ele me bateu com força! Minha bochecha ainda está vermelha!
Qual o problema em se tornar um Budha? Este homem parece ser cruel e violento!

E o discípulo deu uma gargalhada.
Ele disse: Você não entende a compaixão que ele teve por você.
Foi por compaixão que ele te bateu.
E ele é velho, tem noventa anos;
pense como a mão dele deve estar doendo mais que suas bochechas!
Você é jovem. Veja a sua compaixão, seu tolo!! Volte!

Mas, o homem perguntou: Mas o que significa isso?
E o discípulo disse: A mensagem é simples.
Se Budha chegasse e perguntasse como se tornar um Budha, o que você faria?
Você poderia bater nele para que ele acordasse, se lembrasse que ele já é Budha.
Veja que coisa mais sem sentido você está perguntando!

É como uma roseira ficar tentando ser uma roseira, vai enlouquecer.
Ela já é uma roseira. Você deve ter esquecido.
O Zen diz que você está em um estado de sonambulismo,
você se esqueceu quem você é, e isso é tudo.
Nada precisa ser feito, apenas lembrar.

É isso que Nanak chama de SURATI, Kabir chama de Surati - apenas se lembre.
 Você precisa apenas lembrar quem você é!

Então, Zen é passado não por palavras, não por textos e escrituras,
não por teorias, mas direto ao ponto,
nos enlaça em um jogo cuja única resposta é um novo nível de consciência.

Ouvindo esta história você compreenderá como o Zen cria situações.
O Zen é muito psicológico.
Os problemas são psicológicos - você tem que simplesmente esquecer;
não é necessário se ir a lugar algum. Você apenas caiu no sono.
O Zen funciona como um alarme.
Ele bate em você, bate tão fundo no seu coração que você desperta."[3]


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   Om Shanti


Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Novembro 29, 2014, 19:26:05 pm


                            Ventos de Paz

           Dissolva-se no oceano da Existência - Osho



"A vida possui duas dimensões. Uma é horizontal — na qual todos vocês estão
vivendo, na qual vocês estão sempre pedindo por mais e cada vez mais e mais.
A quantidade não é a questão; nenhuma quantidade vai satisfazê-los.
A linha horizontal é a linha quantitativa.
Você pode ir seguindo sem parar.
Ela é como o horizonte — à medida que você segue adiante, o horizonte continua recuando.
A distância entre você e a meta do seu "cada vez mais", a meta do desejo, permanece sempre a mesma.

Ela era a mesma de quando você era uma criança, era a mesma de quando você era jovem,
será a mesma quando você for idoso.
A distância permanecerá a mesma até o seu último suspiro.

A linha horizontal é uma ilusão.
O horizonte não existe, somente aparenta — lá, talvez a apenas algumas milhas de distância,
 o céu esteja encontrando-se com a terra.
 Eles não se encontram jamais.

E a partir do horizonte vem a linha horizontal — sem fim, porque a meta é
ilusória; você não pode torná-la realidade.
E a sua paciência é limitada, seu período de vida é limitado.
Um dia, você percebe que tudo parece fútil, sem significado:
"Estou me arrastando sem necessidade, me torturando, chegando a lugar nenhum..."
 Aí então o oposto surge em você — "Destruir-se.
Não vale a pena viver, porque a vida promete, mas jamais dá o prometido."

Mas a vida tem uma outra linha — uma linha vertical.
A linha vertical se move em uma dimensão totalmente diferente.
Em tal experiência, por um momento, você vira sua face na direção vertical.

Você não está pedindo — eis por que está recebendo. Você não está desejando —
 eis por que tanto torna-se disponível a você.
Você não tem uma meta — eis por que você se aproxima tanto dela.

Devido a não haver nenhum desejo, nenhuma meta, nenhuma pergunta, nenhum pedido,
você não tem qualquer espécie de tensão — você está completamente relaxado.
Nesse estado relaxado está o encontro com a consciência.

O medo surge no momento em que você chega ao ponto de dissolver sua última parte,
porque, então, será irrevogável: você não será capaz de retornar.
Já contei muitas vezes um belo poema de Rabindranath Tagore.

O poeta estava procurando por Deus há milhares de vidas.
Ele o via às vezes, lá longe, próximo a uma estrela, e ele começou a mover-se naquele caminho,
mas, no momento em que chegou àquela estrela,
Deus mudou-se para outro lugar.

Mas ele continuou procurando e procurando —
ele estava determinado a descobrir a casa de Deus —
 e a surpresa das surpresas foi que, certo dia, ele de fato chegou a uma casa
onde na porta estava escrito: "Casa de Deus".

Você pode compreender o seu êxtase, pode compreender sua alegria.
Ele corre escada acima e, bem na hora em que ia bater à porta, de repente sua mão gela.
Surge-lhe uma ideia: "Se por acaso esta for realmente a casa de Deus, então, estou morto,
minha busca acabou. Fiquei identificado com a minha busca, com a minha procura.
 Eu não sei fazer mais nada...
Se a porta se abrir e eu encontrar-me com Deus, estou morto... — acabou-se a busca.

E depois? Depois há uma eternidade entediante —
nenhum excitamento, nenhuma descoberta, nenhum desafio novo,
 pois não pode haver nenhum desafio maior do que Deus."

Ele começou a tremer de medo, tirou os sapatos dos pés
e desceu de volta os lindos degraus de mármore.
Ele tirou os sapatos, de modo que não fosse feito
nenhum barulho, pois o seu medo era até de fazer barulho nos degraus...
 Deus podia abrir a porta, embora ele nem tivesse batido.
E, então, ele correu tão depressa quanto jamais correra antes.

Ele pensava que estava correndo atrás de Deus tão depressa quanto podia,
 mas nesse dia, subitamente, ele encontrou a energia que jamais tivera antes.
Correu como jamais tinha corrido, sem olhar para trás.

O poema termina assim:
"Eu ainda estou procurando por Deus. Conheço sua casa, assim a evito e busco em outro lugar.
 A excitação é grande, o desafio é grande e, na minha busca, eu prossigo, continuo a existir.
Deus é um perigo — eu seria aniquilado.
Mas agora eu não tenho medo nem de Deus, porque conheço Sua casa.
Sendo assim, deixando de lado a Sua casa, continuo procurando por Ele, ao redor de todo o universo.
 E lá no fundo eu sei que minha busca não é por Deus:
minha busca é para nutrir o meu ego."

Eu coloco Rabindranath Tagore como um dos maiores religiosos do nosso século,
embora ele não seja, comumente, relacionado à religião.
Mas somente um homem religioso de enorme experiência poderia escrever este poema;
não é apenas uma poesia comum: ela contém uma grande verdade.

E é isso o que a sua questão está levantando.
Relaxado, você chega a um momento em que você sente que vai desaparecer, e então você pensa:
"Talvez isto seja um instinto suicida."; e retorna ao seu velho mundo miserável.
Mas esse mundo miserável possui uma coisa: ele protege o seu ego, permite-lhe ser.

Esta é uma estranha situação: a bem-aventurança não permite você; você tem de desaparecer.
 É por isso que você não vê muitas pessoas abençoadas no mundo.
A infelicidade nutre o seu ego —
é por isso que você vê tanta gente infeliz no mundo. O ponto central, básico, é o ego.

Sendo assim, você não chegou a um ponto de suicídio.
 Você chegou a um ponto de nirvana, de cessação, de desaparição, do apagar da vela.
Esta é a última experiência. Se você puder juntar coragem... só mais um passo...
A existência está apenas a um passo distante de você.

Não dê ouvidos ao lixo da sua mente, dizendo que isto é suicídio.
 Você não está bebendo veneno, nem se dependurando numa árvore,
e nem tampouco dando um tiro de revólver em si mesmo — onde o suicídio?
Você está simplesmente tornando-se mais tênue e cada vez mais e mais tênue.
E chega um momento em que você está tão diluído e tão espalhado por toda a existência,
que você não pode dizer que você é, mas pode dizer que a existência é.

A isto chamamos de iluminação, não de suicídio.
A isto chamamos de realização da suprema verdade.
Mas você tem de pagar o preço.
E o preço não é nada, senão o abandono do ego.
Sendo assim, quando um tal momento vier, não hesite.
Dançando, desapareça... com uma grande gargalhada, desapareça;
com canções em seus lábios, desapareça.

Eu não sou um teórico, isto aqui não é uma filosofia minha.
 Eu cheguei à mesma linha limítrofe muitas vezes, e retornei.
Eu também encontrei a casa de Deus muitas vezes e não pude bater.
Jesus tem alguns dizeres... Um dos dizeres é este:
"Bata, e a porta se abrirá para você."
Se esta frase tem algum sentido, este é o sentido que estou lhe dando agora.

Assim, quando esse momento vier, regozije-se e dissolva-se.
É da natureza humana — e compreensível — que muitas vezes você retorne.
Mas essas muitas vezes não contam.
Uma só vez, junte toda a coragem e dê um salto.

Você será, mas de modo tão novo, que não poderá conectá-lo com o velho.
 Será uma descontinuidade.
O velho era tão frágil, tão restrito, tão medíocre , e o novo é tão vasto...
De uma pequenina gota de orvalho, você tornou-se o oceano.
Mas até mesmo uma gota de orvalho, ao escorregar de uma folha de lótus,
treme por um momento, tenta agarrar-se um pouco mais, porque ela já pode ver o oceano...
uma vez que tenha caído da folha de lótus, acabou-se.

Sim, de certo modo, ela não mais será — como uma gota de orvalho, ela terá deixado de ser.
Mas isso não é uma perda. Você será oceânico.
E todos os outros oceanos são limitados.
O oceano da existência é ilimitado."
Osho em O Livro dos Segredos IV

Leia mais em: www.ventosdepaz.blogspot.com

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 Apenas ... uma partilha ...

   OM Shanti  , porque Namastê
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Dezembro 06, 2014, 15:50:57 pm
   

             Olá !
             
                            Dissolva-se no oceano da Existência - Osho



"A vida possui duas dimensões. Uma é horizontal —
na qual todos vocês estão vivendo,
na qual vocês estão sempre pedindo por mais e cada vez mais e mais.
A quantidade não é a questão; nenhuma quantidade vai satisfazê-los.
A linha horizontal é a linha quantitativa.
Você pode ir seguindo sem parar.
 Ela é como o horizonte — à medida que você segue adiante, o horizonte continua recuando.
A distância entre você e a meta do seu "cada vez mais",
a meta do desejo, permanece sempre a mesma.

Ela era a mesma de quando você era uma criança,
era a mesma de quando você era jovem, será a mesma quando você for idoso.
A distância permanecerá a mesma até o seu último suspiro.

A linha horizontal é uma ilusão.
O horizonte não existe, somente aparenta
— lá, talvez a apenas algumas milhas de distância, o céu esteja encontrando-se com a terra.
Eles não se encontram jamais.

E a partir do horizonte vem a linha horizontal — sem fim,
porque a meta é
ilusória; você não pode torná-la realidade.
E a sua paciência é limitada, seu período de vida é limitado.
Um dia, você percebe que tudo parece fútil, sem significado:
"Estou me arrastando sem necessidade, me torturando, chegando a lugar nenhum..."
Aí então o oposto surge em você — "Destruir-se.
Não vale a pena viver, porque a vida promete, mas jamais dá o prometido."

Mas a vida tem uma outra linha — uma linha vertical.
A linha vertical se move em uma dimensão totalmente diferente.
Em tal experiência, por um momento, você vira sua face na direção vertical.

Você não está pedindo — eis por que está recebendo.
Você não está desejando — eis por que tanto torna-se disponível a você.
Você não tem uma meta — eis por que você se aproxima tanto dela.

Devido a não haver nenhum desejo, nenhuma meta, nenhuma pergunta, nenhum pedido,
você não tem qualquer espécie de tensão — você está completamente relaxado.
Nesse estado relaxado está o encontro com a consciência.

O medo surge no momento em que você chega ao ponto de dissolver sua última parte,
porque, então, será irrevogável: você não será capaz de retornar.

Já contei muitas vezes um belo poema de Rabindranath Tagore.

O poeta estava procurando por Deus há milhares de vidas.
Ele o via às vezes, lá longe, próximo a uma estrela, e ele começou a mover-se naquele caminho,
mas, no momento em que chegou àquela estrela, Deus mudou-se para outro lugar.

Mas ele continuou procurando e procurando — ele estava determinado a descobrir a casa de Deus —
e a surpresa das surpresas foi que, certo dia, ele de fato chegou a uma casa onde na porta estava escrito:
"Casa de Deus".

Você pode compreender o seu êxtase, pode compreender sua alegria.
Ele corre escada acima e, bem na hora em que ia bater à porta, de repente sua mão gela.
Surge-lhe uma ideia: "Se por acaso esta for realmente a casa de Deus,
então, estou morto, minha busca acabou.
Fiquei identificado com a minha busca, com a minha procura.
Eu não sei fazer mais nada...
Se a porta se abrir e eu encontrar-me com Deus, estou morto... — acabou-se a busca.

E depois?
Depois há uma eternidade entediante — nenhum excitamento, nenhuma descoberta,
nenhum desafio novo, pois não pode haver nenhum desafio maior do que Deus."

Ele começou a tremer de medo, tirou os sapatos dos pés e desceu de volta os lindos degraus de mármore.
Ele tirou os sapatos, de modo que não fosse feito nenhum barulho,
pois o seu medo era até de fazer barulho nos degraus...
Deus podia abrir a porta, embora ele nem tivesse batido.
E, então, ele correu tão depressa quanto jamais correra antes.

Ele pensava que estava correndo atrás de Deus tão depressa quanto podia,
mas nesse dia, subitamente, ele encontrou a energia que jamais tivera antes.
Correu como jamais tinha corrido, sem olhar para trás.

O poema termina assim:
"Eu ainda estou procurando por Deus. Conheço sua casa, assim a evito e busco em outro lugar.
A excitação é grande, o desafio é grande e, na minha busca, eu prossigo, continuo a existir.
Deus é um perigo — eu seria aniquilado.
Mas agora eu não tenho medo nem de Deus, porque conheço Sua casa.
 Sendo assim, deixando de lado a Sua casa, continuo procurando por Ele, ao redor de todo o universo.
E lá no fundo eu sei que minha busca não é por Deus: minha busca é para nutrir o meu ego."

Eu coloco Rabindranath Tagore como um dos maiores religiosos do nosso século,
embora ele não seja, comumente, relacionado à religião.
Mas somente um homem religioso de enorme experiência poderia escrever este poema;
não é apenas uma poesia comum: ela contém uma grande verdade.

E é isso o que a sua questão está levantando.
Relaxado, você chega a um momento em que você sente que vai desaparecer, e então você pensa:
"Talvez isto seja um instinto suicida."; e retorna ao seu velho mundo miserável.
Mas esse mundo miserável possui uma coisa: ele protege o seu ego, permite-lhe ser.

Esta é uma estranha situação: a bem-aventurança não permite você; você tem de desaparecer.
É por isso que você não vê muitas pessoas abençoadas no mundo.
A infelicidade nutre o seu ego — é por isso que você vê tanta gente infeliz no mundo.
O ponto central, básico, é o ego.

Sendo assim, você não chegou a um ponto de suicídio.
Você chegou a um ponto de nirvana, de cessação, de desaparição, do apagar da vela.
 Esta é a última experiência. Se você puder juntar coragem... só mais um passo...
 A existência está apenas a um passo distante de você.

Não dê ouvidos ao lixo da sua mente, dizendo que isto é suicídio.
 Você não está bebendo veneno, nem se dependurando numa árvore,
e nem tampouco dando um tiro de revólver em si mesmo — onde o suicídio?
Você está simplesmente tornando-se mais tênue e cada vez mais e mais tênue.
E chega um momento em que você está tão diluído e tão espalhado por toda a existência,
que você não pode dizer que você é, mas pode dizer que a existência é.

A isto chamamos de iluminação, não de suicídio.
A isto chamamos de realização da suprema verdade.
Mas você tem de pagar o preço.
E o preço não é nada, senão o abandono do ego.
Sendo assim, quando um tal momento vier, não hesite.
Dançando, desapareça... com uma grande gargalhada, desapareça;
com canções em seus lábios, desapareça.

Eu não sou um teórico, isto aqui não é uma filosofia minha.
Eu cheguei à mesma linha limítrofe muitas vezes, e retornei.
Eu também encontrei a casa de Deus muitas vezes e não pude bater.
Jesus tem alguns dizeres... Um dos dizeres é este: "Bata, e a porta se abrirá para você."
 Se esta frase tem algum sentido, este é o sentido que estou lhe dando agora.

Assim, quando esse momento vier, regozije-se e dissolva-se.
É da natureza humana — e compreensível — que muitas vezes você retorne.
Mas essas muitas vezes não contam.
Uma só vez, junte toda a coragem e dê um salto.

Você será, mas de modo tão novo, que não poderá conectá-lo com o velho.
Será uma descontinuidade.
O velho era tão frágil, tão restrito, tão medíocre... e o novo é tão vasto...
De uma pequenina gota de orvalho, você tornou-se o oceano.
Mas até mesmo uma gota de orvalho, ao escorregar de uma folha de lótus,
treme por um momento, tenta agarrar-se um pouco mais, porque ela já pode ver o oceano...
uma vez que tenha caído da folha de lótus, acabou-se.

Sim, de certo modo, ela não mais será — como uma gota de orvalho, ela terá deixado de ser.
Mas isso não é uma perda. Você será oceânico.
E todos os outros oceanos são limitados.
O oceano da existência é ilimitado."

Osho em O Livro dos Segredos IV


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              Meditemos ...





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                 Om Shanti  !
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Janeiro 01, 2015, 12:29:57 pm


                        Miscelânea


Algumas coisas morrem com a luz.

 Se você puxar para fora da terra as raízes de uma árvore, elas morrerão.

Elas necessitam da escuridão, elas vivem na escuridão, na escuridão está a vida delas.

Assim como as raízes, o sofrimento também vive na escuridão.
Exponha os seus sofrimentos e você descobrirá, eles irão morrer.

Se você continuar escondendo-os dentro de si,
eles irão permanecer seus companheiros constantes por muitas vidas.

A infelicidade tem que ser expressada, só assim haverá espaço para a verdadeira Luz.

                      Osho


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        Om Shanti

Título: OSHO
Enviado por: kunti em Fevereiro 17, 2015, 23:28:57 pm


  “Primeiro você precisa entender que o amor é um fenômeno natural.

Mesmo que isso não tenha acontecido.
 Primeiro você tem que entender o natural e aí sim, o transcendental.
Assim, a segunda coisa a se lembrar é,
nunca esteja em busca de um homem perfeito ou de uma mulher perfeita.
Essa ideia também foi colocada em sua mente - que,
 a menos que você encontrar um homem perfeito
 ou uma mulher perfeita que você não vai ser feliz.

Então você continua olhando para o perfeito e você não o encontra, então você fica infeliz.

Para fluir e crescer no amor não precisa de perfeição.”



      Osho

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                Om   Shanti



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Título: OSHO
Enviado por: kunti em Abril 12, 2015, 10:53:39 am
      " Pare de cumprir as expectativas dos outros ,

porque essa é a maneira de você cometer suicídio.
Você não está aqui para satisfazer as expectativas de ninguém
e ninguém está aqui para satisfazer suas expectativas.
Nunca torne-se uma vítima das expectativas dos outros
e não faça qualquer um vítima das suas expectativas.
Isto é o que eu chamo de individualidade.
Respeite sua própria individualidade e respeite a individualidade dos outros.
Nunca interfira na vida de ninguém
e não permita que ninguém interfira na sua vida.
Só então um dia você vai crescer em espiritualidade.
Caso contrário, noventa e nove por cento das pessoas simplesmente cometem suicídio.
Toda a sua vida nada mais é que um suicídio lento.
Cumprindo essa expectativa, aquela expectativa...
um dia era o pai, outro dia era a mãe, um dia era a esposa, marido,
em seguida vêm as crianças – elas também tem expectativas.
Então a sociedade, o padre, o político.
Todo mundo tem expectativas.
E pobre de você, apenas um pobre ser humano
– e o mundo inteiro esperando por você para fazer isso e aquilo.
E você não pode satisfazer todas as expectativas, porque elas são contraditórias.
Você tem tentado loucamente cumprir as expectativas de todos
e você não satisfez ninguém.
Ninguém está feliz.
Você está perdido e ninguém está feliz.
As pessoas que não estão felizes com elas mesmas, não podem ser felizes.
Tudo o que você fizer, elas vão encontrar maneiras de estar infeliz com você,
 porque elas não podem ser felizes.
A felicidade é uma arte que tem que ser aprendida.
Não tem nada a ver com o seu fazer ou não fazer.

         Em vez de agradar, aprenda a arte da felicidade."

( Osho )


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       Om Shanti
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Novembro 06, 2015, 20:03:27 pm



                               Diferenças entre filosofia e darshan -   Osho



"A filosofia não é Darshan.
Darshan é um termo oriental.
Darshan significa percepção; filosofia significa pensar. (...)
Filosofia significa pensar, e darshan significa ver. Os dois são basicamente
diferentes; não só diferentes, mas também diametralmente opostos,
porque quando está pensando, não pode ver.
Está tão cheio de pensamentos que a percepção se turva, a percepção se nubla.
 Quando deixa de pensar, volta-te capaz de ver. Então tem os olhos abertos; limpam-se.
A percepção só acontece quando cessa o pensamento.

Para o Sócrates, Platão e Aristóteles, e toda a tradição ocidental, pensar é a base.
Para o Kanad, Kapil, Patanjali, Buda e toda a tradição oriental, ver é a base.

De modo que Buda não é um filósofo, absolutamente;
nem tampouco Patanjali, nem Kapil ou Kanad.
Não são filósofos: viram a verdade; não pensaram sobre ela.

Recorda bem que só pensa quando não pode ver.
Se pode ver, não há razão para pensar.
Pensar se faz sempre na ignorância.
Pensar não é conhecimento, porque quando sabe, não há necessidade de pensar.
Quando não sabe, enche esse oco pensando.
Pensar é mover-se às cegas.
De modo que as filosofias orientais não são filosofias.

Usar a palavra filosofia para o darshan oriental é absolutamente errôneo.

Darshan significa ver, conseguir a visão, dar-se conta, saber...
imediatamente, directamente, sem a mediação de pensar e o pensamento.
Pensar nunca pode levar ao desconhecido.

Como vai levar? É impossível.
Terá que compreender o processo mesmo de pensar.

Quando pensa, o que faz realmente? Segue repetindo velhos pensamentos, lembranças.

Se te fizer uma pergunta -existe Deus?-, pode pensar sobre ela.
Repetirá tudo o que ouviste, tudo o que tem lido, tudo o que acumulaste a respeito de Deus.
Inclusive se chegar a uma conclusão nova, sua novidade será só aparente, não real.
Será simplesmente uma combinação de velhos pensamentos.
 Pode combinar muitos pensamentos velhos e criar uma nova estrutura,
mas essa estrutura será aparentemente nova, não nova.

Pensar nunca pode levar a nenhuma verdade original.
Pensar nunca é original; não pode sê-lo.
Sempre é do passado, do velho, do conhecido.
Pensar não pode tocar o desconhecido;
move-se repectitivamente no círculo do conhecido.
Não conhece a verdade, não conhece deus.
O que pode fazer? Pode pensar sobre isso.

Moverá-te em círculos, dando mais e mais voltas.
Nunca pode chegar a nenhuma experiência disso.
De modo que a ênfase não está em pensar, a não ser em ver.
 Não pode pensar a respeito de Deus, mas pode ver.
Não pode chegar a nenhuma conclusão a respeito de Deus,
mas pode cair na conta. pode-se voltar uma experiência.
Não pode chegar a isso mediante a informação, mediante os conhecimentos,
mediante as Escrituras, mediante teorias e filosofias; não, não pode chegar a isso.
Só pode chegar a isso se descartar todos os conhecimentos.
Tudo o que ouviste e lido e aprovisionado, todo o pó que recolheu sua mente,
todo o passado, deve ser posto de lado.
Então seus olhos são novos, então sua consciência está livre de nuvens, e então pode vê-lo.

Está aqui e agora; você é o que está nublado.
Não tem que ir a nenhuma outra parte para encontrar o divino ou a verdade: está aqui.
Está aqui mesmo, onde está.
E sempre foi assim, só que você está cheio de nuvens, seus olhos estão fechados.
De modo que não é questão de pensar mais;
a questão é como alcançar uma consciência não pensante.

Por isso digo que a meditação e a filosofia são contrárias.
A filosofia pensa, a meditação alcança uma consciência não pensante.
 E as filosofias orientais não são realmente filosofias.
No Ocidente, existe a filosofia; no Oriente, só as realizações religiosas.

É obvio, quando acontece um Buda, quando acontece um Kanad ou um Patanjali,
quando alguém chega a realizar o absoluto, fala disso.
As enunciações que faz são diferentes das enunciações aristotélicas,
das conclusões filosóficas ocidentais.
A diferença é esta: um Kanad, um Buda, primeiro chega à realização
 -a realização é o primeiro- e logo faz enunciações sobre ela.
 A experiência é o primário, e logo a expressa. Aristóteles, Hegel e Kant pensam,
e então, mediante o pensamento e a argumentação e a dialética lógicas,
chegam a conclusões específicas.
Essas conclusões se alcançam mediante o pensamento, mediante a mente,
não mediante alguma prática de meditação.
 Então fazem asseverações, fazem enunciações. A fonte é diferente.

Para um Buda, suas enunciações são só um veículo para comunicar.
Ele nunca diz que mediante sua comunicação alcançará a verdade.
Se pode entender a Buda, isso não significa que tenha alcançado a verdade;
 significa simplesmente que aprovisionaste conhecimentos.
Terá que passar por meditações, êxtase profundos, atoleiros profundos
da mente, e só então chegará à verdade.

De modo que a verdade se alcança mediante uma certa experiência existencial.
É existencial, não é mental.
Deve trocar para conhecê-la e para sê-la.
Se segue sendo o mesmo e segue aprovisionando informação,
voltará-te um grande erudito, um filósofo, mas não será um iluminado.
Seguirá sendo o mesmo homem; não terá havido nenhuma mutação.

Por isso, a filosofia é uma dimensão, em que a meditação é justo o contrário:
a oposta, a dimensão diametralmente oposta.
Assim não pense sobre a vida; mas bem, vive-a a fundo.
E não pense a respeito de problemas supremos;
mas bem, entra neste mesmo momento no supremo.
E o supremo não está no futuro: está sempre aqui, intemporalmente aqui.

Outra pessoa tem feito também uma pergunta similar. perguntou:
podem resolver problemas pensando?

Sim, certos problemas se podem resolver pensando,
só os problemas que são criados pelo pensamento podem ser resolvidos por ele.
 Mas nenhum problema real pode ser resolvido com ele;
nenhum problema existencial e vívido pode ser resolvido com ele. (...)

Pergunta:
Há dito que a ciência experimenta com o objetivo, e a religião com o subjetivo.
 Mas agora há uma nova ciência crescente: a psicologia,
ou mais exatamente, a psicologia profunda, que é tão subjetiva como objetiva.
 De modo que a ciência e a religião se encontram na psicologia profunda?

 Osho: 
 Não podem encontrar-se.
A psicologia profunda, ou o estudo dos fenómenos psíquicos, também é objectiva.
 E, o método da psicologia profunda é o método da ciência objectiva.
Tenta ver a distinção. Por exemplo, pode estudar meditação de maneira científica.
Pode observar a alguém que esteja meditando, mas então, isto se tornou objetivo para ti.
Você medita e eu observo.
Posso trazer todos os instrumentos científicos para observar o que te está acontecendo,
o que está acontecendo dentro de ti, mas o estudo segue sendo objectivo.
Eu estou fora. Eu não estou meditando.
Você está meditando; é um objecto para mim.
Então eu trato de compreender o que te está acontecendo.
Inclusive mediante instrumentos se podem saber muitas coisas sobre ti,
 mas isso seguirá sendo objectivo e cientista.
De modo que, em realidade, o que estou estudando
não é o que te está acontecendo realmente,
a não ser os efeitos que seu corpo está registando.

Não pode penetrar em um Buda, no que lhe está acontecendo,
 porque, em realidade, não está acontecendo nada.
O centro mais profundo de um iluminado é um nada.
Não está acontecendo nada ali.
E se não estar acontecendo nada, como vais poder estudá-lo?
Pode estudar algo.
Pode estudar as ondas alfa; o que lhe está acontecendo à mente,
ao corpo, à química, pode-o compreender.
Mas, em realidade, quando alguém se ilumina, não está acontecendo nada no mais fundo.
Todo acontecimento cessou.

Isto é o que quer dizer: o mundo cessou.
 Já não há sansara, nenhum acontecimento. É como se não fora.

Por isso diz Buda: "Agora me tornei um no-forma, não-ser.
Não há ninguém dentro de mim. Sou só um vazio.
Chama-a desapareceu, e a casa está desocupada".
Não está acontecendo nada. O que pode registar respeito a isso?
E como muito pode registar que não está acontecendo nada.
Se acontecer algo, pode ser registado objectivamente.

O método da ciência segue sendo objectivo,
e a ciência tem muito medo ao subjectivo, por muitas razões.
A ciência e a mente científica não podem acreditar no subjectivo,
porque, em primeiro lugar, é privado e individual e ninguém pode entrar nisso.
Não pode fazer-se público e colectivo, e a não ser que algo seja público e colectivo,
não se pode dizer nada sobre isso."


                    Osho em O Livro dos Segredos IV


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                                       Meditemos !





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                    Om Shanti


                      Kunti


Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Novembro 18, 2015, 22:59:29 pm


                                       Sobre a indiferença na meditação - Osho




"Pergunta -
Ultimamente você tem falado muito do silencio e o vazio internos.
Actualmente minha mente parece estar completamente fora do controle..
A mente nesses anos todos aqui no ashram,
sinto que minha mente funciona como um computador que ficou louco.
Tento ser um testemunho de todo absoluto, mas o monstro continua, e continua...

Osho -
Deixe que o monstro siga, e não se preocupe.
É a preocupação mesma que é o problema, não o monstro.
O mundo inteiro segue e segue: o rio segue fluindo,
as nuvens seguem movendo-se no céu, os pássaros seguem cantando nas árvores.
Por que está contra a mente?
Deixe-a também que ela siga, e despreocupe-se disso.

Ser testemunho não é um esforço, quando você não tenta controlar surge o testemunho.
A mera ideia de que tens que deter a mente é errónea;
de tens que calar a mente, que tens que fazer algo sobre este processo é errónea.
Não se requer que faça nada. Se fazes algo, não servirá, ajudará ao problema mas não a ti.
Por isso, quando medita, sente que a mente parece ficar mais louca,
 e quando não medita, a mente parece não estar tão louca.
Quando está meditando, está demasiado envolvido com a mente,
está tentando de tudo para pará-la.

Quem é você?
E por que deveria preocupar-se com a mente?
O que ela tem de mal ?
Permite os pensamentos, deixe que se movam como as nuvens.

Quando se tornar indiferente, automaticamente estará observando.
Não há nada mais a fazer. Só pode observar, só pode ser testemunho,
e ao testemunhar a mente, ela simplesmente para, silencia.
Não foi você que a parou.
Nada tem sido capaz de parar a mente.
E a ideia da meditação é ainda parte da mente,
a ideia de que se alcançar o silencio alcançará o supremo, isso também é parte da mente.
Assim, não seja estúpido!
A mente não pode silenciar a mente.
Quem está fazendo esta pergunta, você ou a mente?

Não está consciente de si mesmo em absoluto; tudo isso são truques da mente.
A única coisa que podes fazer é ser indiferente, e deixa que a mente siga.
Como estás indiferente, pronto, cria-se uma distância entre você e mente.
A mente chama, bate à porta, mas você não lhe dá atenção,
não está preocupado com o que a mente faça. Este desinteresse é necessário.
Neste clima de desinteresse, surge o observador.
Agora, você vê que a mente nunca te pertenceu;
é um computador, é um mecanismo e você está absolutamente separado dela.

Abandone todos os esforços para acalmá-la e permaneça passivo,
observe qualquer coisa que se passe.
Não dê direção à mente.(...)
Não seja um guia da mente, não seja um controlador.
Toda a existência segue e nada te perturba.
Assim que, porque deveria me perturbar essa mente,
um pequeno computador, um mecanismo pequeno?
Desfrute se puder. Se não puder, seja indiferente.
E algum dia, encontrará algo que estava dormindo profundamente em seu interior.
Quando desperto, uma nova energia estará brotando em ti, e a mente estará distante.
E pouco a pouco a mente estará mais e mais distante;
ela segue falando, mas você sabe que ela fala de um lugar distante,
assim como de uma estrela longínqua,
é tão distante que você nem pode ouvir ou compreender o que ela diz.
E esta distância segue e segue aumentando mais e mais,
até que chegue um momento em que você não pode mais saber para onde foi para a mente.

Este silencio é qualitativamente diferente do silencio que você pode praticar.
O silencio real chega espontaneamente, não é algo que se pratique.
Se praticado está criando um silencio falso.
A mente é muito trapaceira, ela pode te dar uma falsa noção de silencio,
 mas este também pertence à mente.

Assim, não se esforce por acalmá-la.
Mas se sente ao lado do caminho e deixe que o fluxo passe.
 Observe-o, mire como os olhos despreocupados, olhos de indiferença,
e o quem tem estado desejando acontecerá, mas não por seu desejo.
O desejo não te permitirá ser indiferente.
Buda usou a palavra upeksha, que  significa indiferença absoluta,
e disse que você nunca se tornará meditativo a não ser que tenha alcançado upeksha, a indiferença.
Esse é o terreno.
Neste terreno germinam as sementes da meditação, não há outro caminho."


                             Osho em  :     Os Três Tesouros      vol 1

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                                               Meditemos !




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                                                 Om Shanti



               
Título: Re: OSHO
Enviado por: kunti em Agosto 13, 2016, 11:57:55 am
      Osho -

    "Um coice bem dado manda qualquer cavalo prá lua."

Havia numa aldeia um velho muito pobre
que possuía um lindo cavalo branco.
Numa manhã ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira.
Os amigos disseram ao velho:
– Mas que desgraça, seu cavalo foi roubado!
E o velho respondeu:
– Calma, não cheguem a tanto.
Simplesmente digam que o cavalo não está mais na cocheira.
-O resto é julgamento de vocês.
As pessoas riram do velho.
Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou.
Ele havia fugido para a floresta.
E não apenas isso;
ele trouxera uma dúzia de cavalos selvagens consigo.
Novamente as pessoas se reuniram e disseram:
– Velho, você tinha razão.
Não era mesmo uma desgraça, e sim uma bênção.
E o velho disse:
– Vocês estão se precipitando de novo.
Quem pode dizer se é uma bênção ou não?
Apenas digam que o cavalo está de volta…
O velho tinha um único filho
que começou a treinar os cavalos selvagens.
Apenas uma semana mais tarde,
ele caiu de um dos cavalos e fracturou as pernas.
As pessoas se reuniram e,
mais uma vez, se puseram a julgar:
– E não é que você tinha razão, velho?
Foi uma desgraça seu único filho perder o uso das duas pernas.
E o velho disse:
Mas vocês estão obcecados por julgamentos, hein?
Não se adiantem tanto.
Digam apenas que meu filho fracturou as pernas.
Ninguém sabe ainda se isso é uma desgraça ou uma bênção…
Aconteceu que, depois de algumas semanas,
o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar,
menos o filho do velho.
E os que foram para a guerra, morreram…
Quem é obcecado por julgar, cai sempre na armadilha de basear seu julgamento
em pequenos fragmentos de informação,
o que o levará a conclusões precipitadas.
Nunca encerre uma questão de forma definitiva,
pois quando um caminho termina, outro começa,
quando uma porta se fecha, outra se abre…
As vezes vemos apenas a desgraça
e não vemos a bênção que ela nos traz…

    (Osho)

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         Om Shanti