A Caminho do Templo

O Diário do Discípulo / The Disciples Diary => A Experiência / The Experience => Tópico iniciado por: Onurb em Fevereiro 04, 2009, 00:57:28 am

Título: Dia 3-2-2009 - Não ouves? Escreve!
Enviado por: Onurb em Fevereiro 04, 2009, 00:57:28 am
Olá, não foi um final de tarde muito feliz  :'(

Vinha a conduzir perto do Jumbo com um pensamento na cabeça que me tem incomodando faz tempo e sobre o qual não queria escrever nem uma palavra!

Já várias vezes me surgiu e várias vezes o apaguei, até que hoje ao dizer "Não! Não o vou escrever!" Um gato vindo do nada passa uma fila de carros em movimento à minha direita e... caramba porque eu? Foi mau... sentir aquilo... por isso aqui estou, o passo seguinte caso não escreva deve ser umas capachadas nas orelhas como à muito não sinto.

O problema é como escrever de forma a que até os mais antigos nestas andanças também aceitem ou sintam... falta-me a palavra correcta. Bem passando ao assunto.

Várias vezes ouvi dizer cuidado com as saídas astrais que existem planos onde os anjos se recusam a entrar.

Vamos começar por uma experiência simples, numa noite qualquer uma pessoa sente que está, suponhamos na sua cozinha, ou sai voando pela varanda...  ::) ::) onde é que já vi e ouvi isto... a seguir o que acontece?

Após aquele momento uauuuu... sou o Peter Pan. A pessoa sente-se agarrada, algo o prende, o que sente? medo ... está preso num estado desconhecido.  Alto parem tudo... cortem o filme! Saiam do filme, afastem-se, olhem o que veêm!   

A pessoa está sozinha, afinal quem a prende? É ela própria.  :o

Depois de experimentar algo novo, vê que afinal não sonha, por falta de conhecimento assusta-se e bloqueia, nisto não se consegue movimentar, nem gritar, sente um enorme peso... até que acorda na cama e pensa, bolas que pesadelo!

Algo me diz para não se meter medo ás pessoas em relação às saídas, eu sei, eu sei... por isso não queria escrever mas ... as pessoas tem que experimentar por elas próprias, alguém diria muda-se os tempos mudam-se as vontades.

Agora vamos analisar-nos! Pensamentos! Sim quantos de nós vigiamos os pensamentos? Liguem o filme....

"Um florista e um talhante foram presos em São Petersburgo, Rússia, pelo assassinato de uma jovem que terão afogado numa banheira antes de comer partes de seu corpo..." 

Pára tudo outra vez!

                                                                                                                       





                                                                                                                       

Quais foram os primeiros pensamentos que tiveram? (Provavelmente nenhum pois estavam mergulhados na sugestão...) Vigiavam os vossos pensamentos? Qual parte era pensamento vosso? Que parte era pensamento colectivo?

Muitas vezes pensamos, caramba já falhei! que pensamento o meu... que Deus me perdoe. O facto de errarmos o pensamento neste plano ao qual pertencemos até não nos faz muita moça, quer dizer mais ou menos (sempre se criam mais uns quantos laços que nos unem a quem não devíamos) devemos ser sempre vigilantes, mesmo assim pensamos e logo que caímos em nós, constatamos que não o deveríamos ter feito.

Agora devíamos fazer uma viagem a um plano abaixo do nosso, onde afogar alguém numa banheira e comer partes do corpo é uma brincadeirinha do dia a dia, para não falar de coisas piores que não posso sequer imaginar, as quais seriam naturais para aquele plano mas autênticos tormentos para nós. E aqui é que reside o perigo.

E quais são:

-Manter o pensamento correcto
-Não acção

Tal como aqui seguramos um pirilampo para vermos a sua luz, pirilampo seriamos noutros planos abaixo, um pensamento uma acção faria a lei causa efeito entrar em funcionamento, sem nos apercebermos já tinhamos a primeira linha no pé, depois de uma linha no pé em vezes de termos a moral e pensamento correcto para anularmos a acção, outras linhas se atariam... não tardaria a pertencermos ao plano.

Outra situação seria por exemplo já não termos o corpo como o conhecemos, estarmos num estado de passagem, a nossa moral não ser muito alta e observarmos um plano inferior, onde certas coisas ainda nos atraem... neste caso acho que seja mais uma escolha, que provavelmente se tornaria um tormento, ou governaríamos como Lords ... .

Assim sendo penso que a mensagem seja não assustar as pessoas, mas sim ensinar que existem planos abaixo (moral baixa) e acima do nosso(moral elevada), que podemos visitar todos os planos abaixo até ao fogo, mas que é muito provável uma vez não estarmos preparados que fiquemos neles, lembro-me de ter viajado o ano passado com o Yoge Ramacharaca a um sitio cinzento onde muitas pessoas se lamentavam....(pensando bem talvez não seja um nivel a baixo mas paralelo).

Se a moral nos permitir visitar um plano acima, e trazer umas ideias luminosas aos que neste nível anseiam por mais, que assim seja.

Sei que falta escrever ainda muita coisa, como tal conto com a vossa ajuda.

Espero que o gato esteja bom, assim o desejo.

A PAZ esteja convosco.
 


 




 
Título: Re: Dia 3-2-2009 - Não ouves? Escreve!
Enviado por: Onurb em Fevereiro 05, 2009, 10:47:02 am
Olá,

Acho muito engraçado como as coisas são!  :D :D :D :D se calhar é por isso que me sinto sempre tão contente, sendo o meu lema moderno "Tasse bem!"

No Sábado passado deram-me um livro para ler mas andava simplesmente a viajar com ele dentro da pasta! (Até parece que pelo simples toque no livro sinto o seu conteúdo, mas é mera impressão!  :D)

Ao terceiro dia vem novamente a ideia de à meses que tenho que escrever sobre algo que me incomoda, o facto de se assustar as pessoas sem que se explique o porquê, e fazendo com que estas se retraiam e não experimentem! Se bem que muitas tenham as suas saídas astrais com seus guias (nunca estamos sós) sem dizerem uma única palavra.  ;D ;D

Hoje ao ler o livro "A vida depois da morte" do Yoge Ramacharaca, encontrei uma descrição detalhada dos planos a explicação para o "meu pensamento".


                                                                                                         


                                                                                                         

Vou deixar aqui uma lição de um menino de 6 anos ao pai terreno de 36...

Pai: Guga, não andas de bicicleta! Nunca mais aprendes a travar e a equilibrar-te..., fazer as curva e tal!
Guga: Oh pai! Eu já sei andar!
Pai: Olha que não sabes!
Guga: Olha que sei!!!!

Uma vez por outra lá ia buscar a bicicleta, ou também na casa da avô lá andava com o Primo numas corridas mas sempre com as rodinhas laterais. Após as férias e sem andar de bicicleta, pois ele gosta é de andar a correr com os amigos da casa ao lado..., e encontrando-se sozinho sem nada para fazer, fez a mãe ir tirar as rodas de apoio, mesmo com a mãe a dizer "Olha que vai cair!!! Não sabes andar bem!". Andou andou e a mãe lá teve que ser mecânica e tirar as rodas!

O engraçado é que ele montou-se na bicicleta e saiu a pedalar pelo quintal fora..., claro a mãe com o coração nas mãos não fosse o filho cair.

Quanto ao pai!  :o :o :o :o :o Só soube quando chegou a casa, ainda pensou!!! Há estás a brincar! Então há duas semanas parecia que nem sabia travar, quanto mais andar sem rodinhas!!!

Guga: Oh pai!!! Anda cá ver!!!

Depois de dar uma volta sem colocar nenhum pé no chão disse: "Vês! Eu não te disse que sabia andar de bicicleta!"

                                                                                                             


                                                                                                             

Om Mani Padme Hum